COLUNA DO ITAMAR FRANÇA

SUCESSÃO EM SÃO JOSÉ DO EGITO – No próximo ano ocorre às eleições a nível municipal. Em São José do Egito, berço da poesia, alguns nomes já começam a surgir para esta disputa que requer conhecimento e notoriedade não somente na cidade, mas em toda a área rural. Com uma votação expressiva em 2020 para deputado estadual, Paulo de Tarso (PSB) poderia até ser um nome forte para a sucessão do prefeito Evandro Valadares (PSB), mas estaria impedido diante da legislação eleitoral. Nesse caso, a situação contaria com Eclériston Ramos, atual vice-prefeito, Edílio Lira e Augusto Valadares, este último está prefeito em Ouro Velho, na Paraíba.

NOMES DA OPOSIÇÃO – Falando em São José do Egito, a oposição articula a unidade do grupo para enfrentar nas urnas no próximo ano, o candidato do prefeito Evandro Valadares (PSB). Nas lista dos postulantes ao paço municipal estão o vereador e presidente da Câmara, João de Maria (PSB), o ex-prefeito e ex-deputado estadual, José Marcos de Lima (Avante), Fredson Brito (empresério), Áureo Brás e o ex-prefeito, Romério Guimarães (PP).

CAMINHO COM ESPINHO – A ex-deputada federal, Marília Arraes (Solidariedade) sabe que no atual cenário o seu nome não terá facilidade na disputa pela prefeitura do Recife, embora seja cedo para avaliar como estará o quadro em 2024. Saiu muito baqueada dos debates com Raquel e ainda a derrota que sofreu. Vereadora do Recife deve ser a saída, na base de vão-se os anéis e ficam os dedos.

FOCADO EM 2024 – Em Itaíba, o ex-deputado Claudiano Martins (PP) terá a seu favor na eleição de 2024 para a prefeitura, não ter mais que enfrentar a prefeita Regina da Saúde (Podemos) que não poderá disputar a reeleição. Isso, é o que mais lhe embala em focar no Executivo Municipal.

DESEMPATE EM 2024 – HAVERÁ na eleição municipal do próximo ano um segundo tempo da disputa entre os grupos do prefeito Honório Carrapicho (Republicanos) e da família Hacker. No primeiro tempo, na eleição estadual recente, houve um empate na disputa pela Alepe, quando Romero Sales (UB) apoiado pelo prefeito obteve 29,42% o equivalente a 3.939 votos, enquanto France Hacker (PSB) teve 28,51%, 3.816 votos. France se elegeu deputado e Romero Sales também. Começa o jogo municipal, no zero a zero.

A GRANDE INTERROGAÇÃO – Em Serra Talhada, a grande interrogação na eleição do próximo ano para a prefeitura do município, é saber se o ex-deputado federal, Sebastião Oliveira será ou não candidato a prefeito. Sem ele, a oposição fica sem chance de voltar ao poder, no maior colégio eleitoral do Pajeú.

O PRÓXIMO É MOURO… – Não tenham dúvidas que o próximo a perder o mandato será o senador Sergio Moro. Na sequencia, a prisão de Jair Bolsonaro. O regime totalitarista de Lula só vai ter sossego no último suspiro. Quando ele ver Bolsonaro na cadeia. É vingança que ele mais sonha. O ódio é grande.

CORRERIA – O tempo hoje foi pouco para escrever a coluna, tive que fazer uma consultoria, uma espécie de ‘trabaio’ que presto a alguns clientes da ‘pulítica’ e me ‘empaiei’ como diz o matuto. O caba sozinho pra uma mói de atividades, tem que se virar nos trinta. Mas na medida do possível vou catando as letras com o indicador no teclado para deixar você bem informado. Teve inté gente grande que me enviou mensagem elogiando nossa coluna, pia! E assim a gente prossegue.

NOSSOS CAUSOS & CONTOS

ROLINHA BRANCA

Andar faceiro de rolinha branca, que sai catando pedrinhas no chão. Estes versos iniciam uma bela composição do saudoso Zé Marcolino. Tive oportunidade de vê-lo cantar algumas vezes esta canção, não sei se chegou a ser gravada, enaltece essa ave do sertão nordestino que a passos ligeiros circulam pelos terreiros das casas à procura de alimentos e pedrinhas que alojadas no seu papo ajudam no processo digestivo.

Quando menino, reconheço que não pensava desta forma e através de uma maldade inocente não via a singela beleza dessa ave, pelo contrário, munido de uma baleeira ficava escondido por trás das árvores esperando o momento de atacar lançando uma pedra certeira.

Às vezes encontrávamos os ninhos, construídos com pedacinhos de madeira ou capim, camas macias e perfeitas presas aos galhos das árvores. Por pura crueldade retirávamos os filhotes e prendíamos em gaiolas, fabricávamos uma espécie de mingau com farinha e água que servia de alimento até a idade que passavam a se alimentar sozinhos. Presos continuavam por toda vida, cantavam uma canção triste e repetida, expressando talvez o desejo proibido de voar.

O tempo passou e as rolinhas brancas mesmo com a proibição do IBAMA estão em processo de extinção. O sertão está diferente e a infância não é mais inocente. Restam-nos as lembranças de uma época que não pode ser esquecida. Severino nunes

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