Lula embarca, às 10h30 de Washington (DC), 12h30 no horário de Brasília, deste sábado (11/2), de volta à capital brasileira com poucos resultados concretos nos Estados Unidos. O principal anúncio do encontro de Lula com o presidente americano Joe Biden foi a entrada dos EUA no Fundo Amazônia, por meio do qual Alemanha e Noruega contribuem para a proteção da Amazônia, com um aporte inicial de US$ 50 milhões.
Integrantes da delegação brasileira espalharam a versão de que o governo brasileiro havia se decepcionado com o valor, mas, oficialmente, o Itamaraty nega que o montante estipulado tenha frustrado expectativas, por entender que Biden precisa aprovar com o Congresso aportes maiores.
Em entrevista à imprensa na noite desta sexta-feira (10/2), na Casa Branca, após o encontro com o presidente americano, Lula afirmou que levou a Biden a necessidade de países ricos entrarem em um fundo, não necessariamente o Amazônia, para ajudar países com reservas florestais a protegerem suas o meio-ambiente. O presidente brasileiro defendeu também a criação de um organismo multilateral para cuidar da governança mundial do clima.
Lula informou também que levou a Biden a necessidade de pôr um fim na Guerra da Ucrânia. O presidente disse que apresentou a Biden a mesma proposta feita ao presidente francês Emmanuel Macron e ao chanceler da Alemanha, Olaf Scholz: a criação de um grupo de países que não estão diretamente envolvidos na guerra para que estes consigam encontrar uma possibilidade de paz.
Na delegação brasileira, houve incômodo com Biden ter mudado o horário da visita, que inicialmente seria de manhã, e acabou ocorrendo no fim da tarde de sexta-feira. A sensação de pessoas no entorno do presidente é que, a despeito do interesse de Biden em aparecer ao lado de outro presidente cujo país demonstrou resiliência democrática, a Casa Branca não teria dado a Lula a importância que ele julgava merecer.
