Alerta! “Câncer será a maior causa de mortalidade no Brasil”

No começo de 2026, o Instituto Nacional de Câncer (Inca), que atua como órgão auxiliar do Ministério da Saúde nas ações de prevenção e controle da doença, apresentou uma projeção preocupante: entre os anos de 2026 e 2028, o Brasil deve registrar cerca de 781 mil novos casos de câncer. Embora o número já seja elevado, a tendência é de crescimento significativo nas próximas décadas. A estimativa aponta que, até 2050, a incidência da doença pode aumentar em 85%, enquanto a mortalidade pode ultrapassar um crescimento de 90%.

Em entrevista ao Metrópoles, o especialista Gil destacou que, nos próximos dez anos, a tendência é de aumento contínuo dos casos, muito em função dos hábitos adotados pela população. Fatores como tabagismo, alimentação inadequada, obesidade, consumo excessivo de bebidas alcoólicas e sedentarismo estão entre os principais responsáveis por esse cenário. Além disso, práticas como o consumo frequente de alimentos ultraprocessados, ingestão elevada de álcool e relações sexuais sem proteção — associadas ao HPV, que pode provocar câncer do colo do útero e da cavidade oral — tornaram-se mais comuns e contribuem diretamente para o desenvolvimento da doença. “É importante frisar que de 30% a 50% dos casos de câncer são preveníveis e já conhecemos os fatores de risco”, afirma.

Outros elementos também influenciam o aumento dos casos, como a ingestão de alimentos contaminados por agrotóxicos, a ausência de equipamentos de proteção individual (EPIs) em determinadas atividades e a exposição solar sem os cuidados adequados. O envelhecimento acelerado da população brasileira é outro fator relevante nesse contexto. “Tivemos um envelhecimento populacional grande no Brasil. Em 40 anos, avançamos o que a Europa levou 400 anos. Outras doenças estão estabilizadas, mas a incidência do câncer está aumentando, sendo 65% nos homens e 70% nas mulheres”, alerta o oncologista.

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Vírus Nipah leva Índia a colocar mais de 100 pessoas em quarentena após novos casos

A confirmação recente de novos casos do vírus Nipah na Índia reacendeu o alerta das autoridades sanitárias internacionais. Cerca de 110 pessoas foram colocadas em quarentena após o registro da infecção no estado de Bengala Ocidental, no nordeste do país. O patógeno preocupa especialistas por apresentar alto índice de letalidade e não contar com vacina ou tratamento específico.

O Ministério da Saúde da Índia informou que os focos identificados foram contidos “em tempo hábil”, mas reforçou a adoção de medidas de vigilância epidemiológica. Países vizinhos passaram a adotar protocolos preventivos, incluindo triagem em aeroportos e monitoramento de passageiros vindos da região afetada.

Descoberto em 1999, o vírus Nipah já provocou surtos em países da Ásia e é considerado prioritário pela Organização Mundial da Saúde (OMS) devido ao potencial de causar epidemias com elevado número de mortes.

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Casos de sífilis cresce no Brasil e preocupa autoridades de saúde

A sífilis cresce de forma acelerada no Brasil e acende um alerta entre autoridades de saúde e especialistas. Dados do Ministério da Saúde, divulgados em outubro, indicam que o avanço da doença segue uma tendência mundial, mas apresenta impacto especialmente grave entre gestantes. Entre 2005 e junho de 2025, o país registrou 810.246 casos de sífilis em gestantes, com maior concentração na Região Sudeste, seguida pelo Nordeste, Sul, Norte e Centro-Oeste.

Atualmente, a taxa nacional de detecção alcançou 35,4 casos por mil nascidos vivos em 2024. Esse índice revela, sobretudo, o avanço da transmissão vertical, quando a infecção passa da mãe para o bebê durante a gestação. Como resultado, a sífilis congênita permanece como um dos principais desafios da atenção pré-natal no país.

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Profissionais do SUS receberão treinamento em cuidados paliativos

Nova sala de cuidados paliativos do Inca. Foto: Divulgação/Inca
Foto: Divulgação/Inca
Objetivo é oferecer mais qualidade de vida a quem tem doença grave

Profissionais de serviços de atenção primária à saúde serão treinados para atuar em cuidados paliativos, com o objetivo de proporcionar mais qualidade de vida às pessoas com doenças graves. O novo ciclo do Projeto Cuidados Paliativos começa em 2026 em 20 estados. O projeto é uma parceria do Ministério da Saúde e do Hospital Sírio-Libanês, por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS). 

Em entrevista à Agência Brasil, a paliativista e coordenadora médica do projeto no Sírio-Libanês, Maria Perez, informou que o primeiro encontro com as 20 secretarias estaduais de Saúde já foi realizado. Ela explicou que a compreensão mais frequente sobre os cuidados paliativos é que eles são utilizados apenas em pacientes terminais, sem chance de cura. Mas isso não é correto. 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), essa é uma abordagem que foca a questão de qualidade de vida, olhando não só os sintomas físicos, mas também questões emocionais, sociais, espirituais dos pacientes e seus familiares, benéfica a todos os portadores de doenças graves. Esses cuidados devem ser oferecidos junto com o tratamento específico para a doença de base que o paciente tiver

“Quando a gente fala em abordagem de cuidados paliativos, não necessita necessariamente que seja um especialista em cuidados paliativos atuando. Mas que tenha esse olhar, pensando na qualidade de vida, trazendo a pessoa para o centro do cuidado, ter sempre uma atenção na comunicação e no manejo de sintomas”, afirmou Maria Perez.

Para ela, isso deveria acontecer desde o diagnóstico de uma doença ameaçadora da vida. “Os pacientes precisam muito dessa abordagem de cuidados paliativos. Que ela seja ofertada no momento da terminalidade, mas não só”, acrescentou.

O projeto Cuidados Paliativos, via Proadi-SUS, começou a ser desenvolvido no Hospital Sírio-Libanês em 2020, envolvendo profissionais de hospitais, ambulatórios de especialidades e serviços de atendimento domiciliar. Mais de 10 mil profissionais de saúde do SUS participaram de capacitações ofertadas por meio do projeto e mais de 12 mil pacientes com demandas de cuidados paliativos foram identificados por esses serviços de saúde.

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Mais de 60% dos casos de câncer colorretal são detectados tardiamente, revela estudo

Lançado nesta quinta-feira (27), quando se comemora o Dia Nacional de Combate ao Câncer, o estudo Câncer colorretal no Brasil – O desafio invisível do diagnóstico, da Fundação do Câncer revela que, dos 177 mil casos da doença registrados em hospitais públicos e privados do país, no período de 2013 a 2022, mais de 60% foram diagnosticados em estágios avançados da doença.

Os dados mostram que o avanço da doença e a demora no diagnóstico, reduz de forma acentuada a possibilidade de cura.

Em entrevista à Agência Brasil, o diretor-executivo da Fundação do Câncer, cirurgião oncológico Luiz Augusto Maltoni, chama a atenção o volume de casos de câncer colorretal (CCR) que chegam no sistema em estágio avançado”, confirmou em entrevista à Agência Brasil o diretor-executivo da Fundação do Câncer, cirurgião oncológico Luiz Augusto Maltoni.

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Vacina inédita contra câncer de pulmão avança para testes em humanos e abre nova fronteira na prevenção

A partir de 2026, a comunidade científica dará um passo inédito: começam os primeiros testes em humanos da LungVax, a primeira vacina do mundo desenvolvida para prevenir o câncer de pulmão. Criada pela Universidade de Oxford em parceria com a University College London, a pesquisa recebeu investimento de R$ 13 milhões e propõe uma estratégia inovadora: treinar o sistema imunológico para reconhecer e eliminar células pulmonares que começam a apresentar alterações suspeitas — antes mesmo da formação de um tumor.

A tecnologia usada na LungVax se baseia em um vetor viral não replicante, semelhante ao da vacina de Oxford/AstraZeneca. Dentro desse vetor, os pesquisadores inserem um fragmento de DNA que leva o organismo a produzir a proteína NY-ESO-1, marcador típico de células que iniciam mutações precoces. Ao expor o corpo a esse sinal antes da doença existir, a vacina cria um sistema de vigilância contínua, capaz de identificar e atacar possíveis focos de câncer logo no início — uma abordagem definida por especialistas como uma nova camada de proteção imunológica.

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Mais de 1 milhão de usuários do ChatGPT apresentam sinais de sofrimento mental, diz OpenAI

A OpenAI revelou que cerca de 1 milhão de usuários semanais do ChatGPT têm conversas com a inteligência artificial que indicam ideações suicidas. Segundo relatório da empresa, a estimativa é de que cerca de 0,15% dos 800 milhões de usuários ativos em uma semana e 0,05% das mensagens contêm indicadores explícitos ou implícitos de ideação ou intenção suicida.

A noticia é de THAYS MARTINS. Além disso, cerca de 560 mil usuários semanais apresentam sinais de emergência em saúde mental relacionadas à psicose ou mania. Embora o número seja alto, a OpenAI classifica o fenômeno como “extremamente raro”.

No relatório, divulgado na segunda-feira (27), a empresa apresenta medidas que têm tomado para identificar e lidar com esses casos. A OpenAI disse que trabalha com 170 especialistas em saúde mental para ajudar o ChatGPT a reconhecer sinais de sofrimento de forma mais confiável, responder com cuidado e orientar as pessoas em direção ao suporte do mundo real.

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AVC é a segunda principal causa de morte no Brasil

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) continua sendo um dos maiores desafios de saúde pública no Brasil. De acordo com dados do Portal da Transparência dos Cartórios de Registro Civil, a doença causou 75.699 mortes em 2019, número que subiu para 87.856 em 2022, caiu para 85.112 em 2023 e voltou a crescer em 2024, com 85.442 óbitos. Esses índices colocam o AVC como a segunda principal causa de morte no país, atrás apenas das doenças cardiovasculares.

No primeiro semestre de 2025, foram registradas 42.884 mortes por AVC, sendo 6.737 em janeiro, 6.232 em fevereiro, 6.818 em março, 6.938 em abril, 7.991 em maio e 8.168 em junho.

O mês de outubro é marcado pelo Dia Mundial de Prevenção do AVC, celebrado em 29 de outubro. A data tem como objetivo ampliar a conscientização da população sobre os fatores de risco, sinais de alerta e medidas de prevenção.

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Saúde mental: 40% dos médicos sofrem com depressão, ansiedade e burnout no Nordeste

Longas jornadas de trabalho, rotina estressante, carência de insumos básicos e falta de tempo para estar com a família ou praticar atividade física. Esses são só alguns dos aspectos de um cenário que preocupa profissionais de saúde justamente por envolver a própria categoria – no caso, médicas e médicos.

Quase 40% dos médicos que atuam na região Nordeste têm algum quadro de doença mental. O dado faz parte da nova pesquisa Qualidade de Vida do Médico, produzida pelo Research & Innovation Center da Afya, ecossistema de educação e tecnologia em medicina no Brasil que está presente em Salvador, Vitória da Conquista, Itabuna e Guanambi. Os resultados regionais foram obtidos com exclusividade pelo CORREIO.

No Brasil, o estudo mostrou que o percentual é ainda maior: 45% dos médicos tiveram algum diagnóstico de transtorno mental. No entanto, os pesquisadores acreditam que isso não quer dizer que os profissionais do Nordeste sejam menos afetados. Uma das hipóteses, segundo o diretor do Research Center da Afya, Eduardo Moura, é de que os médicos aqui procurem menos atendimento – e, portanto, não têm diagnósticos conhecidos ou confirmados.

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Infartos em jovens disparam no Brasil e assustam médicos

Entre 2022 e 2024, o Brasil registrou mais de 234 mil atendimentos por infarto em pessoas com menos de 40 anos. Nesse período, mais de 7,8 mil jovens perderam a vida em decorrência da doença, segundo dados do Ministério da Saúde.

As doenças cardiovasculares, que englobam infartos, AVC e outros problemas do coração, seguem como a principal causa de morte no país, com estimativa de cerca de 400 mil óbitos por ano em todas as faixas etárias.

Adotar hábitos saudáveis e ficar atento a sinais como dor no peito, falta de ar, suor frio e náuseas é fundamental para prevenir complicações graves.

E você, o que acha que pode estar causando esse aumento nos casos de infarto entre os jovens?