JOGO INVERTIDO… – Faltando cerca de cinco meses pra eleição, as pesquisas mais recentes seguem mostrando o mesmo cenário: João Campos (PSB) aparece na frente, enquanto a governadora Raquel Lyra (PSD) ainda não conseguiu virar o jogo.
E aí entra um ponto que chama atenção nos bastidores. O natural, numa disputa dessas, seria quem está no governo largar na frente. Raquel tem a máquina na mão, estrutura, visibilidade e espaço pra crescer. Mesmo assim, ainda não conseguiu nem encostar de forma consistente.
Isso acende um alerta no grupo governista. Porque eleição não se ganha só com estrutura, precisa converter isso em voto e até agora essa conta não fechou.
Quem acompanha política lembra bem de 2022. Na época, havia uma expectativa grande de crescimento de Danilo Cabral, apoiado pelo PSB. Mês após mês, a aposta era de que ele reagiria nas pesquisas. Mas o crescimento não veio, e o resultado todo mundo já sabe.
Guardadas as proporções, o cenário atual traz um certo déjà vu pra quem vive o dia a dia da política. A diferença é que agora o tempo é curto e a pressão só aumenta.
Ainda tem chão pela frente, é verdade. Mas, por enquanto, o retrato é esse: João na frente e Raquel tentando encontrar o caminho pra mudar o rumo do jogo, o que deveria ser o contrário…
É HORA DE REAGIR – Em política, ninguém gosta de apostar em projeto que não mostra crescimento. Raquel ao que parece está sentindo o peso de 2024, quando parte dos seus apoiadores reclamou de sua ausência. Esse tipo de conta chega e chega em momento decisivo. Tem ainda o eleitor mais pragmático, que observa quem está na frente antes de decidir. Esse voto costuma migrar conforme o cenário das pesquisas. A missão é reagir rápido pra não ver o espaço diminuir ainda mais.
FALTA DE ASSESSORIA – Muita gente se pergunta o que é que tá emperrando Raquel? O problema começa dentro de casa, por ela mesmo. Falta escuta, falta articulação. Basta olhar pra quem ajudou lá atrás. Gente importante, que foi peça-chave na eleição, hoje anda calada, é o caso de Armando Monteiro. Isso passa uma imagem ruim. Na comunicação, o cenário é ainda pior. Em pleno período pré-eleitoral, cortar apoio de veículos que divulgam ações do governo, como BLOGS é, um erro grotesco. Parte da imprensa se afastou, e isso pesa. No fim das contas, política é diálogo, presença e estratégia. Quando isso falha, o prejuízo aparece…
CAIXA PRETA – O clima azedou de vez em Arcoverde. O presidente da Câmara, Luciano Pacheco, diz que o pedido de cassação contra ele tem dedo político e surgiu só depois do rompimento com o grupo do prefeito Zeca Cavalcante. Segundo ele, antes ninguém falava nada sobre o caso que agora virou motivo de processo. Pacheco não ficou calado. Disse que vai abrir a “caixa-preta” da Casa e expor problemas de gestões anteriores. Chegou a afirmar que, perto do que encontrou, o caso dele é “fichinha”. Nos bastidores, o movimento de vereadores e faltas em sessão também levantou suspeitas. O fato é que o clima é de confronto aberto. Agora é esperar os próximos capítulos dessa novela na terra do Cardeal.
SUBIU O TOM – O vereador Paulinho da Celpe subiu o tom contra a gestão do prefeito Pedro Alves que não está bem avaliada pela população. Nas falas mais recentes, ele questionou a condução do governo e citou, inclusive, a demissão da sua esposa em um momento delicado de saúde. O parlamentar vem batendo forte em áreas da administração que, segundo ele, enfrentam problemas e desorganização. Pedro segue tocando a gestão após o rompimento com o ex-prefeito Zeinha. O prefeito agora se apoia em novos aliados, ligados a Albérico Rocha, como o ex-vereador Francisco Sales, que passou a integrar a equipe.
DISPUTA COMPLICADA – O prefeito de Iguaracy, Pedro Alves entrou numa disputa complicada ao declarar apoio ao deputado Luciano Duque. Isso porque, do outro lado, aparece o nome de Kaio Maniçoba, apoiado pelo ex-prefeito Zeinha Torres, com forte presença no município. Kaio chega com vantagem em termos de serviços prestados e ações já realizadas, o que costuma pesar muito na hora do voto. Isso pode dificultar a vida do grupo de Pedro nas urnas.
PASTA VACANTE – Depois da saída de Rubinho do São João da Secretaria de Governo, a gestão de Sandrinho Palmeira ainda não anunciou substituto. Até agora, nenhum nome ganhou força nos bastidores. A passagem de Rubinho também não rendeu visibilidade. O ex-vereador acabou deixando o cargo sem projeção e seguiu outro caminho após assumir vaga em concurso público. Outro detalhe curioso é a falta de movimentação do grupo. Nenhum vereador se colocou ou indicou nomes, o que reforça uma tradição local: cargos de primeiro escalão dificilmente passam por indicação da Câmara. Agora, a expectativa é saber se o prefeito vai nomear alguém de confiança nos próximos dias ou se vai manter a pasta vacante por mais tempo.
COMPREEENSÃO – Pedir a compreensão dos nossos leitores pela pouca atualização da coluna, devido a carga de trabalho longa a grente do Instituto Expressão que tem feito pesquisa de canto a canto do Estado de Pernambuco e na Paraíba. Com a demanda em alta, menos tempo de atualizar os bastidores da política.