É CADA UMA NA POLÍTICA… – A família Coelho acredita que a operação da Polícia Federal teve cheiro de política. Não há dívidas de que o movimento acabou atingindo em cheio o projeto de Miguel Coelho.
Tem aliado levantando suspeita de articulação pesada para desgastar Miguel e mexer no jogo da chapa majoritária. A leitura é simples: enfraquece um, abre espaço pra outros.
No meio disso, crescem os nomes de Humberto Costa e Sílvio Costa Filho na disputa por espaço. E ainda tem a vice, que também virou briga de bastidor.
Em política é assim: quando a peça cai, alguém já está pronto pra ocupar o lugar. Coincidência ou estratégia? Cada lado tem sua versão.
QUASE AFASTADO – Por falar nisso, o prefeito de Petrolina, Simão Durando, passou perto de ser afastado do cargo por causa da Operação Vassalos, que apura suspeita de desvio de emendas parlamentares. A Polícia Federal chegou a pedir o afastamento, mas a Procuradoria-Geral da República foi contra. O ministro do STF, Flávio Dino, acompanhou o parecer e negou o pedido. Simão segue no cargo, mas a investigação continua. Nos bastidores, o clima ainda é de tensão, porque ninguém sabe quais serão os próximos passos da operação.
“PEGAMOS O ESTADO QUEBRADO” – Durante o Congresso Estadual de Vereadores(as), no Centro de Convenções de Olinda, Raquel Lyra foi direta: disse que recebeu um Estado quebrado, com déficit nas contas, obras inacabadas e até ordens de serviço sem dinheiro garantido para sair do papel. Segundo ela, a escolha foi encarar a realidade de frente e arrumar a casa antes de prometer mais. Raquel afirmou que precisou organizar as finanças, rever compromissos e colocar equilíbrio na máquina pública.
FORA DO JOGO? – Mesmo na dianteira, em todas as pesquisas, Marília Arraes deve disputar uma vaga de deputada federal. Nos bastidores, o Senado terá outros arranjos. A entrada de Eduardo da Fonte ajudaria João Campos, e Sílvio pode ser um nome incentivado pelo presidente Lula. A pesquisa DataTrends mostra ela liderando para o Senado, mas liderar números não garante vaga na chapa. Em política, conta não é só número é acordo….
ESCARECEU – O deputado estadual Fabrizio Ferraz esclareceu que não conta mais com o apoio do delegado Rossine em Pesqueira. Segundo ele, a decisão foi tomada em comum acordo, depois de conversa entre os dois. Fabrizio fez questão de dizer que o prefeito João Campos não tem nada a ver com a mudança. De acordo com o deputado, Rossine decidiu apoiar outros nomes, o que ele considera normal na política. Fabrizio disse que segue tranquilo, focado no mandato e confiante no seu projeto de reeleição.
ALIADOS OU DISTANTES? – Como anda a relação entre o ex-prefeito Sávio Torres e o atual prefeito Diógenes Patriota? Nesta eleição, pelo menos na proporcional, os dois parecem seguir caminhos diferentes. Diógenes ainda não anunciou apoio a Kaio Maniçoba, que é o nome ligado a Sávio. Outro detalhe que chama atenção é a pouca aparição dos dois juntos nas redes sociais. E tem mais: Sávio tem planos de voltar à Prefeitura, enquanto Diógenes tem o direito de tentar a reeleição. Pelo jeito, a disputa já começou implicitamente…
SEGUE EM ABERTO – O prefeito de Afogados, Sandrinho Palmeira, ainda não anunciou quem vai assumir a Secretaria de Governo, vaga que era ocupada por Rubinho do São João. Até agora, silêncio total. Mas tempo o prefeito tem e opção dentro da Frente Popular também não falta. A expectativa é que o anúncio saia em breve. Enquanto isso, a cadeira segue vazia e as especulações correm nos bastidores…
EMPATE – Pesquisa do Instituto Paraná mostra que, se a eleição fosse hoje, Lula e Flávio Bolsonaro estariam tecnicamente empatados, tanto no primeiro quanto no segundo turno. Num possível segundo turno, Flávio aparece numericamente na frente, com 44,4%, contra 43,8% de Lula. Pela margem de erro, é empate, mas o dado acende o alerta. Comparando com a pesquisa anterior, Lula caiu um ponto, enquanto Flávio cresceu mais de dois. A disputa, pelo visto, promete ser apertada do começo ao fim.
RAQUEL VAI COM QUEM? – Flávio Bolsonaro já dá como certo que quer apoiar Raquel em Pernambuco. E espera receber o apoio dela na corrida presidencial. A pergunta que fica é: Raquel vai se declarar? Vai repetir a estratégia de 2022, quando ficou neutra, ou vai escolher um lado? Tem ainda outro detalhe. O eleitorado de Raquel é mais inclinado à direita. Então, qual seria o melhor caminho: caminhar com Flávio ou tentar se aproximar de Lula? Decisão não é simples. Em política, cada passo tem consequência.