O RECADO DAS PESQUISAS – A mais recente pesquisa Datafolha para o Governo de Pernambuco acendeu o sinal de atenção e mostrou um cenário ainda em aberto para 2026. Os números mostram a tendência de uma eleição acirrada entre o prefeito do Recife, João Campos (PSB), e a governadora Raquel Lyra (PSD), cada um com vantagens e desafios próprios.
João aparece bem posicionado nas intenções de voto, reflexo direto de sua popularidade na capital e da boa avaliação entre o público jovem. Por outro lado, ainda não se colocou oficialmente como pré-candidato, o que mantém margem de cautela e abre espaço para desgaste caso antecipe o debate eleitoral.
Já Raquel Lyra concentra suas energias na gestão estadual e evita o tom de campanha. Seu ponto forte é justamente a vitrine administrativa, mas o distanciamento do embate político pode reduzir visibilidade eleitoral no curto prazo. A governadora aposta na entrega de resultados para consolidar apoio quando o calendário permitir.
A tendência, diante dos números, é que João mantenha postura de observação estratégica, enquanto Raquel siga priorizando ações de governo. A disputa, por ora, permanece mais no campo das projeções do que das declarações, com ambos medindo tempo e cenário antes de assumir posições mais claras.
Na próxima semana, dois novos levantamentos eleitorais — dos institutos Múltipla e Real Time Big Data — devem movimentar o cenário político em Pernambuco. A expectativa é alta após a última pesquisa divulgada, que acentuou a percepção de disputa direta entre João Campos e a governadora Raquel Lyra. As próximas sondagens tendem a servir como bússola para ajustes de discurso, alianças e posicionamentos de pré-candidatos que buscam espaço além do núcleo principal da disputa.
POR FALAR NISSO… – O ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (UB) é o nome mais estratégico para compor a chapa ao Senado ao lado de Humberto Costa (PT) no grupo de João Campos (PSB). Já falei várias vezes que o peso eleitoral no Sertão e o diálogo com o centro-direita são vistos como diferenciais. Marília e Sílvio somariam menos por atuarem em eleitorados semelhantes ao de João. A missão dele será manter a unidade do grupo, já que uma eventual saída de Miguel é considerada a perda mais sensível na composição.
NOVAS PESQUISAS – Na próxima semana, dois novos levantamentos eleitorais — dos institutos Múltipla e Real Time Big Data — que mostrou uma disputa acirrada entre João Campos e a governadora Raquel Lyra. Para o Senado, o quadro indica vantagem de nomes já consolidados junto ao eleitorado, enquanto a existência de duas vagas amplia o peso estratégico de cada ponto percentual. As próximas pesquisas irão servir como bússola para ajustes de discurso, alianças e posicionamentos de pré-candidatos que buscam espaço além do núcleo principal da disputa.
FOCO NA GESTÃO – Em entrevista à Rádio Afogados FM nesta segunda-feira (9), o vice-prefeito de Afogados da Ingazeira, Daniel Valadares (MDB), disse que nunca viu uma disputa municipal ser antecipada com tanta intensidade, após a divulgação de pesquisa de intenção de voto mirando as eleições de 2028. Apesar de se dizer satisfeito com os números, ressaltou que sua prioridade segue sendo a administração. Daniel destacou resultados da atual gestão e citou a captação de recursos que ultrapassam a casa do milhão de reais, convertidos em obras no município. Ao comentar o cenário estadual, avaliou que a eleição ainda é imprevisível e lembrou que já viu candidatos com amplo apoio de prefeitos não conseguirem chegar sequer ao segundo turno.
CAMINHOS PRÓPRIOS – Por falar em Daniel, além de vice-prefeito, Daniel Valadares também preside o MDB em Afogados e sempre mostrou capacidade de articulação partidária. Sob sua condução, o MDB elegeu três vereadores em 2024, Cancão, Gal Mariano e Douglas Eletricista. Curiosamente, apesar de integrarem a base emedebista local, os parlamentares não acompanham integralmente as escolhas eleitorais de Daniel para 2026. Enquanto o dirigente apoia Waldemar Borges para estadual e Carlos Véras para federal, os vereadores demonstram inclinação por João Paulo Costa e Pedro Campos, revelando que, mesmo dentro do mesmo partido, o alinhamento político segue caminhos próprios.
SEM OFICIALIZAÇÃO – O vereador Mário Martins foi indicado, após reunião interna, para assumir a Comissão Provisória Municipal do Republicanos em Afogados da Ingazeira. A nova composição chegou a ser encaminhada à executiva estadual do partido, porém, até o momento, a nomeação oficial não foi publicada. A demora tem chamado atenção nos bastidores políticos, já que o processo é considerado simples e depende apenas de aval da presidência estadual. Enquanto isso, a sigla permanece sem definição formal no município.
DESTAQUE NA COMPETIÇÃO – Não foi desta vez que o troféu principal veio para casa, mas o desempenho de Bruno Chateaubriand no 3º Norte–Nordeste de Sinuca rendeu reconhecimento e orgulho para Afogados da Ingazeira. Designer e empresário gráfico, ele mostrou alto nível técnico ao longo da competição realizada em Paulista, na Paraíba. Bruno enfrentou adversários de peso, entre eles Ermeson, de Tenente Ananias (RN), considerado um dos grandes nomes da sinuca no país. Mesmo diante de competidores experientes, o afogadense chegou às fases decisivas e demonstrou consistência em diferentes modalidades do torneio.
O LEGADO DE ARRAES – A trajetória de Miguel Arraes é uma das mais emblemáticas da política pernambucana. Economista de formação, foi secretário da Fazenda em dois governos, eleito prefeito do Recife em 1960 e governador do Estado em 1962. Com o golpe militar de 1964, teve o mandato cassado, foi preso e partiu para o exílio na Argélia. Retornou ao Brasil em 1979, com a anistia, recebido por grande mobilização popular, retomando protagonismo e consolidando-se como uma das maiores lideranças políticas de Pernambuco. Décadas depois, o sobrenome Arraes ainda rende dividendos eleitorais. O peso simbólico de sua história segue presente em campanhas e discursos de herdeiros políticos e familiares, como Eduardo Campos (in memoriam), Marília Arraes e João Campos, que frequentemente evocam a memória do ex-governador como referência de legado, identidade e capital político no estado.


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