COLUNA DO ITAMAR FRANÇA

JOGO INVERTIDO… – Faltando cerca de cinco meses pra eleição, as pesquisas mais recentes seguem mostrando o mesmo cenário: João Campos (PSB) aparece na frente, enquanto a governadora Raquel Lyra (PSD) ainda não conseguiu virar o jogo.

E aí entra um ponto que chama atenção nos bastidores. O natural, numa disputa dessas, seria quem está no governo largar na frente. Raquel tem a máquina na mão, estrutura, visibilidade e espaço pra crescer. Mesmo assim, ainda não conseguiu nem encostar de forma consistente.

Isso acende um alerta no grupo governista. Porque eleição não se ganha só com estrutura, precisa converter isso em voto e até agora essa conta não fechou.

Quem acompanha política lembra bem de 2022. Na época, havia uma expectativa grande de crescimento de Danilo Cabral, apoiado pelo PSB. Mês após mês, a aposta era de que ele reagiria nas pesquisas. Mas o crescimento não veio, e o resultado todo mundo já sabe.

Guardadas as proporções, o cenário atual traz um certo déjà vu pra quem vive o dia a dia da política. A diferença é que agora o tempo é curto e a pressão só aumenta.

Ainda tem chão pela frente, é verdade. Mas, por enquanto, o retrato é esse: João na frente e Raquel tentando encontrar o caminho pra mudar o rumo do jogo, o que deveria ser o contrário…

É HORA DE REAGIR – Em política, ninguém gosta de apostar em projeto que não mostra crescimento. Raquel ao que parece está sentindo o peso de 2024, quando parte dos seus apoiadores reclamou de sua ausência. Esse tipo de conta chega e chega em momento decisivo. Tem ainda o eleitor mais pragmático, que observa quem está na frente antes de decidir. Esse voto costuma migrar conforme o cenário das pesquisas. A missão é reagir rápido pra não ver o espaço diminuir ainda mais.

FALTA DE ASSESSORIA – Muita gente se pergunta o que é que tá emperrando Raquel? O problema começa dentro de casa, por ela mesmo. Falta escuta, falta articulação. Basta olhar pra quem ajudou lá atrás. Gente importante, que foi peça-chave na eleição, hoje anda calada, é o caso de Armando Monteiro. Isso passa uma imagem ruim. Na comunicação, o cenário é ainda pior. Em pleno período pré-eleitoral, cortar apoio de veículos que divulgam ações do governo, como BLOGS é, um erro grotesco. Parte da imprensa se afastou, e isso pesa. No fim das contas, política é diálogo, presença e estratégia. Quando isso falha, o prejuízo aparece…

CAIXA PRETA – O clima azedou de vez em Arcoverde. O presidente da Câmara, Luciano Pacheco, diz que o pedido de cassação contra ele tem dedo político e surgiu só depois do rompimento com o grupo do prefeito Zeca Cavalcante. Segundo ele, antes ninguém falava nada sobre o caso que agora virou motivo de processo. Pacheco não ficou calado. Disse que vai abrir a “caixa-preta” da Casa e expor problemas de gestões anteriores. Chegou a afirmar que, perto do que encontrou, o caso dele é “fichinha”. Nos bastidores, o movimento de vereadores e faltas em sessão também levantou suspeitas. O fato é que o clima é de confronto aberto. Agora é esperar os próximos capítulos dessa novela na terra do Cardeal.

SUBIU O TOM – O vereador Paulinho da Celpe subiu o tom contra a gestão do prefeito Pedro Alves que não está bem avaliada pela população. Nas falas mais recentes, ele questionou a condução do governo e citou, inclusive, a demissão da sua esposa em um momento delicado de saúde. O parlamentar vem batendo forte em áreas da administração que, segundo ele, enfrentam problemas e desorganização. Pedro segue tocando a gestão após o rompimento com o ex-prefeito Zeinha. O prefeito agora se apoia em novos aliados, ligados a Albérico Rocha, como o ex-vereador Francisco Sales, que passou a integrar a equipe.

DISPUTA COMPLICADA – O prefeito de Iguaracy, Pedro Alves entrou numa disputa complicada ao declarar apoio ao deputado Luciano Duque. Isso porque, do outro lado, aparece o nome de Kaio Maniçoba, apoiado pelo ex-prefeito Zeinha Torres, com forte presença no município. Kaio chega com vantagem em termos de serviços prestados e ações já realizadas, o que costuma pesar muito na hora do voto. Isso pode dificultar a vida do grupo de Pedro nas urnas.

PASTA VACANTE – Depois da saída de Rubinho do São João da Secretaria de Governo, a gestão de Sandrinho Palmeira ainda não anunciou substituto. Até agora, nenhum nome ganhou força nos bastidores. A passagem de Rubinho também não rendeu visibilidade. O ex-vereador acabou deixando o cargo sem projeção e seguiu outro caminho após assumir vaga em concurso público. Outro detalhe curioso é a falta de movimentação do grupo. Nenhum vereador se colocou ou indicou nomes, o que reforça uma tradição local: cargos de primeiro escalão dificilmente passam por indicação da Câmara. Agora, a expectativa é saber se o prefeito vai nomear alguém de confiança nos próximos dias ou se vai manter a pasta vacante por mais tempo.

COMPREEENSÃO – Pedir a compreensão dos nossos leitores pela pouca atualização da coluna, devido a carga de trabalho longa a grente do Instituto Expressão que tem feito pesquisa de canto a canto do Estado de Pernambuco e na Paraíba. Com a demanda em alta, menos tempo de atualizar os bastidores da política.

COLUNA DO ITAMAR FRANÇA

BASTIDORES EM MOVIMENTO – O jogo político em Pernambuco tá pegando fogo e ainda tem muita água pra rolar. A governadora Raquel Lyra e o prefeito João Campos tão mexendo as peças pra montar as chapas, principalmente pra senador e vice.

Nos bastidores, o clima é de troca-troca. Quem tava de um lado pode pintar do outro sem muita surpresa. Eduardo da Fonte, por exemplo, já é comentado perto de João, enquanto Silvio Costa Filho e Marília Arraes podem acabar reforçando o time de Raquel.

E não para por aí: até a vaga de vice pode mudar. Dependendo das alianças, gente que hoje tá no governo pode ter outro destino na eleição.

Resumo da história: ninguém sabe ainda quem vai com quem. Abril deve trazer as respostas, mas até lá é só especulação, conversa de bastidor e muito cálculo político.

RUMO INCERTO – Mesmo depois dos embates duros na última eleição, Raquel Lyra e Marília Arraes podem acabar no mesmo palanque. E isso é somente estratégia. O problema é o peso do passado. Marília bateu forte em Raquel, disse que ela não tinha posição e vivia em cima do muro. Se essa aliança sair, muita gente pode torcer o nariz e chamar de contradição. Por outro lado, tudo passa pelo espaço que João Campos vai dar. Se não tiver lugar pra Marília, o caminho pode ser mudar de lado pra seguir viva no jogo político…Muito ZUM ZUM ZUM – Até o dia 4 de abril, o clima é de muita especulação na política de Pernambuco. Nos bastidores, vários cenários estão sendo desenhados e todos ainda abertos. De um lado, a chapa de Raquel pode vir com nomes como Marília e Silvio Costa Filho para o Senado, formando um time mais forte. Do outro, João conta com Humberto Costa e pode ter surpresas, com possíveis mudanças de aliados e novos nomes entrando na disputa. Eduardo da Fonte pode compor na segunda vaga, ou mesmo Miguel Coelho. Tem ainda quem aposte em viradas de última hora, com troca de lados e alianças inesperadas, coisa comum quando o jogo aperta. No fim, o cenário é esse: vários caminhos possíveis, nenhuma definição. FALA POLÊMICA – O prefeito de Belo Jardim, Gilvandro Estrela, roubou a cena durante evento da AMUPE ao soltar o verbo sobre os altos cachês de artistas. Sem rodeio, disparou que tem artista “virando extorquidor” e deixou claro: não vai tirar dinheiro do povo pra pagar até R$ 1 milhão em show enquanto a população passa necessidade. A fala aconteceu na posse de Pedro Freitas na presidência da Amupe e repercutiu forte entre os prefeitos. No mesmo encontro, os gestores bateram o martelo e definiram um teto de R$ 350 mil para cachês pagos pelas prefeituras. A ideia é colocar freio nos gastos e evitar exageros com dinheiro público.APOIO FECHADO – Em Dormentes, o vice-prefeito Jurandir Torres e um time de vereadores anunciaram apoio fechado ao nome de Josimara Cavalcanti para deputada estadual. A aposta é em alguém da terra, que conhece de perto a realidade do povo e já tem serviço prestado. Nos bastidores, o discurso é de união e de um projeto que vem ganhando corpo com base no apoio popular. A ideia é clara: fortalecer o Sertão e colocar uma representante da região com voz ativa na Assembleia Legislativa de Pernambuco. O grupo mostra que está alinhado e disposto a entrar firme na disputa.JUNTO DE RAQUEL – O ex-prefeito de Flores, Marconi Santana, agora é PSD. De olho numa vaga na Assembleia Legislativa de Pernambuco, ele escolheu o partido da governadora Raquel Lyra e entra de vez no jogo. Mesmo sendo procurado por outras siglas, Marconi bateu o martelo e fez o gesto político de se alinhar ao grupo de Raquel. Nos bastidores, ele vem ampliando apoios e ganhando espaço, se colocando como nome competitivo na disputa. A caminhada é longa, mas Marconi já mostrou que tá disposto a correr trecho pra chegar lá.E A RECÍPROCA? – Por falar em Marconi, o ex-prefeito tem sido um dos aliados mais fiéis de Raquel no Sertão. Defende o projeto da governadora, levanta a bandeira e veste a camisa sem meia palavra. Mas nos bastidores já tem gente se perguntando: e a reciprocidade, cadê? Até agora, não se viu um gesto mais claro de Raquel na direção de fortalecer Marconi, principalmente no Pajeú. Quem conhece o estilo da governadora diz que, se não houver cobrança mais firme, o risco é ficar pra trás. A política é assim: quem não cobra, acaba sendo esquecido. Fica o alerta lealdade demais, sem retorno, pode custar caro lá na frente.TROCA DE COMANDO – A Polícia Militar de Pernambuco fez mudanças no comando no interior. Em Serra Talhada, o tenente-coronel Fabrício Vieira deixou o 14º BPM para assumir o 5º BPM, em Petrolina. No lugar dele, entra o tenente-coronel Bosco Lourimar, vindo do 2º BIESP. Com passagens pelo 3º BPM e pelo 23º BPM de Afogados da Ingazeira, Vieira tem experiência e chega com a missão de ajudar a conter a violência em Petrolina, que tem crescido nos últimos meses.RECADO DADO – Maior nome da oposição em Afogados da Ingazeira, Danilo Simões que hoje é empresário na cidade viveu um momento diferente na recente passagem de Raquel Lyra pelo Pajeú. Teve visita em casa, companhia na rádio e várias citações públicas, tratamento de destaque. O gesto chamou atenção porque contrasta com 2024, quando a governadora não apareceu no lançamento da candidatura dele à prefeitura. Na época, pegou mal. Danilo, por sua vez, manteve a postura. Ele segue com respeito e equilíbrio, mostrando grandeza mesmo diante dos desencontros da política… A foto é de Finfa

COLUNA DO ITAMAR FRANÇA

ESPERANDO A SOBRA… – A governadora Raquel Lyra (PSD) observa com atenção o quebra-cabeça que o prefeito do Recife, João Campos (PSB), precisa montar para definir sua chapa ao Senado. O problema é que, do lado dele, tem gente demais querendo a vaga.

Entre os nomes que circulam estão Silvio Costa Filho, Miguel Coelho, Marília Arraes e Humberto Costa, este último com vaga garantida. Todos com peso político e capacidade de somar votos. Como só existem duas vagas, alguém vai acabar ficando de fora e é justamente essa “sobra” que pode interessar ao palanque da governadora.

Enquanto João precisa de muita habilidade para não desagradar aliados importantes, Raquel segue na espera estratégica. No meio desse jogo, o presidente Lula pode ter papel decisivo, ajudando a acomodar interesses e orientar alguns desses nomes na composição das chapas. No fim das contas, quem errar menos nessa montagem pode sair com vantagem na corrida eleitoral..O FATO NOVO – O fato novo fo início dessa semana foi o comentário de que o ministro Silvio Costa Filho (Republicanos) pode acabar no palanque da governadora Raquel. Depois de uma conversa reservada no Palácio do Campo das Princesas, o clima teria sido de entendimento político.

A avaliação que circula entre aliados é de que Silvio estaria disposto a apoiar o projeto de reeleição da governadora e, nesse cenário, seu nome poderia entrar na disputa por uma das vagas ao Senado na chapa governista. Ele deve conversar com o presidente Lula para tratar do cenário político e também de sua situação no ministério.

Enquanto isso, no meio político já se especula que a montagem da chapa de Raquel pode ganhar forma em breve. Caso o movimento se confirme, o jogo pelo Senado em Pernambuco tende a esquentar ainda mais nos próximos meses…

XADREZ ELEITORAL – Faltando menos de vinte dias para o fim do prazo da janela partidária, Pernambuco vive uma verdadeira corrida pela montagem das chapas para deputado estadual e federal. O desafio dos partidos agora é fechar nominatas competitivas capazes de garantir vagas na Assembleia e na Câmara. Siglas como PSB, PSD, PP, Avante, Republicanos, Podemos, PDT, PT, PV, PCdoB, MDB, PSOL, dentre outras estão nessa disputa silenciosa para atrair candidatos com potencial de voto.

O jogo é pesado e é preciso um grupo que some votos suficientes para alcançar o quociente. Por isso, muitos políticos andam de partido em partido avaliando onde a chance de vitória é maior. Não são poucos os exemplos de candidatos que tiveram boa votação e acabaram fora porque a chapa não alcançou o número necessário de votos. No fim das contas, essa disputa virou um verdadeiro jogo de xadrez político: quem montar o time mais competitivo, leva mais cadeiras.PEÇAS VALIOSAS – Falando nisso, com as novas regras da eleição proporcional, os partidos passaram a concentrar seus candidatos em poucas chapas realmente competitivas. Desde o fim das coligações, cada sigla precisa montar sua própria nominata e alcançar votos suficientes para garantir vagas. Por isso, candidatos com mandato ou base eleitoral forte viraram peças valiosas nesse jogo. São eles que ajudam a puxar votos e dar sustentação às chapas, num verdadeiro quebra-cabeça político para não ficar de fora da divisão das vagas.

E O MDB? – Vem tentando organizar suas peças. Para a Câmara Federal, a expectativa é de montar uma chapa boa. Já para a disputa da Alepe, o cenário não parece tão seguro. O deputado Jarbas Filho, pode acabar buscando outro partido para disputar a reeleição caso não veja força suficiente no MDB. Também existe dúvida sobre o caminho de Waldemar Borges, que avalia se permanece no partido ou se migra para o PCdoB. Diante disso, cabe a Raul Henry, correr contra o tempo para montar uma chapa que pelo menos garanta uma vaga na Alepe, algo que em outras eleições acabou escapando por falhas de articulação…

 POUCO FÔLEGO – Pesquisas que foram divulgadas  mostram uma dificuldade clara para o senador Fernando Dueire (MDB) ganhar musculatura eleitoral. Enquanto nomes como Marília Arraes aparecem com índices altos e Humberto Costa também marca presença nas intenções de voto, Dueire ainda patina em números bem modestos.

Nos bastidores, muita gente reconhece que o senador é um político correto, educado e que mantém diálogo com as bases. O problema é que, até agora, isso não tem se transformado em empolgação do eleitorado.

Também pesa o fato de que ele chegou ao Senado como suplente de Jarbas Vasconcelos, após o titular deixar o cargo por questões de saúde. Se os números não reagirem, cresce a avaliação de que sua permanência numa chapa majoritária pode ficar complicada, restando como alternativa uma disputa para deputado federal.

CONVITE OUSADO – Informações que chegaram à redação do Bloh do Itamar, dão conta de um episódio curioso nos bastidores da política do Pajeú. Durante o trajeto para o distrito de São Vicente, em Itapetim, a prefeita Aline Karina (PSB) teria recebido um convite inusitado: se filiar ao Partido Social Democrático (PSD), partido da governadora Raquel Lyra.

Segundo relatos, o convite partiu de um dos integrantes do carro que levava a governadora e sua equipe. Aline, no entanto, preferiu o silêncio. Não disse que sim, não disse que não e também não comentou se iria analisar a proposta.

O que mais chamou atenção nos bastidores não foi nem a resposta da prefeita, mas a ousadia de quem resolveu fazer o convite ali mesmo, no meio da viagem. Na política, como se sabe, tem gente que não perde a oportunidade de tentar a soma…

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PSD AFASTA RAQUEL DE LULA – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva até gostaria de contar com dois palanques fortes em Pernambuco, mas a realidade da política deve ser outra. A governadora Raquel Lyra (PSD) dificilmente vai declarar apoio à reeleição do petista, já que o seu partido trabalha para ter candidato próprio à Presidência.

O PSD, comandado por Gilberto Kassab, já deixou claro que pretende entrar na disputa nacional. Com isso, Raquel fica numa situação delicada e evita se posicionar agora. Esse silêncio, inclusive, tem incomodado parte do PT em Pernambuco.

Nesse cenário, o palanque natural de Lula no estado é o prefeito do Recife, João Campos (PSB), pelo menos no primeiro turno.

No campo de Raquel, aparecem nomes como Fernando Dueire e Eduardo da Fonte para compor a chapa. Já ao lado de João Campos, circulam nomes como Humberto Costa, Miguel Coelho e Silvio Costa Filho. Por enquanto, tudo ainda está nas articulações.NO MEIO DO FOGO CRUZADO – Com aliados demais com pouco espaço, o prefeito do Recife, João Campos (PSB), enfrentar um grande dilema. Com duas vagas para o Senado em jogo, a fila de interessados no campo governista é grande.

Entre os nomes que circulam com força estão o deputado federal Eduardo da Fonte (PP), o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (União Brasil), o ministro Silvio Costa Filho (Republicanos), Marília Arraes e Humberto Costa. Todos com peso político, base eleitoral e expectativa de entrar na chapa majoritária.
O problema é que não cabe todo mundo. E qualquer escolha de João pode deixar alguém de fora contrariado, criando ruído dentro do próprio grupo.

É nesse aperto que mora o risco. Se o prefeito não conseguir equilibrar as vaidades e interesses, abre-se espaço para movimentos da governadora Raquel Lyra (PSD), que observa o tabuleiro esperando alguma peça sair do lugar. Na política, quando a fila é grande demais, sempre tem gente que acaba procurando outra porta…AUSENCIAS NOTADAS – Duas ausências não passaram despercebidas na visita da governadora Raquel Lyra ao Pajeú: O ex-prefeito de Flores e pré-candidato a deputado estadual, Marconi Santana e o prefeito de Iguaracy Pedro Alves  não apareceram na agenda. Marconi estava cumprindo compromissos já marcados e que não dava para desmarcar. Pedro Alves está acompanhando a esposa, que precisou passar por um procedimento médico. Nos bastidores, a ausência dos dois foi comentada, mas os motivos foram considerados justificáveis…CADÊ AS DIÁRIAS RAQUEL? – A ex-cabo da PMPE, Aênia Danieli, voltou a bater na tecla dos atrasos nas diárias dos policiais militares. Ela protocolou mais uma denúncia no MPPE cobrando providências sobre o problema, que tem sido frequente. Aênia mandou o recado para a governadora e disse que os policiais não podem reclamar devido as regras do código militar. Como já vestiu a farda, conhece de perto a realidade da tropa. Segundo ela, o salário da PM de Pernambuco está entre os MAIS BAIXOS do país e muitos policiais precisam fazer serviço extra para completar a renda. Alô governadora!!!PESQUISA EM AFOGADOS – Teve pesquisa circulando no começo da semana em Afogados da Ingazeira ouvindo moradores da cidade para medir a avaliação da gestão do prefeito Sandrinho. Além da avaliação do governo, o levantamento também trouxe cenários de intenção de voto mirando as eleições gerais de 2026. Os números, devem servir de termômetro. Já disse várias vezes aqui, que pesquisa é ferramenta importante para analisar o cenário e ajudar nas decisões estratégicas, tanto na política quanto na administração…COBROU COERÊNCIA – O ex-prefeito de Carnaíba, Anchieta Patriota (PSB), questionou o deputado Carlos Veras (PT), por conta da postura política em Tabira. Ele disse que política precisa de coerência e criticou quem defende dois palanques no Estado, mas quer exigir exclusividade nos municípios. Para o Patriota, não dá para estender tapete vermelho para a governadora e ao mesmo tempo querer fechar o palanque quando o assunto é o projeto de João Campos (PSB). O carnaibano foi direto ao afirmar que grupo político precisa ter lado e posição clara.SAÚDE ACENDE ALERTA – O ex-presidente Jair Bolsonaro voltou a preocupar aliados e apoiadores. Internado na UTI do Hospital DF Star, em Brasília, ele apresentou piora na função dos rins, segundo boletim médico divulgado neste sábado. Mesmo com a alteração nos exames, os médicos afirmam que o quadro geral segue estável. Bolsonaro está sendo tratado após ser diagnosticado com broncopneumonia bacteriana nos dois pulmões, problema que apareceu depois de um episódio de broncoaspiração.

No hospital, o ex-presidente recebe antibióticos na veia, hidratação e sessões de fisioterapia respiratória e motora, além de cuidados para evitar trombose. Por enquanto, a equipe médica mantém Bolsonaro sob observação na UTI e ainda não fala em previsão de alta.

COLUNA DO ITAMAR FRANÇA

NÃO EMPOLGA – A passagem da governadora Raquel Lyra pelo Pajeú pouco chama a atenção. É bem longe de provocar aquele alvoroço que outros governadores já causaram quando vinham bater ponto na região. Discurso ela tem de sobra, diga-se de passagem, fala bem, é organizada no raciocínio e segura no microfone. O problema é que política não vive só de boa fala. Falta aquela chama que empolga a tropa.

Muita gente compara o estilo dela com o de Armando Monteiro: gente séria, cabeça boa, bem intencionada. Só que, na política, isso por si só não resolve. Armando tentou duas vezes chegar ao Palácio e não conseguiu. E Raquel, no quesito habilidade política, ainda parece patinar.

Nos bastidores, tem aliado que engole seco quando vê a governadora chegando. Teve gente que ficou esperando um gesto, uma ligação, uma atenção mínima lá atrás e acabou ficando no vácuo. Agora, com o calendário político começando a esquentar de novo, ela reaparece pelo interior tentando ajeitar a casa de olho na reeleição.

Mesmo com algumas feridas abertas, os chamados aliados aparecem nas agendas, tiram foto, batem palma e fazem presença. Mas por dentro, muitos ainda carregam a lembrança de 2024, quando sentiram falta justamente da governadora.

No fim das contas, Raquel agora resolve mostrar mais a cara pelo estado. A missão é clara: convencer o povo pernambucano de que merece mais um tempo no comando. Se vai colar ou não, só a estrada da política é quem vai dizer…

ELOGIA, MAS NÃO EMBARCA… – Embora o deputado federal Carlos Veras (PT) tenha feito elogios públicos à governadora Raquel Lyra (PSD), é bem difícil imaginar os dois no mesmo palanque em 2026. O motivo é simples e todo mundo sabe qual é. Raquel até agora evita se assumir como apoiadora do presidente Lula, e isso deixa muito petista de orelha em pé. Dentro do PT, tem gente que não quer nem ouvir falar em aproximação enquanto a governadora continuar nesse jogo de ficar em cima do muro.

Por isso, a tendência é que o partido caminhe mesmo com o projeto de João Campos (PSB), que já tem uma relação política mais alinhada com Lula. E nesse pacote pode entrar até o prefeito de Tabira, Flávio Marques (PT). Se ele acabar subindo no palanque de João, a explicação vai ser simples: seguir a orientação do partido.

Curioso é que, no meio dessa história, Raquel até fez alguns gestos políticos a Flávio. Diferente do que aconteceu em Afogados da Ingazeira com o grupo de Danilo Simões (PSD), que passou por um aperto daqueles quando a governadora simplesmente não apareceu na convenção da União Pelo Povo.

E detalhe: não foi por falta de estar perto, não. Raquel estava no próprio Pajeú, a menos de 50 quilômetros de Afogados. A turma da chapa majoritária até engoliu seco e deixou pra lá, tentando virar a página.

Mas na política a pergunta que sempre fica é outra: o povo também perdoa esse tipo de bolo ou guarda na memória? Porque, no interior, essas coisas costumam demorar a passar…

É DIFÍCIL… –  Dentro do tabuleiro de João, não parece existir espaço para Marília na chapa majoritária. Mesmo com o presidente do PDT, Carlos Lupi, garantindo que ela deve se filiar ao partido para disputar o Senado, o cenário dentro do PSB é outro. A conta que o grupo de João faz é que numa eleição dura, a prioridade é montar uma chapa que some voto e força política. E, nessa lógica, Eduardo da Fonte (PP) e Miguel Coelho (UB) aparecem como peças mais interessantes. São lideranças com base eleitoral consolidada, estrutura partidária e capacidade de puxar aliados pelo interior. Marília, por outro lado, carrega um histórico de embates com o PSB e isso ainda pesa na balança. Dentro do grupo socialista, muita gente acha difícil abrir espaço para quem já esteve do outro lado da trincheira…

DICHE OU NÃO DICHE? – Corre pelos bastidores da política pernambucana uma história que tá dando o que falar. Segundo relatos, o deputado federal Eduardo da Fonte (PP) teria dito, em conversa reservada com colegas do partido, que a governadora Raquel Lyra (PSD) “não ganha” a eleição de 2026 e ainda teria soltado, em tom de ironia: “Quem topa abandonar esse barco?” A conversa teria acontecido numa reunião discreta com deputados do PP, onde também se comentou que o cenário poderia favorecer o prefeito do Recife, João Campos (PSB). Agora fica a dúvida que corre nos corredores da política: Dudu falou isso mesmo ou a história foi aumentada para botar fogo no parquinho? Em tempo de pré-eleição, qualquer cochicho vira manchete. E tem muita gente que adora espalhar faísca…

PMs SEM ASSISTÊNCIA MÉDICA – Setores da direita seguem cobrando Raquel Lyra. A ex-cabo Aênia e o deputado federal Coronel Meira (PL) têm levantado a voz quando o assunto é a situação da saúde dos policiais e bombeiros em Pernambuco. A bronca é grande. Eles dizem que o SISMEPE está praticamente falido, que no interior muitos PMs não têm convênios médicos e que o hospital da Polícia Militar vive uma situação complicada. Pra completar, ainda reclamam dos salários defasados e da falta de atenção do governo com a tropa. Entre os militares, o sentimento que se escuta é de abandono. Muita gente diz que a assistência médica piorou e que faltou mais presença do governo nessa área….

COLUNA DO ITAMAR FRANÇA

SEM LIDERANÇAS DE PESO – Mesmo com a máquina do governo nas mãos, a governadora Raquel Lyra (PSD) ainda não conseguiu montar com folga sua chapa para o Senado. Nos bastidores, faltam nomes de peso para compor a majoritária, e alternativas como Guilherme Coelho, de Petrolina, começam a surgir como possibilidade.

Do outro lado, o prefeito do Recife João Campos (PSB) parece nadar em mar mais tranquilo: tem pelo menos quatro nomes fortes na mesa para escolher apenas dois. E a situação pode ficar ainda mais apertada caso Eduardo da Fonte (PP) decida embarcar no palanque socialista levando sua tropa.

Pela lógica, quem tem a máquina deveria largar na frente. Mas Raquel encontrou pela frente um adversário jovem, habilidoso na política e com gestão bem avaliada na capital. Nos bastidores, muita gente diz que a conta começou a apertar depois que a governadora deixou aliados de lado nas eleições municipais e agora paga o preço na hora de montar o time para 2026…PODE VIRAR PEÇA CHAVE – O nome do deputado federal Eduardo da Fonte (PP) tem sido tratado como possível fiel da balança na eleição deste ano. Com uma base que reúne cerca de três dezenas de prefeitos aliados, o líder do PP aparece entre os nomes cotados para disputar uma vaga no Senado. Até pouco tempo, ele era visto muito próximo da governadora Raquel Lyra, mas comentários de bastidores já apontam uma possível aproximação com o projeto de João Campos. O peso político é tão grande que já houve quem dissesse que, se ele entrar na disputa ao Senado no mesmo palanque de João, o jogo pode praticamente se decidir ali. Nos corredores da política, a leitura é simples: onde ele pisar, muita gente tende a seguir junto…AMPLIANDO APOIOS – O pré-candidato a deputado estadual Bruno Marques segue costurando apoios pelo Sertão. Neste sábado (7), ele anunciou a chegada de novas lideranças políticas de Jatobá ao seu projeto rumo à Assembleia Legislativa. Entre os nomes que passaram a reforçar o grupo estão o ex-prefeito Robson Leandro, o ex-vereador Napoleão Leandro e os vereadores Nilson do Galo, Romário de Maria do Bairro e Eder Rodrigo. Filho do prefeito de Petrolândia, Fabiano Marques, Bruno vem ampliando sua base e já conta com o apoio público de vários prefeitos no estado. A movimentação mostra que o jovem pré-candidato vai ganhando musculatura política no Sertão de olho na disputa pela Alepe.GASOLINA DISPARA EM AFOGADOS – A tensão no Oriente Médio começa a mexer no bolso do brasileiro. Mesmo sem aumento oficial da Petrobras,  já temos alta nos preços da gasolina e do diesel nos postos. Em Afogados da Ingazeira, a gasolina que custava em média R$ 5,99 passou para R$ 6,39, aumento de 40 centavos por litro. Danado é que, nas últimas reduções anunciadas pela Petrobras, o consumidor local praticamente não viu queda no preço. Agora, com o conflito no radar, o receio é de novos aumentos nas bombas…

HOMENAGEADO – O sargento aposentado Jailson Teles foi homenageado neste domingo (8) pela Polícia Militar de Pernambuco, por meio do 14º BPM, ao completar 80 anos de vida. A visita do efetivo marcou um momento de reconhecimento pelos serviços prestados ao longo de décadas na corporação. Natural de Serra Talhada, Jaulson ingressou na PM em 1968, aos 22 anos, na primeira turma de praças do 3º BPM. Ao todo, foram 40 anos de dedicação, sendo 22 anos no serviço ativo e mais 18 anos na Guarda Patrimonial, encerrando a carreira no próprio 14º BPM.COMEMOROU – Quem também comemorou idade nova nesses dias foi o Sargento aposentado Luiz Mendes, que completou 85 anos. Morador de Afogados da Ingazeira, ele dedicou boa parte da vida à Polícia Militar, atuando na defesa da segurança e da ordem pública em toda a região do Pajeú. Veterano respeitado, Luiz Mendes deixou sua marca na corporação e na comunidade. O legado segue vivo dentro de casa: ele é pai do sargento PM Mendes, policial da ativa do 23º BPM, em Afogados, que hoje continua a missão iniciada pelo pai vestindo a farda da Polícia Militar.ELOGIADO – Por falar nisso, policiais do 3º BPM, em Arcoverde, não economizam elogios quando o assunto é a passagem do tenente-coronel Henrique Luiz pelo comando da unidade. Entre a tropa, o comentário é de que o oficial teve uma atuação firme na segurança, mas também marcada pelo lado humano. Durante sua gestão, os números da violência na área de atuação do batalhão apresentaram queda, algo reconhecido dentro e fora da corporação. O oficial chegou a ser citado entre os nomes que poderiam ser promovidos, mas acabou ficando de fora da lista e seguiu para a reserva. Nos bastidores, porém, houve quem classificasse a situação como mais uma falha do governo Raquel, que, não vem bem na fita com os militares…LEMBRANÇA – Há 12 anos, o blogueiro que escreve estas linhas, ao lado de Berinaldo Leão e Américo Barros, entrou numa disputa daquelas por uma vaga na Alepe. A missão era fortalecer o projeto do PSOL na época.

Mesmo sem NENHUMA estrutura, o trio caiu em campo e ajudou a consolidar a caminhada que acabou elegendo Edilson Silva deputado estadual.

Na região, foram quase três mil votos, uma contribuição importante para o resultado final e que ficou marcada como um capítulo de luta política e militância nas urnas. FIRME NA CAMINHADA – O ex-prefeito Marconi Santana continua firme na caminhada de olho numa vaga na Alepe. Neste sábado, ele esteve em Iguaracy, onde se reuniu com lideranças e muita gente da cidade em mais uma agenda do projeto “Conversando com o povo, ouvindo Pernambuco”.

Animado com a recepção, Marconi vem cumprindo uma verdadeira maratona política pelo Sertão. Depois de passagens por Arcoverde, Tabira e Afogados da Ingazeira, o nome do Pajeú segue ganhando novas adesões e fortalecendo sua base.

Pelo ritmo das agendas e pela movimentação que vem gerando, o termômetro político no Sertão mostra que a caminhada de Marconi só faz crescer.

COLUNA DO ITAMAR FRANÇA

O duelo pelo Governo do Estado vem com cara de briga de titãs. De um lado, a governadora Raquel Lyra (PSD), que vem mostrando serviço na gestão. Entrega obras, mantém aprovação acima de 60% na capital e no interior, mas ainda patina quando o assunto é intenção de voto. Falta a ela o que sobra no adversário: carisma e jogo de cintura político. Técnica, focada na administração, Raquel carrega também o peso de uma equipe que não tem conseguido transformar gestão em palanque.

Do outro lado está João Campos, bem posicionado nas pesquisas e com habilidade política reconhecida. Mas nem tudo são flores. O nó está na montagem da chapa para o Senado. Com quatro nomes na mesa e apenas duas vagas, a escolha promete dor de cabeça e possível desgaste. Soma-se a isso um PT rachado em Pernambuco, o que pode embaralhar ainda mais o jogo.

Enquanto João quebra a cabeça para fechar a chapa, Raquel observa. Curiosamente, do lado dela, nem nomes para o Senado são ventilados com força.

Por enquanto, é só aquecimento. O jogo mesmo começa a esquentar depois de junho. Até lá, é treino, articulação de bastidor e muita conversa para tirar a bola do centro e dar o primeiro chute rumo a 2026.

A MUDANÇA FORTALECE OU ISOLA? – A ex-deputada Marília Arraes trocou o Solidariedade pelo PDT e já afirmou que é candidata ao Senado e “não tem volta”. Mas o que essa mudança agrega ao projeto? No Solidariedade, ela tinha mais influência e controle partidário. No PDT vai precisar construir base e palanque praticamente do zero.

Pesquisa ajuda, mas não resolve sozinha. A segunda vaga na chapa ligada a João Campos segue em aberto, com a reeleição de Humberto Costa dada como certa.

Se não entrar na composição principal, Marília pode acabar isolada e ainda deixar aliados de João Campos insatisfeitos. Em política, decisão precipitada costuma cobrar fatura lá na frente…

CANDIDATURA ISOLADA É INVIÁVEL – A posição de Marília demonstra disposição para manter o projeto. No entanto, falta capilaridade e estrutura partidária suficientes para sustentar uma candidatura avulsa ao Senado com competitividade estadual.

Embora apareça bem pontuada nas pesquisas, o entendimento no meio político é que Marília não agregaria tanto à chapa quanto outros nomes, como é o caso do deputado federal Eduardo da Fonte (PP), com forte estrutura partidária, e até o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (UB) que vem enfrentando desgaste após repercussões nacionais recentes.

Também é considerada consolidada a presença do senador Humberto Costa (PT) como um dos nomes naturais na composição majoritária.

No desenho atual, a tendência é de que a chapa de João seja montada com foco em densidade eleitoral, estrutura e alianças amplas. Nesse contexto, a entrada de Marília se torna cada vez mais improvável, não por falta de intenção, mas por ausência de grupo político robusto que sustente o projeto até o fim.

FLÁVIO CRESCE – O instituto Paraná Pesquisas aponta que o pré-candidato da oposição Flávio Bolsonaro (PL) ganhou 7,4 pontos desde outubro, enquanto Lula (PT) perdeu 2,9 pontos. No levantamento (BR-07974/26) de fevereiro Flávio (44,4%) virou contra o petista (43,8%) pela primeira vez.

O TEMPO E O PODER DE LULA – Se Lula vencer a eleição, ao final do seu quarto mandato (16 anos), em 2031, o petista terá sido chefe de governo por 40% dos anos de democracia no Brasil. Só perde para o ditador Getúlio Vargas (18 anos).

COLUNA DO ITAMAR FRANÇA

É CADA UMA NA POLÍTICA… – A família Coelho acredita que a operação da Polícia Federal teve cheiro de política. Não há dívidas de que o movimento acabou atingindo em cheio o projeto de Miguel Coelho.

Tem aliado levantando suspeita de articulação pesada para desgastar Miguel e mexer no jogo da chapa majoritária. A leitura é simples: enfraquece um, abre espaço pra outros.

No meio disso, crescem os nomes de Humberto Costa e Sílvio Costa Filho na disputa por espaço. E ainda tem a vice, que também virou briga de bastidor.

Em política é assim: quando a peça cai, alguém já está pronto pra ocupar o lugar. Coincidência ou estratégia? Cada lado tem sua versão.

QUASE AFASTADO – Por falar nisso, o prefeito de Petrolina, Simão Durando, passou perto de ser afastado do cargo por causa da Operação Vassalos, que apura suspeita de desvio de emendas parlamentares. A Polícia Federal chegou a pedir o afastamento, mas a Procuradoria-Geral da República foi contra. O ministro do STF, Flávio Dino, acompanhou o parecer e negou o pedido. Simão segue no cargo, mas a investigação continua. Nos bastidores, o clima ainda é de tensão, porque ninguém sabe quais serão os próximos passos da operação.

“PEGAMOS O ESTADO QUEBRADO” – Durante o Congresso Estadual de Vereadores(as), no Centro de Convenções de Olinda, Raquel Lyra foi direta: disse que recebeu um Estado quebrado, com déficit nas contas, obras inacabadas e até ordens de serviço sem dinheiro garantido para sair do papel. Segundo ela, a escolha foi encarar a realidade de frente e arrumar a casa antes de prometer mais. Raquel afirmou que precisou organizar as finanças, rever compromissos e colocar equilíbrio na máquina pública.
FORA DO JOGO? – Mesmo na dianteira, em todas as pesquisas, Marília Arraes deve disputar uma vaga de deputada federal. Nos bastidores, o Senado terá outros arranjos. A entrada de Eduardo da Fonte ajudaria João Campos, e Sílvio pode ser um nome incentivado pelo presidente Lula. A pesquisa DataTrends mostra ela liderando para o Senado, mas liderar números não garante vaga na chapa. Em política, conta não é só número é acordo….

ESCARECEU – O deputado estadual Fabrizio Ferraz esclareceu que não conta mais com o apoio do delegado Rossine em Pesqueira. Segundo ele, a decisão foi tomada em comum acordo, depois de conversa entre os dois. Fabrizio fez questão de dizer que o prefeito João Campos não tem nada a ver com a mudança. De acordo com o deputado, Rossine decidiu apoiar outros nomes, o que ele considera normal na política. Fabrizio disse que segue tranquilo, focado no mandato e confiante no seu projeto de reeleição.

ALIADOS OU DISTANTES? – Como anda a relação entre o ex-prefeito Sávio Torres e o atual prefeito Diógenes Patriota? Nesta eleição, pelo menos na proporcional, os dois parecem seguir caminhos diferentes. Diógenes ainda não anunciou apoio a Kaio Maniçoba, que é o nome ligado a Sávio. Outro detalhe que chama atenção é a pouca aparição dos dois juntos nas redes sociais. E tem mais: Sávio tem planos de voltar à Prefeitura, enquanto Diógenes tem o direito de tentar a reeleição. Pelo jeito, a disputa já começou implicitamente…

SEGUE EM ABERTO – O prefeito de Afogados, Sandrinho Palmeira, ainda não anunciou quem vai assumir a Secretaria de Governo, vaga que era ocupada por Rubinho do São João. Até agora, silêncio total. Mas tempo o prefeito tem e opção dentro da Frente Popular também não falta. A expectativa é que o anúncio saia em breve. Enquanto isso, a cadeira segue vazia e as especulações correm nos bastidores…

EMPATE – Pesquisa do Instituto Paraná mostra que, se a eleição fosse hoje, Lula e Flávio Bolsonaro estariam tecnicamente empatados, tanto no primeiro quanto no segundo turno. Num possível segundo turno, Flávio aparece numericamente na frente, com 44,4%, contra 43,8% de Lula. Pela margem de erro, é empate, mas o dado acende o alerta. Comparando com a pesquisa anterior, Lula caiu um ponto, enquanto Flávio cresceu mais de dois. A disputa, pelo visto, promete ser apertada do começo ao fim.

RAQUEL VAI COM QUEM? – Flávio Bolsonaro já dá como certo que quer apoiar Raquel em Pernambuco. E espera receber o apoio dela na corrida presidencial. A pergunta que fica é: Raquel vai se declarar? Vai repetir a estratégia de 2022, quando ficou neutra, ou vai escolher um lado? Tem ainda outro detalhe. O eleitorado de Raquel é mais inclinado à direita. Então, qual seria o melhor caminho: caminhar com Flávio ou tentar se aproximar de Lula? Decisão não é simples. Em política, cada passo tem consequência.

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A primeira pesquisa DataTrends para o Governo mostra o prefeito do Recife, João Campos (PSB) com 48% e Raquel Lyra (PSD) com 35%. Uma frente acima de 10 pontos que, querendo ou não, acende o sinal amarelo no Palácio.

Pela aprovação administrativa, Raquel era para estar mais tranquila. Arrumou a casa, tem obras e recursos. O problema é político. Faltou articulação, faltou presença nos municípios e, principalmente, palanque em 2024. A neutralidade custou caro.

Ainda mais que perdeu aliados importantes, como Álvaro Porto e Miguel Coelho, e deixou o ex-senador Armando Monteiro distante do governo, um nome de peso que poderia ter ajudado na costura.

O tempo passa. Se João seguir na dianteira, prefeitos podem começar a mudar de lado. Em política, ninguém gosta de ficar no barco que parece estar parado…

REAPARECEU – Depois de um bom tempo sumido dos holofotes, Armando Monteiro voltou a aparecer. Em Brasília, posou para foto ao lado do ex-prefeito e pré-candidato a deputado estadual Marconi Santana. Desde o início da gestão Raquel, Armando ficou meio escondido. E muita gente se pergunta: por que não aproveitar a experiência dele? Já foi deputado federal, senador, ministro e candidato a governador duas vezes. Currículo ele tem de sobra. Um nome desse poderia ajudar muito nos bastidores, seja como conselheiro ou ocupando algum espaço estratégico. Experiência, ele tem de sobra.

PAGANDO O PREÇO… – Rapaz, já tem prefeito analisando as pesquisas e pensando duas vezes. Se o vento não mudar, nêgo pode tomar outro rumo nos próximos meses. Raquel precisa melhorar o marketing e dar visibilidade ao que faz. No Carnaval, por exemplo, era hora de mostrar presença, a agência de mídia, a pedido do governo cortou parte da publicidade falando em contenção de despesas. Quem governa precisa aparecer. Do jeito que está, a própria equipe acaba fazendo a governadora pelejar sem sair do canto…

E AGORA MIGUEL? – Depois da operação da PF, muita gente começou a se perguntar: como fica o projeto de Miguel Coelho para o Senado? Ele vinha tentando espaço, mas agora o cenário ficou complicado. Se entrar numa composição, a situação vai ser explorada pelos adversários o tempo todo. Em vez de andar pra frente, pode acabar tendo que gastar tempo se explicando. Miguel vai conseguir emplacar o nome mesmo assim? Quem topar andar com ele soma os votos de Petrolina e da base da família Coelho, mas também assume o risco do desgaste. Pergunta é: vale a aposta agora ou é melhor esperar a poeira baixar?

DEVE HAVER COMPREENSÃO – A lista enxuta do casamento de João Campos com Tabata Amaral gerou um moído da molesta. O que era pra ser uma cerimônia reservada, só para família e amigos mais próximos, acabou ganhando tom político. Teve aliado de Brasília, deputado estadual e vereador do Recife que ficou de fora e estranhou. Mas também é preciso dizer: não existe convite que dê pra todo mundo no meio político. Quando o evento é pequeno, alguém vai ficar de fora. Nem sempre é recado, às vezes é só limite mesmo. Política mistura tudo, até festa de casamento, oxe!

PREFEITO DIZ NÃO – Depois da aprovação de projetos que aumentavam benefícios para os vereadores, o prefeito Flávio Marques (PT) decidiu barrar as medidas. Entre elas estavam reajuste de diárias, aumento de verba da presidência e férias com adicional. A decisão gerou reação imediata. Vereadores já avisaram que podem votar para derrubar o veto e manter o que foi aprovado. Agora a disputa está formada: prefeito de um lado, Câmara do outro. Quem tiver maioria, vence.

DE VOLTA AO PAJEÚ- Passado o Carnaval, começa a romaria política pelos municípios. É visita pra lá, reunião pra cá e muita conversa em busca de apoio. O deputado federal Clodoaldo Magalhães (PV) deve pintar pelo Pajeú nos próximos dias. A ideia é apertar mãos, reforçar alianças e firmar compromissos. Em Afogados, a expectativa é de encontro com correligionários e apoiadores. É o velho roteiro: quem quer voto, precisa aparecer.

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SE NÃO SE UNIR, VAI ENCOLHER… – O rompimento entre o ex-ministro Gilson Machado e o ex-prefeito de Jaboatão Anderson Ferreira mexeu ainda mais com a direita em Pernambuco. O grupo, que surpreendeu em 2022 elegendo deputados estaduais e federais, hoje parece bem mais dividido.

Sem um nome forte para disputar o governo e com brigas internas pipocando, Joel de um lado, Meira e Aênia de outro, além do racha entre Gilson e Anderson, o campo conservador vai perdendo força.

Tem gente que já aposta que o número de eleitos pode cair, até porque o efeito Bolsonaro não é mais o mesmo. Se não houver união e foco num projeto comum, a conta pode chegar lá na frente…

DE OLHO NO PAJEÚ – A ex-prefeita de Itaíba, Regina da Saúde, andou circulando pelo Pajeú esta semana. Passou por Afogados da Ingazeira, onde quer entrar na disputa e buscar votos. Ainda não tem grupo fechado na cidade, mas segue conversando com lideranças. Não é a primeira visita. Na última vez, sentou com o ex-vereador Maviael. Filiada ao Podemos, Regina busca uma cadeira na Alepe e vem plantando semente, tentando abrir espaço no município…

HOMENAGEADO – O ex-prefeito de Itapetim, Adelmo Moura, foi o grande homenageado na final da 5ª Copa Pajeú Dynasty Sports, no Estádio Vianão, em Afogados. O troféu da competição levou o nome de Adelmo, em reconhecimento ao trabalho realizado no esporte, especialmente pela reforma do Estádio Maxixão, em Itapetim. Ele agradeceu a homenagem, disse que recebeu o gesto com orgulho e reforçou a importância de apoiar o futebol da região. A homenagem foi pra lá de justa!

FALTOU RUA – Mesmo com o apoio de alguns prefeitos, o senador Fernando Dueire (MDB) não mostrou força para empolgar na disputa pelo Senado. Tá faltando musculatura eleitoral, voto mesmo. O peso pode está dentro do MDB. O partido ainda tem um deputado federal e um estadual com chances reais de reeleição, e isso conta muito na hora de montar chapa. Não é à toa que tem gente apostando que ele pode acabar pintando como vice de Raquel. A verdade é que Dueire foi muito de gabinete. Apareceu pouco, falou pouco e deixou espaço aberto pra outros nomes crescerem. Em política, quem não ocupa, perde…

DEIXOU BRECHAS… – Se não tivesse dado espaço, o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) não teria se apresentado tão forte contra a governadora Raquel Lyra (PSD). Depois da vitória em 2022, ela recebeu apoios importantes no segundo turno, mas não conseguiu manter essa base unida.

Na política de Pernambuco, a história mostra que quem sabe cuidar dos aliados sai na frente. Foi assim com Jarbas e, principalmente, com Eduardo Campos, que valorizava quem estava ao lado dele e montava alianças fortes.

Faltou habilidade para Raquel segurar todo mundo no mesmo palanque. Em política é assim: confiança, quando se perde, custa caro. Ainda dá tempo de recompor, mas o relógio corre, basta dizer que já estamos praticamente em março…

PEGOU PESADO – O tempo fechou entre os deputados Romero Albuquerque e Joel da Harpa. Em suas redes sociais, Romero chamou Joel de “Babão de Harpa”, depois de ser provocado por não ter, segundo Joel, ajudado a PM nem com um pão. Romero, reagiu dizendo que Joel fala muito, mas cobra pouco do governo. E alfinetou: mesmo presidindo a Comissão de Segurança Pública, Joel quase não bate de frente em defesa dos policiais…

ALFINETOU – A deputada federal Clarissa Tércio (PP) usou as redes para cutucar Tabata Amaral, depois do casamento dela com o prefeito do Recife, João Campos. Clarissa falou em incoerência, dizendo que Tabata defende um discurso mais progressista, mas escolheu casar em uma igreja tradicional. Também criticou a tal lata de conserva de um bloco que homenageou Lula e disse que fé, igreja e família precisam ser tratadas com coerência. Foi uma indireta que esquentou o debate nas redes e dividiu opiniões…

EMPATE – Pesquisa AtlasIntel divulgada hoje (25) mostrou um cenário apertado numa possível disputa de segundo turno entre o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro. Os dois aparecem praticamente colados, dentro da margem, o que aponta empate técnico. O dado que chama atenção é o crescimento de Flávio em relação ao levantamento anterior do mesmo instituto, reduzindo a diferença para o atual presidente. Se a eleição fosse hoje, seria voto a voto…

ALVOS DA PF – A Polícia Federal realizou nesta quarta a Operação Vassalos para investigar suspeita de desvio de dinheiro de emendas parlamentares e fraude em licitações. Foram alvos da ação o ex-senador Fernando Bezerra Coelho, o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho e o deputado federal Fernando Filho. A investigação aponta que contratos públicos podem ter sido direcionados e que parte dos recursos teria sido desviada. O caso segue sob apuração.