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COLUNA DO ITAMAR FRANÇA

TERCEIRA PEDRA DO TABULEIRO – Os comentários sobre a disputa pela prefeitura de Serra Talhada, no próximo ano estão sendo centrados apenas nos nomes da prefeita Márcia Conrado (PT) e do deputado estadual, Luciano Duque (Solidariedade). Estão esquecendo de uma terceira pedra neste tabuleiro político, o do ex-deputado federal mais votado nas últimas eleições na terra do Xaxado, o médico Sebastião Oliveira (Avante). Se tiver o apoio de Duque, Sebá, tem tanta chance de ganhar a eleição municipal como ambos. Em 2012, Sebá disputou a prefeitura contra Luciano Duque, que à época estava vice-prefeito de Carlos Evandro que vinha de um governo bem avaliado. No final, Duque obteve 53,93% dos votos, enquanto Bastião obteve 46,07%, um resultado bem próximo. Se de fato Sebá for para a disputa a prefeito em 2024, com certeza estará no jogo como uma candidatura competitiva.

NÃO MEXEU – Se foi altiva nas eleições de 2022, batendo de frente com o seu antecessor, o ex-prefeito à época, Luciano Duque que disputava uma vaga na Assembleia Legislativa pelo Solidariedade, a prefeita Márcia Conrado (PT) foi mais comedida na Associação Municipalista de Pernambuco – Amupe. Ao assumir a entidade, não mudou nada, desde o organograma até os nomeados do ex-presidente, José Patriota (PSB), hoje deputado estadual, mas ainda com influência na entidade. Duque votou com Marília Arraes (SD) para governadora e Márcia Conrado (PT) votou em Raquel Lyra (PSDB) que obteve 24.464 votos (53,65%). Marília teve a preferência de 46,35% dos eleitores e registrou 21.136 votos.

FOCO EM 2026 – O prefeito do Recife, João Campos (PSB) trabalha para ajudar o partido a eleger no próximo ano, o maior número de prefeitos possível, para servir de base a um projeto de disputar o governo em 2026.

EM QUALQUER SITUAÇÃO – Seja em qualquer situação. Como candidato a prefeito de Serra Talhada ou como apoiador, o deputado estadual, Luciano Duque (Solidariedade) será protagonista na eleição para a prefeitura da Capital do Xaxado.

PARTIDO SEM VOZ – O Partido Trabalhista Brasileiro – PTB, que já foi o partido de mais forte militância na capital e presente no parlamento federal, hoje, virou um partido sem um único político no Assembleia Legislativa nem na Câmara dos Deputados. A política é uma roda que gira para cima e para baixo.

LÍDER DE FATO – O líder de fato do governo Wellington da LW (MDB) na Câmara Municipal de Arcoverde, o vereador Luciano Pacheco (Patriota), também é líder de direito, porque articula nos bastidores e faz as grandes defesas do governo.

FORA DO CENÁRIO – O médico Vital Machado, que bateu na trave em várias eleições majoritárias, deverá estar fora do cenário para a disputa da prefeitura em São José do Belmonte. Vital deve apoiar o vereador Erik Diniz (PSB)  que ensaia uma candidatura majoritária para o próximo ano. Nesse caso, não estaria descartada a possibilidade de Vital ser o candidato a vice de Erik Diniz.

ELE OU ELA? – Como o prefeito de Flores, Marconi Santana (PSB) não poderá disputar mais um mandato, o campo para o aparecimento de várias candidaturas estará aberto. Inclusive, para nomes que não estão sendo falados no momento. A verdade é que há uma relação de amizade das antigas entre o gestor, a vereadora Jeane Lucas (PSB) e o secretário Júnior Campos.

TAREFA DURA – Seja qual for o candidato da sucessão do prefeito de Angelim será forte, porque o prefeito, Douglas Duarte (PSB) sabe fazer política. As últimas eleições mostraram isso.

ESCREVENDO SUA HISTÓRIA NA EDUCAÇÃO – Inaugurado em 1966 como Ginásio da Polícia Militar de Pernambuco na gestão do Governador Paulo Pessoa Guerra, o Colégio da Polícia Militar completou 57 anos, sábado (13). O educandário militar tem como missão prestar uma educação de referência aos dependentes dos policiais militares e funcionário civis da PMPE, com excelente avaliação do Índice de Desenvolvimento da Educação de Pernambuco – IDEPE, tornou-se referência para o Sistema Nacional de Educação.

É DINHEIRO QUE SÓ A GOTA! – Deputados federais, muito bem instalados na Câmara dos Deputados, em Brasília, já gastaram R$176.080.057,35 a título de “verba de gabinete”. O valor, usado para bancar os generosos salários dos assessores e aspones que atendem suas excelências, considera o período de fevereiro até meados de maio. Todo mês, cada um dos 513 parlamentares recebe R$118.376,13 para pagar a turma, de livre nomeação, que nem mesmo precisa ser servidor público.

NOSSOS CAUSOS & CONTOS : Por Itamar França

A vaca que tirou o sossego do prefeito João Alves Filho

Afogados da Ingazeira já teve um magote de prefeitos bons. Mas também teve deles ruim que só a palavra teje preso. Já ia esquecendo de registrar a passagem de uma prefeita, única na história até os dias de hoje. Entre os muitos que passaram lembro-me de Antonio Mariano de Brito que pegou um tempo ruim da gota. Ah, mas o “Cavaleiro da Paz”,  adjetivo expressado inúmeras vezes pelo radialista Carlos Ribeiro ajudou muita gente.Assumiu a prefeitura num período bravo de seca.

O que era de caixão de defunto, remédio, latra de leite, pacote de café e de bolacha, ele liberava. Fora os coros de rato que andava nos bolsos.

Depois que deixou a prefeitura, o “Cavaleiro da Paz” apresentou João Alves Filho como seu sucessor. O danado até que era gente boa. Honesto, trabalhador, transparente, mas era grosso igual papel de enrolar prego. Pois bem, seu Joãozinho ganhou a eleição e muita gente pensava que ele ia ser igual a Mariano. Quebraram a cara. Seu Joãozinho era do estilo Barão Valadares, dizia as coisas na cara, com ele não tinha meio termo. Era uma ingnorânça daquelas sem malícia nem maldade, uma coisa bem natural de um homem sério da roça.Trouxe muitos benefícios pra cidade. Ajudou a uma infinidade de pessoas dentro daquilo que ele via necessidade. Naquele tempo não existia essa politicagem mesquinha.

As famílias se davam ao respeito. Hoje os pais não têm mais domínio sobre os filhos, ou seja, aquele espírito antigo de liderança, tomou doril. Hoje qualquer candidato majoritário vai pedir voto numa casa aí quando vê o adesivo estampado na porta fica logo assustado, mas o cabra grita lá da cozinha: – quem vota no candidato do cartaz é meu pai, eu voto em quem me ajudar! O político que não é besta pergunta: – qual é o problema meu amigo se aprochegue? Na maior cara de pau o eleitor fala: – Tô precisando de uma Carta de Habilitação, você é quem sabe, tem eu e minha noiva, eu garanto ainda lhe arrumar uns dez votos.

Olha que a gente fica com a brucuta nos couros quando escuta um sinistro desse. Triste dos políticos do Brasil se não fossem estes imbecis. Mas voltando ao assunto, um carro havia atropelado uma vaca no Sítio Curral Velho, na zona rural do município de Afogados da Ingazeira, o dono do animal querendo tirar o prejuízo foi até a casa de seu Joãozinho pedir que ele autorizasse abatê-lo no Matadouro Público. O prefeito disse em alto e bom tom que não admitia e foi logo dispensando o proprietário que estava junto com dois amigos. Eles até que insistiram, mas seu Joãozinho não deu ouvido. Minutos depois chegaram mais dois amigos do proprietário da vaca e pediram a seu Joãzinho para abater o animal e a resposta já foi com uma polpa daquelas: – Eu já disse que não, cadê o dono da vaca que eu quero dizer umas verdades a ele. Ora, será que a gente não tem direito de ficar em paz nem em casa, façam o favor de não mais vir aqui tratar desse assunto. Estou de saco cheio!

Por arte do cão, um parente de Antonio Gomes, comprador de gado, adoeceu e precisava urgentemente de uma ambulância. Como era eleitor do vereador João Amaral, Antonio Gomes o procurou para ir até a casa do ilustre prefeito. Não deu outra, eles foram bater lá. Animado, João Amaral disse a Antonio Gomes: – pode deixar Antonio, vou resolver isso numa boa com Joãzinho. Partiram os dois na maior ‘esperancidade’. Quando chegaram à casa do prefeito o encontraram assistindo o Jornal Nacional. O vereador João Amaral bateu palma e gritou: – ô de casa! Seu Joãozinho resmungou bem baixinho do sofá: – não dou nem às horas.

Ele pensava que eram outros interlocutores a sua procura para pedir pelo proprietário da vaca atropelada. João Amaral bateu palmas novamente e disse baixinho: – não é possível rapaz, Joãozinho está me desconsiderando. Vou chamar só mais uma vez, se ele não vier nós vamos embora: – ô de casa! Nisso seu Joãozinho pula do sofá arrepiado virado na mucunã. Espiado pru chão, ao fechar o zíper da calça respondeu num tom daqueles, parecido com o Barão Valadares quando está com a molesta nos couros: – Eu já disse que não viesse na minha porta, não mato, não mato e não mato! Aí João Amaral falou: – que história de matar João, eu vim aqui resolver uma coisa e você vem com essa conversa que não vai matar. Bora Antonio deixa ele aí, que esperneio da gota!

Joãozinho todo desconcertado falou: – espere aí João Amaral, eu pensei que você vinha pedir pra abater a vaca do Curral Velho. Aí o vereador disse: – que diabo de vaca rapaz, eu tenho nada a ver com isso, eu vim aqui falar um carro pra Antonio Gomes levar um parente pra Recife. Pra demover a fúria do Amaral, Joãozinho falou com muita educação: – sendo assim entre e vamos ver sua situação. Eu tô cum a cabeça Frumigando, se eu pudesse não ouvia falar em vaca hoje. Quem quiser seu meu amigo não fale desse bicho aqui dentro de casa. João Amaral respondeu: – Tu já vem com tuas ingnorância? Se ficar assim eu vou embora. Joãozinho fumaçando pelos ouvidos disse: – o que boba serena houve cum tu João, ô cabra bruto, inda dizem que o ingnorante sou eu, oxe!

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