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COLUNA DO ITAMAR FRANÇA

A primeira pesquisa DataTrends para o Governo mostra o prefeito do Recife, João Campos (PSB) com 48% e Raquel Lyra (PSD) com 35%. Uma frente acima de 10 pontos que, querendo ou não, acende o sinal amarelo no Palácio.

Pela aprovação administrativa, Raquel era para estar mais tranquila. Arrumou a casa, tem obras e recursos. O problema é político. Faltou articulação, faltou presença nos municípios e, principalmente, palanque em 2024. A neutralidade custou caro.

Ainda mais que perdeu aliados importantes, como Álvaro Porto e Miguel Coelho, e deixou o ex-senador Armando Monteiro distante do governo, um nome de peso que poderia ter ajudado na costura.

O tempo passa. Se João seguir na dianteira, prefeitos podem começar a mudar de lado. Em política, ninguém gosta de ficar no barco que parece estar parado…

REAPARECEU – Depois de um bom tempo sumido dos holofotes, Armando Monteiro voltou a aparecer. Em Brasília, posou para foto ao lado do ex-prefeito e pré-candidato a deputado estadual Marconi Santana. Desde o início da gestão Raquel, Armando ficou meio escondido. E muita gente se pergunta: por que não aproveitar a experiência dele? Já foi deputado federal, senador, ministro e candidato a governador duas vezes. Currículo ele tem de sobra. Um nome desse poderia ajudar muito nos bastidores, seja como conselheiro ou ocupando algum espaço estratégico. Experiência, ele tem de sobra.

PAGANDO O PREÇO… – Rapaz, já tem prefeito analisando as pesquisas e pensando duas vezes. Se o vento não mudar, nêgo pode tomar outro rumo nos próximos meses. Raquel precisa melhorar o marketing e dar visibilidade ao que faz. No Carnaval, por exemplo, era hora de mostrar presença, a agência de mídia, a pedido do governo cortou parte da publicidade falando em contenção de despesas. Quem governa precisa aparecer. Do jeito que está, a própria equipe acaba fazendo a governadora pelejar sem sair do canto…

E AGORA MIGUEL? – Depois da operação da PF, muita gente começou a se perguntar: como fica o projeto de Miguel Coelho para o Senado? Ele vinha tentando espaço, mas agora o cenário ficou complicado. Se entrar numa composição, a situação vai ser explorada pelos adversários o tempo todo. Em vez de andar pra frente, pode acabar tendo que gastar tempo se explicando. Miguel vai conseguir emplacar o nome mesmo assim? Quem topar andar com ele soma os votos de Petrolina e da base da família Coelho, mas também assume o risco do desgaste. Pergunta é: vale a aposta agora ou é melhor esperar a poeira baixar?

DEVE HAVER COMPREENSÃO – A lista enxuta do casamento de João Campos com Tabata Amaral gerou um moído da molesta. O que era pra ser uma cerimônia reservada, só para família e amigos mais próximos, acabou ganhando tom político. Teve aliado de Brasília, deputado estadual e vereador do Recife que ficou de fora e estranhou. Mas também é preciso dizer: não existe convite que dê pra todo mundo no meio político. Quando o evento é pequeno, alguém vai ficar de fora. Nem sempre é recado, às vezes é só limite mesmo. Política mistura tudo, até festa de casamento, oxe!

PREFEITO DIZ NÃO – Depois da aprovação de projetos que aumentavam benefícios para os vereadores, o prefeito Flávio Marques (PT) decidiu barrar as medidas. Entre elas estavam reajuste de diárias, aumento de verba da presidência e férias com adicional. A decisão gerou reação imediata. Vereadores já avisaram que podem votar para derrubar o veto e manter o que foi aprovado. Agora a disputa está formada: prefeito de um lado, Câmara do outro. Quem tiver maioria, vence.

DE VOLTA AO PAJEÚ- Passado o Carnaval, começa a romaria política pelos municípios. É visita pra lá, reunião pra cá e muita conversa em busca de apoio. O deputado federal Clodoaldo Magalhães (PV) deve pintar pelo Pajeú nos próximos dias. A ideia é apertar mãos, reforçar alianças e firmar compromissos. Em Afogados, a expectativa é de encontro com correligionários e apoiadores. É o velho roteiro: quem quer voto, precisa aparecer.

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