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Acordo entre Raimundo e Vicentinho é questionado e muda clima na sucessão da Mesa Diretora

A possível antecipação da eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Afogados da Ingazeira voltou a movimentar os bastidores do Legislativo e expôs divergências internas entre os parlamentares. Com a prerrogativa de pautar o pleito no início do segundo período legislativo, o presidente da Casa, Vicente Ferreira Zuza, Vicentinho (PSB), avalia colocar a eleição em votação ainda neste semestre.

O tema ganhou força após entrevista concedida pelo vereador Raimundo do Foto (PSB) à Rádio Pajeú. Na ocasião, o socialista confirmou a existência de um acordo político firmado com Vicentinho, segundo o qual o atual presidente da Câmara se comprometeria a votar nele para presidir a Casa no segundo biênio da legislatura. Raimundo afirmou acreditar na palavra de Vicentinho e demonstrou confiança de que o compromisso será cumprido.

No entanto, o acordo passou a ser publicamente questionado. O vereador governista Douglas Eletricista (MDB) divergiu da versão apresentada por Raimundo e deixou claro que o entendimento foi feito exclusivamente entre Raimundo e Vicentinho, sem consulta ou participação dos demais parlamentares.

Segundo Douglas, o episódio reforça que a eleição da Mesa Diretora não pode ser tratada como decisão de bastidor restrita a dois vereadores. Suas declarações soaram como um recado direto de que cada parlamentar possui livre arbítrio para votar, independentemente de acordos previamente costurados.

Douglas foi ainda mais direto ao afirmar que não votará em Raimundo, sinalizando que outros vereadores podem seguir o mesmo posicionamento, seja pela recondução da atual Mesa Diretora ou por outro nome que venha a surgir no processo.

O cenário aponta para uma eleição longe de ser consensual. Caso o acordo entre Raimundo e Vicentinho seja mantido, o atual presidente deverá declarar voto em Raimundo. Contudo, se a maioria da bancada optar por seguir com o próprio Vicentinho, cria-se uma situação política delicada: o presidente da Casa ficaria isolado, votando contra si próprio, enquanto seus colegas caminhariam em sentido contrário.

A manifestação de Douglas tende a acender o alerta entre os vereadores, estimulando uma tomada de posição mais independente e abrindo espaço para que a eleição da Mesa Diretora seja decidida no voto, e não em compromissos assumidos fora do plenário.

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