Vereador critica saúde e gestão municipal em São José do Egito

Durante a 2ª Sessão Ordinária do primeiro período legislativo, realizada nesta sexta-feira (30), o vereador Beto de Marreco (PSB) fez duras críticas à condução da gestão Fredson em São José do Egito, na área da saúde.

Em seu pronunciamento, o parlamentar afirmou que mães egipcenses continuam sendo obrigadas a buscar atendimento e realizar partos em unidades hospitalares fora do município, o que, segundo ele, evidencia fragilidades na rede local de saúde. Beto também denunciou a falta de medicamentos, relatando que a população estaria sendo “enganada” pela atual administração.

O vereador estendeu as críticas à situação enfrentada pelo homem do campo, destacando a escassez de água na zona rural. Segundo ele, carros-pipa não estariam abastecendo as comunidades, além das más condições das estradas vicinais, o que agrava ainda mais a rotina dos agricultores.

Em tom contundente, Beto de Marreco questionou a ausência do prefeito nas comunidades rurais. “Onde está o prefeito que dizia que iria andar de mãos dadas com o povo? Na zona rural não chegam benefícios. Enquanto se contrata uma banda por 500 mil reais, agricultores esperam até dois meses por um carro-pipa”, disparou.

Ao concluir, o vereador afirmou que o município enfrenta deficiências na saúde, na educação e na transparência administrativa, atribuindo as responsabilidades à gestão do prefeito Fredson Brito.

Aprovação do governo Lula entre os católicos caiu 14 pontos desde a posse

A aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 80 anos, entre os fiéis católicos caiu 14 pontos percentuais desde a posse do petista, em janeiro de 2023. À época, 62% dos eleitores desse grupo diziam aprovar o governo. Agora, a taxa está em 48%. Na outra ponta, 45% dizem desaprovar a gestão petista. Esse percentual subiu 14 pontos percentuais desde a posse.

As curvas do infográfico abaixo mostram que, durante o 3º mandato de Lula, parte dos eleitores católicos mudou de posição, deixando de aprovar e passando a desaprovar o comando petista. Os dados são de pesquisa PoderData realizada de 24 a 26 de janeiro.

Já no grupo dos eleitores que se declaram evangélicos, a desaprovação subiu 11 pontos percentuais ao longo do governo. Foi de 56%, em janeiro de 2023, para 67% nesta rodada da pesquisa.

A pesquisa foi realizada pelo PoderData, empresa do grupo Poder360 Jornalismo, com recursos próprios. Os dados foram coletados de 24 a 26 de janeiro de 2026, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.500 entrevistas em 111 municípios nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. O intervalo de confiança é de 95%.

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Desgaste de governadores do Nordeste acende alerta máximo no PT para 2026

O Partido dos Trabalhadores vive um momento de apreensão no Nordeste, região que historicamente sustenta suas vitórias eleitorais. O desempenho considerado fraco de governadores petistas na Bahia, Ceará, Rio Grande do Norte e Piauí tem preocupado a cúpula do partido, que já discute estratégias para evitar perdas decisivas nas eleições de 2026. A avaliação é de que a queda de popularidade nos estados ameaça diretamente o projeto de reeleição do presidente Lula.

Os números de 2022 ajudam a dimensionar o tamanho do risco. No Nordeste, Lula abriu vantagem de cerca de 12 milhões de votos sobre Jair Bolsonaro, enquanto no cenário nacional a diferença foi de apenas 2,1 milhões. Só a Bahia garantiu mais de 3 milhões de votos de frente, o que reforça a dependência eleitoral do PT em relação à região. Internamente, a pergunta que guia as articulações é como manter essa margem em um cenário de desgaste das gestões estaduais.

O Ceará virou um dos principais focos de atenção. A baixa aprovação do governador Elmano de Freitas levou o partido a acionar o ministro da Educação, Camilo Santana, que deve se desincompatibilizar do cargo para ficar apto a disputar o governo, caso seja necessário. Embora o discurso oficial ainda seja de apoio à reeleição de Elmano, a movimentação é vista como um plano alternativo diante da possibilidade de fortalecimento da oposição, liderada por Ciro Gomes.

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João Campos recebe Miguel Coelho e destaca alinhamento político

O prefeito do Recife, João Campos (PSB), recebeu nesta terça-feira o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (União Brasil), na sede da Prefeitura do Recife. O encontro foi registrado e compartilhado nas redes sociais do gestor recifense, que fez questão de destacar o clima de alinhamento e parceria entre os dois líderes políticos.

Em publicação, João Campos ressaltou a importância do diálogo e da troca de experiências, especialmente sobre os desafios e perspectivas de Pernambuco. “Sempre bom receber o amigo e parceiro Miguel Coelho aqui na Prefeitura do Recife. Momento de trocar experiências, falar sobre Pernambuco e colocar em dia os assuntos do interior do estado com quem vive e conhece tão bem a realidade do povo do Sertão”, escreveu.

 

PT se reúne próxima quinta para definir rumos em Pernambuco

O PT em Pernambuco se reúne na próxima quinta (29) para discutir e encaminhar suas decisões eleitorais para as Eleições de 2026. A reunião será do Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE), instância que reúne todas as forças internas do partido e os mandatos petistas, responsável por debater cenários, avaliar alianças e, a partir daí, formalizar os apoios para 2026.

Até lá, não há posição oficial do partido para os palanques em Pernambuco, que provavelmente terá o prefeito do Recife, João Campos (PSB), e a atual governadora do estado, Raquel Lyra (PSD), como principais protagonistas. Mesmo com indicativos de apoio já colocados para Campos por algumas lideranças, como do presidente do PT Pernambuco, Carlos Veras, e dos senadores petistas Humberto Costa e Teresa Leitão, o entendimento interno é de que nada está fechado. A orientação é que qualquer definição só será tomada depois desse encontro.

Sobre o cenário atual, a senadora Teresa Leitão afirmou que ainda não existe decisão formal e que “tudo que existe são indicativos”. “O clima que eu vejo é um clima de sintonia com a conjuntura nacional”, afirmou, ao comentar a avaliação do deputado estadual João Paulo de que a aliança em Pernambuco deveria ser revista em função dos apoios ao presidente Lula.

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Reprovação de Lula sobe para 53,5%, aponta pesquisa

Pesquisa Apex/Futura divulgada nesta quinta-feira (22) indica que 53,5% dos brasileiros desaprovam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto 43,0% afirmam aprová-lo. A diferença permanece fora da margem de erro.

O levantamento ouviu 2.000 pessoas em 849 cidades, entre 15 e 19 de janeiro. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

Na comparação com a rodada anterior, publicada em dezembro de 2025, a desaprovação oscilou 0,2 ponto percentual para cima, enquanto a aprovação avançou 1,3 ponto no período. A pesquisa também mediu a avaliação do governo:

48,7% classificam a gestão como ruim ou péssima;
33,5% como ótima ou boa;
e 16,4% como regular.
Outros 1,4% não souberam responder.

Diário do Poder

Bruno Marques consolida bases e desponta como favorito à Alepe em 2026

Apostando na construção de bases como estratégia, Bruno Marques, pré-candidato a deputado estadual vem pavimentando seu caminho rumo à Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) com consistência. São diversas alianças por todo o estado que fazem com que o filho do prefeito Fabiano Marques, de Petrolândia, seja visto como um dos favoritos.

“Tenho andado por todas as regiões pernambucanas, escutando as demandas da população e percebendo cada vez mais o sentimento de esperança através de novos nomes na política”, disse e complementou: “2025 foi um ano especial para mim. Cada encontro que tive reforçou ainda mais o que quero para 2026, que é de construir um futuro bonito para Pernambuco”, afirmou.

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Chapa formada por Tarcísio e Michelle Bolsonaro à Presidência ganha força; Saiba mais

A vereadora de São Paulo, Janaina Paschoal (PP), manifestou-se a favor de uma chapa presidencial encabeçada pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e com a ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, como vice. O posicionamento da edil ocorreu nesta segunda-feira (19).

Através do X, Janaina revelou a expectativa do do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de ter sentido a necessidade de “competir para ganhar, e não só para participar”, em referência a escolha do senador Flávio Bolsonaro (PL) pelo ex-mandatário como o seu sucessor.

De acordo com a pepista, uma chapa formada por Tarcísio e Michelle Bolsonaro teria “mais chances reais” de vencer a disputa pelo Palácio do Planalto em 2026.

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Anchieta Patriota pode apoiar Marília Arraes para a Câmara Federal?

As recentes visitas de Marília Arraes (SD) a lideranças políticas do interior de Pernambuco, a exemplo do ex-prefeito de Carnaíba, Anchieta Patriota (PSB), vêm despertando leituras no meio político que vão além de simples agendas institucionais.

Nos bastidores, os movimentos sinalizam a construção de um novo desenho eleitoral para 2026, no qual Marília pode acabar disputando uma vaga na Câmara Federal, enquanto sua irmã, Maria Arraes, se prepara para concorrer à Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).

Nas últimas semanas, Marília intensificou o contato com ex-prefeitos, vereadores e lideranças regionais, especialmente em cidades do Sertão e do Agreste. Em Carnaíba, a visita a Anchieta Patriota chamou atenção não apenas pelo simbolismo político do encontro, mas também pelo momento em que ocorre.

A movimentação é interpretada por aliados como parte de uma estratégia mais ampla, que teria a digital do prefeito do Recife, João Campos (PSB). A hipótese ventilada nos bastidores é a de que João estaria ajudando Marília a consolidar bases eleitorais no interior, colaborando, ao mesmo tempo, para uma saída negociada de sua pré-candidatura ao Senado Federal, sem ruptura política e preservando capital eleitoral.

Nesse cenário, Carnaíba seria um dos pontos de sustentação de Marília rumo à Câmara, com o apoio de Anchieta Patriota, caso Danilo Cabral não venha a disputar o pleito. A leitura é de que Marília vem, de forma cautelosa e estratégica, construindo uma candidatura viável à Câmara Federal, sem abrir mão da esperança de ainda ocupar uma das vagas ao Senado na chapa majoritária encabeçada por João Campos.

A própria Marília tem sustentado que sua presença em uma chapa ao Senado somaria politicamente. Segundo ela, apesar de terem origem comum, ela e João construíram trajetórias políticas distintas, dialogando com eleitorados diferentes e ampliando o campo de alianças. No entanto, na prática, o desenho da chapa majoritária parece caminhar para uma composição mais alinhada ao Palácio do Planalto, com os nomes de Humberto Costa (PT) e Sílvio Costa Filho (Republicanos), ambos indicados e prestigiados pelo presidente Lula.

No meio desse tabuleiro ainda aparece o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, que tenta se inserir na disputa por espaço na chapa majoritária. Contudo, sua movimentação enfrenta resistências, especialmente entre aliados mais à esquerda de João Campos, que veem com ressalvas a ampliação desse campo político.

Diante desse contexto, Marília Arraes mantém uma postura de cautela. Publicamente, evita anúncios definitivos, mas nos bastidores sinaliza que não pretende ficar fora do jogo. Seja como candidata à Câmara Federal, seja buscando viabilidade para o Senado, seus passos no interior revelam que o projeto político está em construção — e longe de ser improvisado.

Acordo entre Raimundo e Vicentinho é questionado e muda clima na sucessão da Mesa Diretora

A possível antecipação da eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Afogados da Ingazeira voltou a movimentar os bastidores do Legislativo e expôs divergências internas entre os parlamentares. Com a prerrogativa de pautar o pleito no início do segundo período legislativo, o presidente da Casa, Vicente Ferreira Zuza, Vicentinho (PSB), avalia colocar a eleição em votação ainda neste semestre.

O tema ganhou força após entrevista concedida pelo vereador Raimundo do Foto (PSB) à Rádio Pajeú. Na ocasião, o socialista confirmou a existência de um acordo político firmado com Vicentinho, segundo o qual o atual presidente da Câmara se comprometeria a votar nele para presidir a Casa no segundo biênio da legislatura. Raimundo afirmou acreditar na palavra de Vicentinho e demonstrou confiança de que o compromisso será cumprido.

No entanto, o acordo passou a ser publicamente questionado. O vereador governista Douglas Eletricista (MDB) divergiu da versão apresentada por Raimundo e deixou claro que o entendimento foi feito exclusivamente entre Raimundo e Vicentinho, sem consulta ou participação dos demais parlamentares.

Segundo Douglas, o episódio reforça que a eleição da Mesa Diretora não pode ser tratada como decisão de bastidor restrita a dois vereadores. Suas declarações soaram como um recado direto de que cada parlamentar possui livre arbítrio para votar, independentemente de acordos previamente costurados.

Douglas foi ainda mais direto ao afirmar que não votará em Raimundo, sinalizando que outros vereadores podem seguir o mesmo posicionamento, seja pela recondução da atual Mesa Diretora ou por outro nome que venha a surgir no processo.

O cenário aponta para uma eleição longe de ser consensual. Caso o acordo entre Raimundo e Vicentinho seja mantido, o atual presidente deverá declarar voto em Raimundo. Contudo, se a maioria da bancada optar por seguir com o próprio Vicentinho, cria-se uma situação política delicada: o presidente da Casa ficaria isolado, votando contra si próprio, enquanto seus colegas caminhariam em sentido contrário.

A manifestação de Douglas tende a acender o alerta entre os vereadores, estimulando uma tomada de posição mais independente e abrindo espaço para que a eleição da Mesa Diretora seja decidida no voto, e não em compromissos assumidos fora do plenário.