Estudo afirma: celular antes dos 13 anos acarreta doenças mentais

Dar o celular nas mãos de uma criança, como se fosse um brinquedo, que distrai por horas a fio, pode resolver a vida atribulada dos pais, mas tem um alto preço para a saúde dos pequenos. Uma pesquisa, publicada na revista britânica Journal of Human Development and Capabilities, comprovou que o acesso precoce aos aparelhos, antes dos 13 anos, traz um pacote de consequências psíquicas ao futuro adulto, entre elas, maiores índices de ideais suicidas, agressividade, dissociação da realidade, alucinações e baixa autoestima.

Liderado pela neurocientista Tara Thiagarajan, foram analisados mais de 100 mil jovens adultos, de 18 a 24 anos, usando o instrumento Mind Health Quotient (MHQ), que é uma ferramenta de avaliação da saúde mental, que vai de crítica a ótima. Quem adquiriu um celular aos 5 anos, por exemplo, obteve nota 1, enquanto os que receberam o aparelho aos 13 anos atingiram alcançaram 29 pontos a mais.

Fora o pacote de distúrbios, a pesquisadora alerta para outros perigos, como o cyberbullying, o distúrbio do sono e problemas de relacionamento com os familiares, ainda na infância e na adolescência. Quanto menor a idade, maior o despreparo para enfrentar o excesso de exposição provocada pelos algoritmos, que trazem grandes armadilhas para quem ainda não tem malícia nem estrutura emocional.

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Câncer colorretal é o 2º que mais mata no mundo, alerta especialista

Muitas vezes silencioso, o câncer colorretal é um dos tumores malignos ​​de maior​​ incidência no Brasil e no mundo. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), é o terceiro tipo de câncer mais comum globalmente e o segundo que mais mata, com cerca de 1 milhão de óbitos por ano. No Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), são estimados mais de 45 mil novos casos anuais, afetando homens e mulheres de forma relativamente equilibrada, principalmente a partir dos 50 anos de idade.
Apesar de sua gravidade, trata-se de um câncer altamente prevenível e com grandes chances de cura quando detectado precocemente. No entanto, o desconhecimento sobre os fatores de risco e sintomas, além da falta de busca por exames de rastreamento, contribui para que boa parte dos casos só seja diagnosticada em estágios mais avançados da doença.

O câncer colorretal, também conhecido como câncer de intestino, se origina no cólon (intestino grosso) ou no reto e pode evoluir a partir de lesões benignas, como os pólipos intestinais. “É uma doença que pode se desenvolver de forma silenciosa por anos. Quando conseguimos identificar essas lesões precocemente, a chance de cura pode ultrapassar 90%”, explica o Dr. Pedro Moraes, oncologista do Hospital Estadual de Franco da Rocha, unidade gerenciada pelo CEJAM (Centro de Estudos e Pesquisas ‘Dr. João Amorim’), em parceria com a Secretaria ​de Estado da Saúde de São Paulo ​ (SES-SP).

Ainda segundo o especialista, os principais fatores de risco para a doença incluem histórico familiar, sedentarismo, obesidade, tabagismo e consumo excessivo de álcool. “Também há síndromes genéticas que aumentam significativamente a predisposição, mas mesmo pessoas sem histórico familiar devem realizar exames de rastreamento a partir de uma certa idade. É uma questão de vigilância ativa com a própria saúde”, destaca o médico.

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Vacina universal contra o câncer dá passo promissor em estudo com RNA mensageiro

Pesquisadores da Universidade da Flórida desenvolveram uma vacina experimental de RNA mensageiro que demonstrou potencial para combater diferentes tipos de câncer, incluindo os mais resistentes aos tratamentos atuais.

O estudo, publicado na revista científica Nature Biomedical Engineering, foi realizado em testes com camundongos e apontou que a formulação genérica de mRNA foi capaz de estimular o sistema imunológico a atacar tumores diversos, como melanoma, câncer ósseo, de pele e cerebral.

Diferentemente das vacinas personalizadas que visam proteínas específicas do tumor, a nova formulação atua simulando uma infecção viral, forçando os tumores a expressarem a proteína PD-L1, o que os torna mais visíveis ao sistema imune e mais vulneráveis aos inibidores de checkpoint imunológico, terapias já usadas no tratamento do câncer.

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USP: pesquisa de vacina contra zika avança em testes com camundongos

A produção de uma vacina contra o vírus zika avançou mais uma etapa: pesquisadores do Instituto de Medicina Tropical (IMT), da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo concluíram os testes em camundongos, em laboratório, e as respostas foram consideradas satisfatórias, com um imunizante seguro e eficiente.

Os testes foram realizados em camundongos geneticamente modificados – mais suscetíveis ao vírus zika –, e mostraram que a vacina induziu à produção de anticorpos que neutralizaram o vírus. O imunizante também não permitiu que a infecção prosperasse, levando a sintomas e lesões.

Os pesquisadores investigaram ainda os efeitos da infecção pelo vírus zika em diversos órgãos de camundongos, como rins, fígado, ovários, cérebro e testículos, com sucesso principalmente nos dois últimos.

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Idoso vence o Parkinson após 30 anos com técnica inovadora

Depois de mais de três décadas enfrentando os desafios do Parkinson, Orlando Avendaño, de 72 anos, vive um momento que ele descreve como um renascimento. Graças a uma tecnologia revolucionária, ele conseguiu praticamente eliminar os tremores que o acompanhavam desde o diagnóstico, recuperando movimentos simples que antes pareciam impossíveis.

O tratamento foi realizado no Delray Medical Center, na Flórida, com uma abordagem que não exige bisturi nem sedação. Utilizando um capacete especial, chamado Neuravive, médicos direcionaram feixes de ultrassom com altíssima precisão para áreas do cérebro responsáveis pelos tremores.

Guiado por imagens em tempo real, o neurocirurgião Lloyd Zucker conseguiu atingir exatamente a região afetada, oferecendo resultados imediatos durante a própria sessão.

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Abraçar o seu parceiro na hora de dormir

Abraçar o seu parceiro na hora de dormir pode fazer uma grande diferença nos sentimentos de stresse e segurança, de acordo com um novo estudo que analisa detalhadamente a relação entre o toque físico e o bem-estar em um relacionamento.

Esta foi a principal conclusão: abraços noturnos (posições mais íntimas para dormir) foram associados a níveis mais baixos de stresse em casais, o que, por sua vez, levou a sentimentos mais fortes de apego e segurança no relacionamento.

De acordo com os autores do estudo, o psicólogo Josh Novak e a investigadora de desenvolvimento cognitivo Kaleigh Miller, da Universidade de Auburn, ficar abraçado na cama pode ser uma maneira fácil e gratuita de melhorar a saúde mental.

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Óleo comum no Brasil está ligado a câncer agressivo, segundo estudo

Um tipo de gordura presente em diversos óleos vegetais usados no Brasil, como o óleo de soja, foi associado ao crescimento de um tipo agressivo de câncer de mama. A descoberta vem de um estudo pré-clínico conduzido por pesquisadores da Weill Cornell Medicine, nos Estados Unidos, e publicado na revista Science na última semana.

A pesquisa investigou os efeitos do ácido linoleico, uma gordura do tipo ômega-6 amplamente encontrada em óleos de semente (como o de cártamo e soja) e também em alimentos de origem animal, como carne suína e ovos. Os cientistas observaram que essa substância favorece o crescimento do subtipo de câncer de mama conhecido como triplo negativo, considerado de difícil tratamento por não responder a terapias hormonais.

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Dengue: Brasil ultrapassa marca de um milhão de casos em 2025

O Brasil registrou mais de um milhão de casos prováveis de dengue no ano de 2025, segundo dados do Ministério da Saúde. O número de mortes decorrentes da dengue desde o início do ano é de 681 —além disso, há outras 714 mortes em investigação.

A quantidade de casos registrada é menor do que no mesmo período do ano passado, mas segue em maior do que em 2023. A essa altura do ano —a 15ª semana epidemiológica, a terceira do mês de abril—, em 2024, o país já tinha mais de 2,7 milhões de casos prováveis de dengue e mais de 1.500 mortes.

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NEGLIGÊNCIA: pesquisa revela que mortes por erro médico é a 3ª maior causa de mortes no Brasil

Uma pesquisa recente, divulgada no final de 2024 pelo Anuário de Segurança Assistencial Hospitalar, do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) e da OMS, revela que cerca de 60 mil pessoas morrem todos os anos no Brasil vítimas de erro médico. O dado impressiona: equivale, proporcionalmente, à queda de um avião comercial por dia. Como resultado, o Brasil figura entre os países com maior número de ocorrências desse tipo no mundo.

Segundo o levantamento, os erros mais frequentes estão relacionados a diagnósticos equivocados e à administração incorreta de medicamentos. Além disso, falhas em procedimentos cirúrgicos e casos de negligência no atendimento hospitalar também se destacam entre as principais ocorrências. Diante desses dados, especialistas que participaram da pesquisa destacam que investimentos em infraestrutura e na capacitação contínua das equipes médicas são essenciais. Além disso, uma comunicação mais eficaz entre profissionais de saúde e pacientes seria fundamental para prevenir grande parte desses casos.

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Pneumologistas Alertam: Fumaça de incenso pode ser tão tóxica quanto, ou até mais que a do cigarro

Especialistas da Philadelphia College of Osteopathic Medicine (PCOM) Georgia, em Suwanee, EUA, destacam os perigos da queima de incenso, sobretudo para idosos, crianças e indivíduos com alergias ou asma. Os vapores do incenso liberam substâncias como carbono, enxofre, óxidos de nitrogênio, formaldeído e compostos aromáticos voláteis policíclicos, alguns com potencial cancerígeno.

Pesquisas mostram que cada grama de incenso queimado produz 45 mg de partículas, contra 10 mg gerados por um cigarro. Semelhante ao tabaco, a fumaça do incenso em ambientes fechados pode trazer graves riscos à saúde. “Da mesma forma que a fumaça do cigarro, a fumaça residual do incenso pode se acumular em móveis, roupas e outros objetos, persistindo no ambiente por meses”, afirmou a alergista Mary Lee-Wong.