COICE DE BACURIM – Fraca que só coice de bacurim, a Copa do Mundo que está sendo disputada no Oriente Médio está sem graça, sem empolgação, apesar dos pomposos estádios do Qatar. Em copas bem recentes, o verde amarelo ganhou ruas e avenidas, os comércios davam o tom das cores da seleção. Nota-se inclusive que o que se tem de verde-amarelo nas ruas do Brasil são frutos das manifestações e protesto contra o resultado das urnas. O certo é que a Copa está mais para quarto ou até mesmo para quintal. O maior evento desportivo do mundo transcorre sem qualquer empolgação e com o desinteresse do torcedor brasileiro.
NO BECO – No beco da Rua Santo Antonio, onde o redator se esconde há anos, dois meses antes da Copa, a cota arrecadando moedas cantava no centro. Era uma empolgação da gota. Ali, enchiam de bandeirinhas e até pintavam o chão de verde e amarelo. As músicas fazendo alusão a seleção eram tocas e a menineira vestia a amarelinha num orgulho daqueles. Na hora do jogo, uma reca de gente nas calçadas e quando a seleção ganhava a comemoração varava a noite. Hoje, só um bentevi na cabeça de uma estaca representa a amarelinha, porque inté as camisas diversificaram com tantas cores. Tem inté camisa da seleção branca. Oxe!
NEM AI PRA COPA – A seleção de Tite venceu na estréia do Qatar, mas o brasileiro não está nem ai para Copa do Mundo. Na verdade o povo está mais concentrado nos protestos contra os resultados das urnas no segundo turno da eleição para presidente. O verde e amarelo está mesmo voltado para o contestamento dos números. Patriotismo pra torcer por seleção é muito pouco!
IMPREGNOU – Enquanto a torcida pela seleção brasileira e a empolgação dos torcedores tá fraca que só coice de bacurim, as manifestações contra os resultados das urnas pelo Brasil continuam quentes, igual a barguilha de ferreiro. Bolsonaristas se mantém altivos e firmes na luta pela inversão dos números, acreditando em supostas irregularidades apresentadas no sistema das urnas. Tem caba fazendo ordem unida cum taco de pau na mão, gritos de guerra, bolsominiando, zumbiando, pelas vastas noites sem pregar os ói. O bolsonarismo veio com a molesta e vai ficar impregnado por muito tempo. Que o diga os couros do Lula da Silva (PT)…
CADÊ OS BOLSONARISTAS? – Mais de 4 mil eleitores foram as urnas votar na reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL) em Afogados da Ingazeira. Passada as eleições, os manifestos nos quartéis e na cidade polo do Pajeú, em frente ao Tiro de Guerra – TG uma dezena de pessoas vestidas de verde e amarelo. Quem lá foi, se disse decepcionado com o tiquim de gente.
SUCESSÃO EM SERTÂNIA – Já se comenta nas rodas de conversa política na cidade de Sertânia, que o Secretário Municipal de Assistência Social, Paulo Henrique Ferreira, sobrinho do prefeito Ângelo Ferreira (PSB), deve ser o nome da sua sucessão em 2024. Nos holofotes, aparecendo em entrevistas de rádio local, Paulo Henrique, segundo informações de bastidores, vem sendo trabalhado pelo prefeito e seus aliados mais próximos.
DE VOLTA A DISPUTA – Por falar em Sertânia, lá o assunto sucessão municipal já toma conta das discussões políticas. Alguns nomes já despontam como possíveis postulantes a enfrentar o atual chefe do Executivo, Ângelo Ferreira (PSB). Entre eles o do empresário e ex-prefeito Guga Lins que já comandou o município. Guga que estava fora dos holofotes, detalhou a amigos e correligionários, sua intenção em disputar o pleito de 2024. Nos bastidores, ele vem realizando encontros para discutir temas de sua pré-campanha. Em 2016, Guga perdeu para Ângelo numa disputa acirrada.
SESSENTOU – Quem completou 60 anos essa sumana, foi o sordado Osvaldo. Naturá da cidade de Betânia, o agora graduado reformado da briosa, atuou por 30 anos na defesa da tranquilidade e da segurança do povo pajeuzeiro. Depois de reformado, o militar continua prestando serviço a Guarda Patrimonial. Sargento Osvaldo está lotado no gerência Regional de Educação 0 GRE de Afogados da Ingazeira. Ao novo sessentão, nossos parabéns!
PAGAR CARO – A vitória de Lula e as seguidas demonstrações da irresponsabilidade fiscal do governo paralelo do PT começam a apresentar consequências mais graves no mercado financeiro, como a redução de 20% nas vendas do Tesouro Direto. Isso significa que os investidores pessoa física perdem a confiança nos títulos do governo e os juros, que já estão altos, terão de subir ainda mais para valer a pena o risco e conseguir bancar a PEC fura-teto, seja a tunga de R$70 bilhões ou de R$200 bilhões.
EFEITO LULA – A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estima que a tarifa de energia elétrica deve subir, em média, 5,6% em 2023. O dado foi apresentado nesta quarta-feira (23) ao grupo de Minas e Energia do governo de transição. A projeção da agência é que, no próximo ano, sete distribuidoras tenham reajuste superior a 10%; 15 distribuidoras, reajuste entre 5% e 10%; 17 distribuidoras, reajuste entre 0% e 5%; e 13 distribuidoras, reajuste inferior a 0%.
A CANTORIA DE MIGUEL ESPINHARA EM SANTA ROSA
Houve um tempo em que os artistas do repente eram bastante requisitados para realizar as chamadas “Cantorias” e olha que a presença de público era de arrebentar a boca do balão.
Tinha deles que andava de sapato alto. Era igual a bancário, antes do governo Collor. Quando a rádio anunciava, o poeta TAL, estará se apresentando no Sítio TAL, a macacada ficava dando sarto de alegria. Aparecia gente até de um olho só. O cantador brilhava em noites escuras neste Brasil a fora…
A atividade do repente já foi bastante valorizada. Surgiam novos valores e havia mais incentivo por parte da imprensa e dos poderes públicos municipais. Mas hoje quem diria, está em extinção… Surgiu banda de forró de toda espécie, motivado pelo mau gosto do público.
Pois bem, vamos ao que interessa isso aí é um assunto para os Secretários de Cultura resolver. É necessário utilizar o poder de conhecimento, mostrar, provar, justificar, que a poesia deve ser vivenciada no nosso dia-a-dia.
O poeta Miguel Espinhara, foi fazer uma cantoria no povoado de Santa Rosa, zona rural do município de Ingazeira. Chegando lá, de manhãzinha danou-se a bater perna, adispois sentou-se na calçada da igreja. O contratante talvez nem soubesse que o Espinhara estava no povoado. Chegou à hora do almoço e não saiu nada para o poeta. As tripas roncavam mais que o motor do Carro de Som de Marconi Edson.
Sem suportar mais, Espinhara olhou pra um velho e disse – fome né? Já são duas horas e até agora só engoli poeira. Ao ouvir as palavras do poeta, o velho foi lá dentro, acendeu o fogão, fez um cafezinho e trouxe ainda um prato com dois bolinhos de caco dentro. O poeta comeu e lambeu o beiço à vontade.
Mas ele aguardava uma noitada com um prato cheio de cédulas… O salão lotou e o pior é que a maioria estava lisa que só bucho de traíra. Mas miguel lascou a viola pra riba e tome aplausos!
Antes de terminar a cantoria, o dono do salão chegou próximo ao ouvido de Miguel e disse que a coisa tava preta, ou seja, o dinheiro do apurado não dava nem para pagar o transporte. Ele ficou furioso com o recado do anfitrião. Olhou para um lado, olhou para o outro e com um tom de doer o pé dos ouvido terminou:
Vim cantar em Santa Rosa,
Aqui não presta pra quem canta,
Passei o dia inteirinho,
Sem almoço e sem janta,
Não senti o cheiro da rosa,
Nem o milagre da Santa.
São os Causos & Contos do Itamar França