A primeira-dama Michelle Bolsonaro e o deputado federal Pastor Marco Feliciano (Republicanos-SP) compartilharam, nesta terça-feira (9), em uma rede social, uma publicação que associa religiões de matrizes afro-brasileiras, como a umbanda e o candomblé, às “trevas”. O vídeo mostra o ex-presidente Lula (PT) e candidato ao Planatou durante um ritual, realizado no ano passado, em Salvador.
“Isso pode, né? Eu falar de Deus, não”, escreveu a esposa do presidente Jair Bolsonaro (PL).
O vídeo foi compartilhado pela vereadora Sonaira Fernandes (Republicanos-SP). Nele, Lula aparece diante de uma religiosa recebendo pipoca sobre a cabeça. “Lula já entregou sua alma para vencer essa eleição”, escreveu a vereadora bolsonarista no Instagram.
“Não lutamos contra a carne nem o sangue, mas contra os principados e potestades das trevas. O cristão tem que ter a coragem de falar de política hoje, para não ser proibido de falar de Jesus amanhã”, afirmou a integrante do Legislativo da capital paulista.
A publicação foi então replicada nos stories de Michelle, no Instagram. Feliciano divulgou o vídeo tanto no Instagram como no Twitter. “Crente que vota nesse homem apóstata da fé! É fazer pacto com o maligno!”, escreveu o deputado federal.
Diante da repercussão das publicações nas redes sociais, Feliciano partiu para o ataque, no Twitter. “Lula na umbanda. Roberto Barroso com João de ‘deus’. Tudo pode. Mas a primeira-dama Michelle Bolsonaro falar em Jesus causa escândalo. Liberdade religiosa seletiva. Mídia asquerosa!”, afirmou, no Twitter.
Janja sai em defesa de Lula
Diante das postagens nas redes sociais e da repercussão, a socióloga Rosângela ‘Janja’ da Silva, esposa do ex-presidente Lula, rebateu a publicação da primeira-dama Michelle Bolsonaro.
“Eu aprendi que Deus é sinônimo de amor, compaixão e, sobretudo, de paz e de respeito. Não importa qual a religião e qual o credo. A minha vida e a do meu marido sempre foram e sempre serão pautadas por esses princípios”, escreveu no Twitter.
