O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, afirmou neste sábado, 21, que o armamento furtado do Exército de Barueri, apreendido pela polícia, teria como destino as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC), de São Paulo, e Comando Vermelho (CV), do Rio de Janeiro. No total, nos dois Estados, 17 armas foram recuperadas.
“Elas [as metralhadoras] tinham endereço endereço certo. A informação que se tem é que tanto Comando Vermelho quanto PCC seriam os destinatários finais desse armamento”, disse Derrite, conforme divulgado pelo jornal Folha de São Paulo.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública informou ao Terra, desde o desaparecimento do armamento de guerra do Exército brasileiro em Barueri, na Grande São Paulo, os setores de inteligência das Polícias Civil e Militar desencadearam uma série de ações para identificar qual seria o destino dos fuzis e os supostos negociadores.
Apesar da investigação ficar a cargo do Exército brasileiro, por se tratar de um crime em uma área militar, por determinação do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) mobilizou os agentes para tentar localizar o armamento de guerra.
“Nós temos um mapeamento das principais lideranças das organizações criminosas que atuam aqui em São Paulo e, nesse contexto, a Polícia Civil começou uma linha investigativa e chegou que esse armamento seria transportado e vendido para outro grupo criminoso que estaria comprando esse armamento desviado do quartel do Exército”, explicou o secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite, na manhã deste sábado, 21.
