Marqueteiros de Lula receberam US$ 10 milhões de Maduro, veja o que apontam as investigações da justiça

Um casal de marqueteiros responsável por campanhas eleitorais do Luiz Inácio Lula da Silva em 2006 e de Dilma Rousseff em 2010 recebeu mais de US$ 10 milhões diretamente de Nicolás Maduro em 2012, segundo informações apuradas por investigações judiciais.

Os pagamentos teriam sido realizados de forma parcelada e semanal, em dinheiro vivo, caracterizando caixa dois, quando Maduro ainda ocupava o cargo de ministro das Relações Exteriores do então presidente venezuelano Hugo Chávez.

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Levantamento da CNM indica grau de estrangulamento das contas públicas dos municípios

Um levantamento da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) indicou o grau de estrangulamento das contas públicas das cidades brasileiras. Quase um terço delas está com o pagamento de seus fornecedores em atraso e não terá verba para quitar suas despesas neste ano. Das 4.172 cidades mapeadas, que representam 75% do total de municípios, nada menos do que 1.202 (29%) admitiram ter contas em aberto e 1.293 (31%) afirmaram que vão deixar restos a pagar para 2026. Com um detalhe: as prefeituras vão empurrar suas despesas sem ter uma fonte de recurso suficiente para honrá-las.

Claro que, a depender das justificativas dos gestores municipais, o inferno sempre são os outros. Ao Estadão, o presidente da Confederação Nacional dos Municípios, Paulo Ziulkoski, apressou-se em culpar o governo federal e o Congresso por criarem despesas que deverão ser arcadas, em breve, pelas prefeituras. Citou a aposentadoria integral e paritária para os agentes comunitários de saúde, o piso salarial dos enfermeiros e a implementação das escolas em tempo integral. Segundo Ziulkoski, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva “não para de criar pepino”.

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Fim da farra das pesquisas eleitorais

A partir de agora, a coisa muda de figura e fica séria. Não tem mais mi-mi-mi, nem jeitinho. Desde esta quinta-feira, 1º de janeiro, toda e qualquer pesquisa de opinião pública relacionada às eleições de 2026 precisa, obrigatoriamente, ser registrada na Justiça Eleitoral, mesmo que não seja divulgada.

A medida coloca um freio nas chamadas “pesquisas de encomenda” e nas enquetes fajutas que vinham sendo usadas descaradamente para favorecer determinados candidatos. Durante meses, números foram jogados ao vento, sem metodologia clara, sem origem de recursos conhecida e com resultados feitos sob medida para alimentar narrativas políticas e criar uma falsa sensação de favoritismo.

Agora, quem quiser pesquisar vai ter que mostrar tudo: quem pagou, quanto pagou, como foi feita, onde foi feita e com que critérios. Caso contrário, a multa é pesada — e não é simbólica. Divulgar pesquisa sem registro pode custar entre 50 mil e 100 mil UFIRs. E pesquisa fraudulenta deixa de ser esperteza para virar crime, com direito a detenção e multa.

No período eleitoral, então, o cerco aperta ainda mais: enquetes simplesmente estão proibidas. Aquelas perguntinhas “inocentes” nas redes sociais, usadas para manipular opinião pública, estão fora da lei.

O recado está dado. Pesquisa agora é coisa séria, com regra, responsabilidade e consequência. Quem insistir em brincar de instituto de pesquisa vai brincar com multa alta e, em alguns casos, com a Justiça.

Jornal diz que Lula não deveria disputar 2026 por causa da idade

O jornal britânico The Economist afirmou, em editorial publicado nesta terça-feira (30), que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não deveria disputar as eleições de 2026. Para o veículo, o principal fator de preocupação é a idade do petista, que completou 80 anos.

Segundo a publicação, apesar da reconhecida experiência e habilidade política de Lula, um novo mandato representaria risco elevado para o país. O jornal compara o cenário ao do ex-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, destacando que o carisma não elimina os efeitos naturais do avanço da idade e possíveis limitações cognitivas.

O editorial conclui que o Brasil merece novas opções para o próximo ciclo eleitoral, ressaltando que a democracia foi preservada, mas precisa avançar com renovação política.

Contas do governo federal tem déficit de R$ 20,2 bilhões em novembro

O governo federal apresentou um déficit primário de 20,2 bilhões de reais em novembro de 2025, ante um déficit de 4,5 bilhões de reais no mesmo mês do ano anterior (em termos nominais), segundo dados divulgados nesta segunda-feira (29), pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN). A informação é do O Antagonista.

O déficit primário ocorre quando as receitas do governo são menores que suas despesas, excluindo o pagamento de juros e amortização da dívida pública.

Segundo a STN, o déficit do mês passado ficou acima da mediana das expectativas da pesquisa Prisma Fiscal do Ministério da Fazenda, que apontava para um resultado negativo de 12,7 bilhões de reais.

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Endividamento das famílias brasileiras chega a 49,3% da renda anual, aponta Banco Central

O endividamento das famílias brasileiras chegou a 49,3% em outubro, segundo dados do Banco Central divulgados nesta sexta-feira (26). O estoque total de crédito no país atingiu R$ 7 trilhões, mas o preço para o consumidor dispara: a taxa média de juros para pessoas físicas subiu para 59,4% ao ano, o maior nível desde 2017.

O destaque vai para o crédito consignado privado, que saltou 257% no ano. Trabalhadores com carteira assinada, microempreendedores e motoristas de aplicativo, beneficiados pelo programa Crédito do Trabalhador, passaram a ter acesso a mais de R$ 6 bilhões mensais, contra R$ 1,6 bilhão antes do programa. Mas a facilidade tem custo alto: os juros dessa modalidade subiram de 39,1% para uma projeção de 57,1% ao ano.

Especialistas alertam que a combinação de juros altos e salários que não acompanham a inflação tende a aumentar a inadimplência. Jorge Azevedo, especialista em crédito, ressalta que dívidas podem ser boas se usadas para gerar renda, como financiamento de veículo para trabalho, mas a situação atual preocupa pelo custo elevado do crédito.

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Atraso de recursos da Cultura gera crise nos municípios e ameaça pagamento de artistas

Com atraso de quase um mês nos pagamentos, o Ministério da Cultura, de Margareth Menezes, não fez o repasse aos municípios dos valores da Política Nacional Aldir Blanc. Os valores devidos foram efetuados conforme o cronograma estipulado. Prefeitos buscaram explicação no Ministério, deram com a cara na porta e ficaram sem retorno. Agora, os gestores reclamam de problema orçamentário e na economia municipal.

Justiça prende prefeito, esposa, a vice e todos os 20 vereadores

O prefeito de Turilândia (MA), Paulo Curió (União), foi preso após se apresentar à polícia em São Luís, capital maranhense, na quarta-feira (24), depois de passar dois dias foragido. A prisão faz parte da Operação Tântalo II, que investiga um esquema milionário de desvio de recursos públicos no município.

A notícia é do Diário do Poder. Além do prefeito, também se entregaram à polícia a primeira-dama Eva Curió, a ex-vice-prefeita Janaína Lima, o marido dela, Marlon Serrão, e o contador da prefeitura, Wandson Jhonathan Barros.

Segundo o Ministério Público do Maranhão (MPMA), o grupo integra uma organização criminosa responsável por desviar mais de R$ 56 milhões dos cofres públicos de Turilândia entre 2021 e 2025. O esquema envolve ainda a vice-prefeita, Tânia Mendes (PRD), 20 vereadores, um ex-vereador, servidores públicos, empresários e outros agentes políticos.

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Farmácia popular sofre corte e emendas terão aumento em 2026

Na última sexta-feira (19), o Congresso Nacional aprovou o Orçamento de 2026, destinando R$ 61 bilhões de reais para emendas parlamentares. O superávit previsto ficou em R$ 34, 5 bilhões. Para chegarem a esse valor, precisaram realizar cortes, e um dos programas do governo que serão afetados serão as farmácias populares.

De acordo com a CNN Brasil, o programa que aumenta o acesso da classe mais carente à medicações terá R$ 500 milhões cortados. Essa diminuição no orçamento ocorre justamente no momento em que a inflação no preço dos fármacos aumentou.

Outros programas sociais como o Pé de Meia, que cria uma poupança para estudantes do ensino médio, também sofrerão cortes. A iniciativa educacional, por exemplo, terá uma redução de R$ 300 milhões. Seguro desemprego e abono salarial terão cortes de R$ 100 milhões.

Ações da Alpargatas despencam após polêmica com Fernanda Torres; entenda

As ações da Alpargatas, empresa proprietária da marca Havaianas, registraram queda acentuada na B3 nesta segunda-feira (22). A desvalorização dos papéis, que chegou a 3% nas primeiras horas de negociação e se estabilizou em torno de 1,37%, ocorreu após uma campanha publicitária dos chinelos com a atriz Fernanda Torres.

Confronto envolvendo a campanha

O debate teve início com o lançamento do vídeo de fim de ano da Havaianas, estrelado por Fernanda Torres. No anúncio, a atriz faz uma brincadeira com a expressão popular “pé direito”, defendendo que o importante é começar o ano “com os dois pés, os dois pés na estrada, os dois pés na jaca, os dois pés onde você quiser”.

Apesar do tom descontraído, o comercial foi rapidamente interpretado por grupos conservadores e políticos de direita como um apoio a pautas de esquerda, em função do histórico de posicionamento político de Fernanda Torres.

Pedido de boicote impacta a bolsa

A reaço mais incisiva partiu de figuras de destaque da oposição. O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) publicou um vídeo descartando um par de Havaianas e repudiando a escolha da garota-propaganda, a quem classificou como “declaradamente de esquerda”.

Outros políticos, como os deputados Bia Kicis (PL-DF) e Capitão Alberto Neto (PL-AM), também utilizaram as redes sociais para incentivar o boicote nacional à marca.

A pressão nas redes sociais e o pedido público de boicote tiveram reflexo no mercado financeiro. Os investidores reagiram à possibilidade de uma queda nas vendas da marca de chinelos, levando à desvalorização dos ativos da Alpargatas no pregão da bolsa.

Defesa da marca e de aliados do Governo

Em resposta, deputados da base de apoio ao governo se posicionaram em defesa da Havaianas e da atriz Fernanda Torres, incentivando o consumo da marca como forma de apoio à liberdade de expressão e à democracia.

O deputado Paulo Pimenta (PT-RS), manifestou apoio à marca, anunciando que compraria novos chinelos e defendendo que a democracia é um valor inegociável.

A Alpargatas não se manifestou oficialmente sobre as reações políticas à sua campanha, focando apenas na divulgação comercial do vídeo.

BNews Natal