Governo vai taxar lucro de sites de aposta em 15%; ganhador deve pagar 30%

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu taxar as empresas e os apostadores que operam no mercado de apostas esportivas no Brasil. A taxação das empresas, que têm uma maior presença na internet, vai fazer parte de uma medida provisória elaborada pelo Ministério da Fazenda.

Os apostadores serão taxados em 30% sobre os valores dos prêmios recebidos durante um evento esportivo. Haverá isenção para ganhos que fiquem dentro do valor da primeira faixa livre de Imposto de Renda, atualmente em R$ 1.903,98.

A informação foi divulgada pelo assessor especial do Ministério da Fazenda, José Francisco Manssur, durante audiência pública na Câmara, na semana passada. A medida provisória ainda não foi publicada e, de acordo com a pasta, será assinada ainda neste mês.

As empresas, por sua vez, terão de pagar R$ 30 milhões para o governo federal por uma licença de cinco anos e 15% de imposto sobre o lucro – receita obtida após a distribuição de prêmios. Ter registro no Brasil, funcionários brasileiros e possuir capital social de no mínimo R$ 100 mil são outras exigências que vão ser previstas na medida provisória.

As companhias que vendem as apostas e aquelas que oferecem os meios de pagamentos vão ter de ser credenciadas pelo governo.

Estadão

Queda em abril mantém confiança da indústria na zona negativa

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) caiu de 49,9 pontos para 48,8 pontos em abril. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (17) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Neste indicador, número abaixo de 50 pontos representa pessimismo.

Na avaliação da economista da CNI Cláudia Perdigão, o resultado de abril espelha o sentimento dos empresários sobre as condições atuais, que caiu para o pior nível de todo o período da pandemia. “A indústria está em compasso de espera, com queda da demanda, provocada pela alta dos juros e o alto grau de inadimplência e de endividamento das famílias”, explica Cláudia.

Segundo a economista, ainda que a esperada redução na taxa básica de juros no segundo semestre, a Selic vai restringir o ritmo de produção industrial durante todo o ano.

O Índice de Condições Atuais recuou 1,7 ponto, indo para 42,5 pontos. O Índice de Expectativas também caiu (0,8 ponto), ficando em 51,9 pontos, acima da linha divisória. Na edição deste mês, foram ouvidos 1.548 empresários, entre 3 e 11 de abril.

Pix bate recorde e supera 120 milhões de transações em um dia

Sistema de transferências instantâneas do Banco Central (BC), o Pix bateu novo recorde na última quinta-feira (6). Pela primeira vez, a modalidade superou a marca de 120 milhões de transações em 24 horas.

Somente no último dia 6, foram feitas 122,4 milhões de transferências via Pix para usuários finais. A alta demanda não comprometeu o funcionamento da funcionalidade. Segundo o BC, os sistemas funcionaram com estabilidade ao longo de todo o dia.

O recorde anterior tinha sido registrado em 20 de dezembro, com 104,1 milhões de transações num único dia. Naquela data, tinha acabado o prazo de pagamento da segunda parcela do décimo terceiro.

Criado em novembro de 2020, o Pix acumula 146,4 milhões de usuários, dos quais 134,8 milhões pessoas físicas e 11,6 milhões pessoas jurídicas. Em setembro de 2022, o sistema superou a marca de R$ 1 trilhão movimentados por mês.

Rede de lojas Marisa vai fechar 90 filiais

A Marisa (AMAR3) anunciou na noite da última sexta-feira novas medidas de seu plano de reestruturação para reduzir o endividamento e melhorar a estrutura de custos. A rede varejista de moda receberá um aporte de R$ 90 milhões dos acionistas controladores, a família Goldfarb, no seu braço financeiro, a MPagamentos, em transação já submetida ao Banco Central; e prevê o fechamento de cerca de 90 lojas que tenham “sistematicamente geração de caixa negativo” em sua rede com 334 unidades.

Caso necessário, os acionistas controladores poderão fazer um aporte adicional de R$ 26 milhões até agosto deste ano, segundo o comunicado.

O aporte será realizado em abril para reenquadrar a MPagamentos nos índices regulatórios e prudenciais exigidos de instituições financeiras. A decisão decorre da análise tomada pela nova gestão que tomou posse há pouco mais de um mês, liderada pelo CEO João Pinheiro Nogueira Batista.

O fechamento das estimadas 90 lojas terá um custo estimado de R$ 50 milhões, mas, por outro lado, a redução proporcional de SG&A (Despesas de Vendas, Gerais & Administrativas) deverá viabilizar uma geração extra de caixa da ordem de R$ 30 milhões ao ano, segundo cálculos da empresa.

A rede varejista informou ainda a contratação do Lefosse Advogados e da Deloitte Brasil para compor uma comissão externa para análise de alçadas e práticas contábeis, em decisão também tomada pela nova gestão e apoiada pelo conselho de administração.

Bllomberg

Brasil fecha fevereiro com déficit em conta corrente de US$ 2,8 bilhões

O Brasil fechou fevereiro com déficit de US$ 2,815 bilhões nas contas correntes, segundo o Banco Central informou nesta segunda-feira (27). O valor equivale a cerca de R$ 14,69 bilhões. No primeiro bimestre do ano, as transações correntes acumulam saldo negativo de US$ 11,897 bilhões (R$ 62,1 bilhões).

A cifra registrada em fevereiro é consideravelmente menor do que a registrada em igual mês do ano passado (US$ 4,155 bilhões, R$ 21,689 bilhões) e do que projetavam os especialistas ouvidos pela Reuters ( US$ 5 bilhões ou R$ 26,1 bilhões).

O BC revelou que os investimentos diretos totalizaram US$ 6,451 bilhões, correspondente a R$ 33,67 bilhões, e a balança comercial (exportações-importações) teve saldo de US$ 2,509 bilhões/R$ 13 bilhões. Entretanto, contribuíram para o déficit a conta de serviços, com negativo de US$ 2,029 bilhões (R$ 10,54 bilhões) e a renda primária, onde o rombo atingiu US$ 3,4 bilhões, em torno de R$ 17,74 bilhões.

Portal Terra

Dólar tem nova alta com aumento de tensão entre governo e BC

O dólar avançava nos primeiros negócios desta sexta-feira (24), superando com folga a marca de R$ 5,30, com o retorno da aversão a risco no exterior e o aumento das tensões entre o governo brasileiro e o BC (Banco Central).

Às 9:03 (de Brasília), a moeda norte-americana à vista avançava 0,59%, a R$ 5,3211 na venda. Na B3, o contrato futuro de primeiro vencimento da divisa subia 0,44%, a R$ 5,33. Na véspera, o dólar negociado no mercado interbancário subiu 1,02%, a R$ 5,2898 na venda.

O Banco Central fará neste pregão leilão de até 16 mil contratos de swap cambial tradicional — venda de dólares com compromisso de recompra — para fins de rolagem do vencimento de 2 de maio de 2023.

R7

Queda de investimentos, menos crédito e desemprego: os efeitos negativos dos juros altos para a economia

A alta dos juros traz consequências negativas para a economia como o encarecimento do crédito para pessoas físicas e empresas, gerando dificuldade em investimentos e contratações. Nesse cenário, como em um “efeito dominó”, pode acarretar aumento do desemprego e a redução do ritmo da atividade econômica de forma geral, segundo especialistas consultados pela CNN.

“Diminui a atividade produtiva, aumenta o custo do crédito, fica mais caro solicitar dinheiro para compra de bens e serviços. Consequentemente diminui a produção, a demanda e desacelera a economia”, diz José Márcio Camargo, economista-chefe da Genial Investimentos.

Atualmente, a taxa básica de juros, a Selic, está em 13,75%, patamar mais alto desde 2016.

O aumento dos juros é a ferramenta usada pelo Banco Central para conter a inflação. Apesar dos efeitos colaterais que podem ter na economia, economistas defendem que é um remédio necessário e uma redução forçada das taxas teria o efeito contrário nos preços.

“Antes de mais nada é importante entender motivo pelo qual o Banco Central sobe juros. Sobe por uma razão específica que é reduzir a inflação. Ele tem de reduzir a demanda. As consequências negativas são os mecanismos de funcionamento para que a inflação recue. Sem essas consequências, a inflação sobe e isso dificulta a vida dos consumidores e produtores”, pondera Thais Zara, economista da LCA Consultores.

Além da taxa nominal elevada, o Brasil continua sendo o país com um dos juros reais mais altos do mundo. O ranking foi elaborado pela gestora Infinity Asset Management, que acompanha um grupo das 40 principais economias globais. Os juros reais são a taxa de juros corrente descontada a inflação.

A lista dos maiores juros reais é liderada por outros países latinos que vêm logo na sequência do Brasil: no México, a taxa descontada da inflação está em 5,5%, no Chile é 4,7% e, na Colômbia, 3%.

CNN Brasil

Brasileiro troca feijão e arroz por coxinha e pastel para economizar no almoço

Na última quarta-feira (7), o comerciante Cícero Severiano Ribeiro, de 50 anos, parou na hora do almoço num trailer que vende salgados no terminal de ônibus da Vila Mariana, na zona sul de São Paulo. Pediu um salgado, um suco e gastou R$ 6. “Adoro comer essa coxa (creme) de frango.”

Além de o comerciante ser atraído pelo sabor do salgado, ele conta que vem mudando os hábitos. Duas a três vezes na semana, almoça o tradicional prato feito, mas nos demais dias opta por um salgado e um suco. Antes da pandemia, ele comia arroz com feijão todo dia. A mudança ocorreu por causa da correria do dia a dia e, principalmente, para economizar. “Os tempos se tornaram mais difíceis.”

A conta de quanto Ribeiro economiza ao almoçar um salgado é simples. Um prato feito, com arroz, feijão e carne, por exemplo, não sai por menos de R$ 25 na região onde trabalha. Essa cifra equivale ao desembolso de três dias almoçando salgado e suco.

O comerciante é um entre os milhões de brasileiros que, depois da pandemia, trocaram o prato feito pelo salgado nas refeições fora de casa. Esse movimento foi detectado pela consultoria Kantar, que monitora o consumo fora de casa de alimentos e bebidas em sete regiões metropolitanas do País.

No ano passado, os brasileiros que vivem nessas regiões consumiram 170 milhões a mais de salgados prontos, como quibe, coxinha, pão de queijo, pastel, por exemplo, em relação a 2019, antes da pandemia. Em contrapartida, o consumo de refeições, com arroz, feijão, carne, por exemplo, diminuiu em 247 milhões de unidades na mesma base de comparação.

Aumento da temperatura vai afetar a produção de feijão no Brasil

Até 2050, o Brasil precisa aumentar em 44% a produção nacional de feijão para atender a demanda do mercado. Isso significa 1 milhão e meio de toneladas a mais por ano. É o que mostra pesquisa desenvolvida pela Embrapa e pela Universidade de São Paulo.

Mas, para dificultar essa tarefa, os produtores terão de enfrentar uma elevação na temperatura de até 2,8ºC nas próximas duas décadas, prevista pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas das Nações Unidas

A região Centro-Oeste e os estados de Minas Gerais e da Bahia podem ser as áreas mais afetadas, e podem inclusive ter que alterar o calendário para plantio.

Segundo Alexandre Bryan, pesquisador da Embrapa, a concentração de gás carbônico prejudica, especialmente, a fase reprodutiva da lavoura, impedindo a formação de vagens e grãos de feijão. Por isso, a tendência é cair a produtividade nos próximos anos. Mas os produtores podem se adaptar às novas condições plantio com a escolha de grãos mais resistentes. “O feijão tipo preto apresenta uma tolerância maior a situações adversas. Então, quer dizer, a gente sabe que o preto sobressai em algumas condições.. Então, tem diferença entre os tipos de feijão. A questão toda é que o mercado é restrito. Feijão preto, basicamente, é consumido no Rio Grande do Sul e no Rio de Janeiro e o resto do brasil é o carioca e esse é um problema.

Dinheiro esquecido: 643 mil pessoas têm acima de R$ 1 mil para receber, diz Banco Central

De acordo com relatório do Banco Central sobre valores esquecidos em contas bancárias, mais de 643 mil pessoas têm acima de R$ 1 mil para sacar. O Sistema de Valores a Receber (SVR), portal para consulta do dinheiro esquecido, foi reaberto na terça-feira (28/2) e pode ser acessado on-line.

Ainda segundo o relatório, 4,6 milhões de pessoas esqueceram valores entre R$ 100,01 e R$ 1 mil; 29,2 milhões de pessoas, grande maioria, têm disponível valores menores, de R$ 10.

Os montantes discriminados pelo portal se referem ao total disponível, em janeiro de 2023, em todas as contas bancárias do CPF ou CNPJ consultado. Ao todo, o SVR aponta que R$ 6 bilhões foram esquecidos por 40 milhões de pessoas físicas e jurídicas.

Para consultar se há algum valor disponível, basta acessar o site https://valoresareceber.bcb.gov.br. O Banco Central ressalta que o portal é a única forma de consultar e solicitar a devolução dos valores.

No caso de falecidos, o saque dos recursos estará disponível para herdeiros e para representantes legais.