Produção dispara, mas venda de carros cai 5,6% em maio

Um dia após o governo federal anunciar um pacote para baratear veículos, dados inéditos mostram como o setor automotivo patinou no último mês. Apesar da disparada na fabricação, as vendas decepcionaram.

O panorama foi divulgado nesta terça-feira (6) pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

A venda de veículos caiu 5,6% em maio na comparação com o mesmo mês do ano passado, num total de 176,5 mil unidades. No segmento de automóveis, a retração foi maior, de 8,6%.

No acumulado do ano, no entanto, houve uma expansão do mercado, de 9,3% (809 mil veículos), com crescimento também no segmento de automóveis, de 9,8% (754,8 mil unidades).

As boas notícias ficaram restritas à fabricação, que em maio saltou 27,4% ante o fraco mês de abril. A produção de maio somou 227,9 mil unidades, e a venda de novos cresceu 9,8% no mesmo período, a 176,5 mil.

Em 2023, automóveis e comerciais leves têm o pior maio desde 2016

O mês passado registrou o pior volume de emplacamentos para automóveis e comerciais leves desde 2016 considerando maio. A queda ficou em 10,3%, na média diária frente a abril. Em maio deste ano, houve mais 4 dias úteis, entretanto o período extra não foi suficiente para melhorar o volume de negócios. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (2) pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) e excluem 2020, em razão da pandemia.

“O resultado o reflete o cenário conjuntural que temos vivido desde o ano passado, que inclui seletividade de crédito, endividamento das famílias e juros altos”, analisou o presidente da entidade, Maurício Andretta Jr.. Contando todos os segmentos, no mês passado foram comercializados 357 mil unidades – 20% a mais do que no mês anterior.

Segundo o executivo, as concessionárias informam uma paralisação do setor com o consumidor ‘em compasso de espera’ da divulgação do programa de estímulo anunciado pelo governo federal.

O volume geral de maio foi salvo pelas mototcicletas, que teve expansão 56,41% na comparação com abril. Foram negociadas 161,2 mil motos. “Esse é um segmento que vem apresentando crescimento real, tanto que está 42% acima do registrado nos cinco primeiros meses de 2019, último ano antes da pandemia”, concluiu o dirigente.

Dívida pública federal dispara e alcança R$ 6,032 trilhões em abril

A Dívida Pública Federal terminou abril em R$ 6,032 trilhões. O número representa alta de 2,38% em relação a março, quando alcançou R$ 5,892 trilhões.

Abril teve a maior emissão líquida da dívida pública federal desde junho de 2021. A dívida pública federal paga as despesas do governo acima da arrecadação.

Os dados foram divulgados na tarde desta segunda-feira (29) pela Secretaria do Tesouro Nacional no Relatório Mensal da Dívida.

Considerando os números do Plano Anual de Financiamento (PAF), a dívida pública encerrou abril fora dos limites, que variam entre R$ 6,4 trilhões e R$ 6,8 trilhões no ano.

O Antagonista

Desemprego no Nordeste tem alta no primeiro trimestre

De acordo com a Pesquisa PNAD Contínua divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Nordeste é a região do país com a maior alta de desemprego no primeiro trimestre de 2023.

A região tem 12,2% de desemprego, sendo que os estados da Bahia e Pernambuco estão na frente com 14,4% e 14,1%, respectivamente, se tornando os estados com as maiores taxas de desocupação do país.

Nos outros estados do Nordeste temos: Rio Grande do Norte com 12,1%, Sergipe 11,9%, Paraíba 11,1%, Piauí 11,1%, Alagoas 10,6%, Maranhão 9,9% e Ceará 9,6%.

Para se ter uma ideia, os estados com a menor taxa de desocupação do país são Rondônia com 3,2% e Santa Catarina com 3,8%.

De acordo com o Pnad, o desemprego no Brasil aumentou entre o quarto trimestre de 2022 e o primeiro trimestre de 2023. Anteriormente, a taxa de desocupação estava em 7,9% e saltou para 8,8%.

Além da maior taxa de desemprego, o Nordeste também aparece com a menor média de rendimento. Enquanto a remuneração média no país é de R$ 2.880, no Nordeste a média é de R$ 1.979.

Pleno News

Petróleo cai quase 13% e ajuda a baratear preços de combustíveis

O barril de petróleo tipo brent, negociado na Bolsa de Londres, fechou na 4ª feira (11.mai.2023) cotado a US$ 75,41. O valor caiu 12,2% desde a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 1º de janeiro de 2023. À época, estava em US$ 85,91.

A cotação entrou em trajetória de desvalorização desde o início do ano. Chegou a ganhar fôlego no início de abril, quando avançou 6,47% no pregão por causa do anúncio da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) de cortar a produção em quase 1 milhão de barris por dia. Desde o final daquele mês, no entanto, voltou a cair e fechar abaixo dos US$ 80.

Os contratos do brent servem como referência mundial e são utilizados pela Petrobras para calcular o valor de combustíveis vendidos no Brasil.

Em outubro de 2016, o governo de Michel Temer (MDB) adotou a política de PPI (Preços de Paridade de Importação). Isso significa que não só o brent, como também o dólar, influenciam nos preços nas refinarias. A moeda norte-americana caiu 7,9% este ano –também dando fôlego para redução dos combustíveis.

Lula é crítico do sistema e prometeu na campanha eleitoral de 2022 “abrasileirar o preço da gasolina”. Isso ainda não aconteceu. Durante seu governo, foram 2 reajustes no combustível: aumentou R$ 0,23 em janeiro e reduziu R$ 0,13 em março.

A queda vertiginosa do brent desde a posse pode ser um estímulo para uma nova redução da Petrobras nas refinarias. Só no 1º trimestre de 2023, a estatal negociou por 8,4% a menos o barril em relação ao último trimestre de 2022. Os números estão no balanço financeiro da empresa.

Um anúncio do tipo pode ser uma boa notícia para o Planalto. O preço da gasolina tem um forte impacto na opinião pública e pode dar em fôlego nas taxas de aprovação do governo Lula.

Outro efeito positivo seria sobre a inflação. A queda no combustível –e no diesel e gás de cozinha– pode baixar a taxa. E com ela os juros. O Executivo pressiona, desde março, o Banco Central para reduzir a taxa básica, a Selic, hoje em 13,75%.

Poder 360

Renner fecha 20 lojas após grande queda no lucro e alta inadimplência

A Lojas Renner fechou 20 lojas de suas marcas no primeiro trimestre deste ano em relação aos últimos três meses de 2022. No total, foram 13 unidades da Camicado, quatro da própria Renner e três da Youcom. Os números foram divulgados nesta quarta-feira (3), no relatório de resultados trimestrais da companhia.

A decisão, segundo a companhia, veio como forma de buscar maior eficiência, aumento de vendas por m² e redução de custos.

“Passado o período da pandemia, que impactou o fluxo e custos de algumas localidades, a Companhia retomou de forma mais dinâmica o processo de avaliação da rentabilidade das suas operações e decidiu fechar algumas unidades, principalmente aquelas que poderiam ser absorvidas pelo parque de lojas”, informou a companhia em relatório.

Para a Camicado — marca que teve o maior número de lojas fechadas no período — a Lojas Renner informou que o segmento de Casa e Decoração “seguiu enfrentando um cenário desafiador, intensificado por um ambiente macro mais difícil, caracterizado por inflação e endividamento das famílias em níveis elevados”.

“Especificamente no segmento de Home & Decor, a maior participação das vendas através do digital também é fator na avaliação de rentabilidade das unidades”, completou a companhia em relatório.

G1

Dois anos e meio após lançamento, cédula de R$ 200 circula menos do que nota de R$ 1

Mais de 2 anos após o lançamento, apenas 28% das cédulas de R$ 200 produzidas foram colocadas em circulação pelo Banco Central. São 124,8 milhões de cédulas, que somam R$ 24,96 bilhões.

É menos, por exemplo do que as 148,65 milhões de cédulas de R$ 1 que continuam em circulação. Isso apesar de as de R$ 1 não serem mais produzidas desde 2005.

Segundo o Banco Central, “o ritmo de utilização da cédula de 200 reais vem evoluindo em linha com o esperado, e deverá seguir em emissão ao longo dos próximos exercícios.”

Os quase R$ 25 bilhões em cédulas de R$ 200 correspondem a 7,86% de todo o valor em espécie que circula no país, de R$ 317,34 bilhões.

Circulam hoje no país 1,771 bilhões de cédulas de R$ 100, somando R$ 177,14 bilhões em valor. Já as 1,769 bilhões de notas de R$ 50 somam R$ 88,48 bilhões e a terceira cédula mais comum, de R$ 2, gera um valor de R$ 3,13 bilhões em circulação.

G1

Preço de carro zero mais barato do Brasil é reajustado e encosta nos R$ 70 mil

Até esta semana, o Renault Kwid era o carro zero mais barato vendido no Brasil. Mas, desde o dia 2 de maio, o compacto teve um reajuste de R$ 800 e seu o preço foi igualado ao seu concorrente, o Fiat Mobi.

A versão mais simples do Kwid, chamada de “Zen”, passou de R$ 68.190 para R$ 68.990. O carro está com o mesmo valor da versão de entrada do Mobi, o Like 1.0, que ocupava a segunda posição do modelo novo com menor preço do país.

E não foi apenas a versão Zen que ficou mais cara. Os modelos Intense e Outsider também sofreram reajustes, porém menores. O primeiro subiu R$ 300 e o segundo R$ 350.

Com estes aumentos, o Kwid pode chegar a custar R$ 74.990 na versão top de linha. Segundo a Renault, todas as versões são equipadas com motor 1.0 aspirado, o que faz até 71 cv e 10 kgfm de torque com etanol, além de câmbio manual de cinco marchas.

Já o Mobi tem duas configurações diferentes. A Like, que sai por R$ 68.990, e a Trekking, custando R$ 72.290.

Os dois modelos deste carro da Fiat tem câmbio manual com cinco marchas e conta com motor 1.0 de quatro cilindros, fazendo 75 cv e 9,9 de torque com etanol.

Banqueiro mais rico da Ásia chama dólar de ‘maior terrorista financeiro’ e sugere moeda substituta

O mundo inteiro, afirmou o banqueiro, está agora “procurando desesperadamente por uma moeda de reserva alternativa”.

Sputnik – Uday Kotak, o banqueiro mais rico da Ásia e CEO de um dos maiores bancos da Índia, o Kotak Mahindra, um forte crítico do dólar americano, declarou que a rupia indiana é sua alternativa de moeda de reserva mundial.

“Acredito sinceramente que o maior terrorista financeiro do mundo é o dólar americano. Todo o nosso dinheiro está em contas americanas e alguém nos EUA pode dizer: ‘Você não pode retirá-lo a partir de amanhã de manhã’. Então você acaba preso”, disse o empresário na cerimônia do Economic Times Awards em Nova Deli.

O mundo inteiro, continuou o banqueiro, está agora “procurando desesperadamente por uma moeda de reserva alternativa” e considerou a rupia indiana a opção mais adequada. Na opinião de Kotak, outras regiões não são capazes de tal tarefa.

Segundo Kotak, a Europa não vai poder fazer da sua moeda uma moeda de reserva por ser um grupo de Estados europeus. Ele acredita que o Reino Unido ou o Japão “não terão coragem de assumir tais posições, apesar de tanto a libra esterlina como o iene serem moedas livres”, enquanto a China “tem um sério problema de confiança com muitos países”.

Por outro lado, a Índia, nas palavras do especialista, tem um longo caminho a percorrer e construir instituições fortes e uma estrutura que “não dependa do capricho de ninguém”.

“Os mecanismos têm que ser confiáveis. Você tem que confiar na Índia. Em cada nota de dólar há uma linha que diz ’em Deus nós acreditamos’. Temos que ter uma linha que diz ‘na Índia nós acreditamos’ para que o resto do mundo invista seu dinheiro em uma moeda alternativa ao dólar americano”, disse Kotak, afirmando que implementar tal alternativa à moeda dos EUA provavelmente levaria uma década.

No dia 30 de abril, o banqueiro comentou no Twitter que havia “inadvertidamente” usado a frase “terrorista financeiro”, explicando que seu comentário significava que “uma moeda de reserva tem um poder desproporcional, seja por nossa conta, a alta taxas de 500 pontos base ou porque os países emergentes têm [dólares americanos] para obter liquidez”.

No início de novembro de 2022, o governo indiano autorizou o uso da rupia em transações comerciais internacionais. O Ministério do Comércio do país explicou que isso deve simplificar e facilitar as transações comerciais internacionais, dado o crescente interesse na internacionalização da rupia.

Brasil 247

Dólar volta a superar R$ 5; bolsa de valores B3 cai 2,12%

O dia foi de turbulência nos mercados brasileiros. Enquanto no câmbio o dólar voltou a superar R$ 5, encerrando a sessão cotado a R$ 5,09, a bolsa de valores B3 despencou 2,12%. O Ibovespa foi a 103.913 pontos.

O índice da bolsa enfrentou um dia tanto de quedas disseminadas – apenas oito papeis se valorizaram – como de depreciação das duas ações de maior peso. A Vale recuou 2,92%, enquanto a Petrobras teve perdas de 3,21%. A mineradora foi afetada pelos dados da produção do primeiro trimestre, especificamente os valores de de finos e pelotas de minério de ferro – 10,6% menor que o do primeiro trimestre de 2022 e 43,5% abaixo do quarto trimestre de 2022.

No campo da política, a saída do ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional trouxe incertezas aos negócios. A revelação do conteúdo do projeto do arcabouço fiscal também influenciou o mercado, apesar de o texto ficar dentro do que já era esperado.

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, consideoru a proposta positiva, mas nega que as medidas fiscais tenham relação direta com condução da política monetária, que depende da evolução das expectativas de inflação. “É uma boa indicação de que estamos avançando na direção certa. O arcabouço tira um pouco do risco de cauda sobre um aumento da dívida rapidamente”, avaliou.