Mercado espera dólar acima dos R$5 e inflação maior

Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (9) pelo Banco Central, mostra que o mercado prevê inflação maior para 2024. O Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 3,87%, na última edição do boletim, para 3,88%.

A expectativa para o dólar é de que a moeda seja comercializada na casa dos R$5,02. O Produto Interno Bruto (PIB) fica em 1,5% e Selic em 9%.

Esta edição do Boletim Focus ainda não contempla o conflito entre Israel e o Hamas, o que pode afetar os indicadores.

Diário do Brasil

Dólar aproxima-se de R$ 5,17 e fecha no maior valor desde março

O dólar comercial teve alta de R$ 0,016 (+0,31%) nesta quinta-feira (5) e fechou aos R$ 5,17, atingindo o maior valor desde março em mais um dia de nervosismo no mercado global. Já a bolsa de valores, que subiu na quarta (4.out), caiu 0,28% e atingiu o nível mais baixo em 4 meses.

A cotação chegou a operar próximo da estabilidade na 1ª hora de negociação, mas disparou depois da abertura do mercado nos EUA. Na máxima do dia, por volta das 12h50, a moeda chegou a R$ 5,19.

Com o desempenho desta 5ª (5.out), a moeda norte-americana está no maior valor desde 27 de março. A divisa acumula alta de 2,82% nos primeiros dias úteis de outubro, mas registra queda de 2,1% em 2023.

O dia também foi tenso no mercado de ações. O índice Ibovespa, da B3, fechou o dia aos 113.285 pontos, no menor patamar desde 5 de junho. Apesar de ações de petroleiras, mineradoras e bancos terem subido, a queda de ações de varejistas puxou o índice para baixo.

Poder360

Em recuperação judicial, Livraria Saraiva anuncia falência

Em recuperação judicial, a rede de livrarias Saraiva protocolou o pedido de autofalência na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central da Comarca da Capital do Estado de São Paulo.

Quando entrou em recuperação judicial, em 2018, a empresa tinha dívidas que somavam R$ 675 milhões, com 1,1 mil credores. No final de setembro, decretou o encerramento das atividades em todas as lojas físicas e mantendo apenas as vendas online.

No segundo trimestre, o prejuízo operacional da empresa atingiu R$ 11 milhões, 16% maior do que o registrado no ano anterior. A receita das lojas físicas havia caído 60,2% e, nos três meses entre abril e junho, o faturamento do site somou apenas R$ 128 mil, o equivalente a R$ 1,4 mil por dia, um recuo de 78% sobre o mesmo período de 2022.

Americanas já fechou 88 lojas desde que entrou com pedido de recuperação judicial

A Americanas fechou 25 lojas em agosto, segundo relatório de acompanhamento mensal dos administradores judiciais da companhia. O mês teve o maior número de encerramentos de unidades físicas desde o início da crise.

Desde o começo do ano, foram 88 pontos comerciais encerrados. De acordo com o documento, ao fim de agosto eram 1.794 lojas em funcionamento.

Ainda segundo o relatório, a varejista desligou 1.131 funcionários entre 21 de agosto e 17 de setembro deste ano, sendo 639 pedidos de demissão.

O documento foi enviado à Comissão de Valores Mobiliários neste domingo (1º).

Em janeiro, a empresa emitiu um comunicado relevante anunciando dívidas não documentadas no valor de R$ 20 bilhões, sem fornecer explicações detalhadas.

O relatório final da CPI das Americanas isentou a antiga diretoria e os acionistas de referência da empresa —os bilionários Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles— pelo rombo bilionário.

A conclusão do colegiado é que houve fraude, admitida pela própria diretoria atual da varejista, mas não houve culpados.

O Antagonista

Outubro começa com aumento no preço do litro do diesel, que deve acumular até janeiro alta de R$ 0,35

Os impostos federais sobre o óleo diesel aumentaram em R$ 0,02 por litro desde ontem (1º), segundo informações do Instituto Combustível Legal (ICL) e da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom). Essa é a segunda fase de retomada dos impostos PIS e Cofins sobre o diesel, que devem atingir a alíquota integral de R$ 0,35 por litro em janeiro de 2024.

O acumulado, de acordo com o portal g1, até setembro era de R$ 0,11 por litro. Em outubro, com o novo aumento, chegara a R$ 0,13 por litro. Já em janeiro de 2024 o acréscimo quando comparado com o início desde ano (2023) será de R$ 0,35 por litro. Esses valores são para o diesel A, produzido nas refinarias. O combustível fóssil tem adição de 12% de biodiesel, que dá origem ao diesel B, vendido nos postos.

Considerando a mistura, os impostos cobrados somam aproximadamente:

Setembro: R$ 0,10 por litro
Outubro: R$ 0,12 por litro
Janeiro de 2024: R$ 0,33 por litro

As alíquotas de PIS/Cofins sobre o diesel estavam zeradas desde 2021, como uma forma de reduzir o preço do combustível para o consumidor.

Naquele momento, em março de 2021, o diesel era vendido a R$ 4,33 por litro na bomba, segundo dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Em janeiro de 2023, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) havia prorrogado a isenção de PIS/Cofins sobre o diesel até 31 de dezembro. Mas a cobrança foi antecipada para financiar o programa de descontos para carros novos do governo federal.

O programa foi lançado no início de junho e teve como fonte de recursos a reoneração do diesel em R$ 0,11 a partir de setembro. Depois, o governo anunciou mais R$ 300 milhões para o programa com o aumento de R$ 0,02 por litro de diesel em outubro.

Contas de Lula têm pior resultado para 1º ano de mandato

Nos primeiros oito meses de 2023, as contas públicas do governo federal tiveram um rombo de R$ 104,6 bilhões. De acordo com o levantamento do Tesouro Nacional, o pior resultado para um primeiro ano de mandato presidencial.

O déficit indica que o governo gastou mais do que arrecadou no período. O dado agrega estatísticas do Tesouro, Banco Central e INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

Histórico

Em seus dois primeiros mandatos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entregou um saldo positivo nas contas nos oito primeiros meses. Em 2003, o resultado foi um superávit de R$ 107,8 bilhões. Em 2007, o desempenho foi ainda melhor, de R$ 129,2 bilhões. Os dados já estão atualizados pela inflação.

A conjuntura econômica atual é bastante distinta da observada naquela época.

Antes de começar o 3º mandato, em dezembro de 2022, Lula precisou negociar com o Congresso a aprovação de uma PEC (proposta de emenda à Constituição) para elevar os gastos em até R$ 168 bilhões neste ano.

O objetivo era garantir a manutenção de políticas sociais, como o Bolsa Família, e outras ações básicas para o funcionamento das políticas públicas, que haviam sido turbinadas por Bolsonaro mediante uma série de manobras às vésperas da eleição.

O ministro da Fazenda Fernando Haddad tenta promover o que ele chama de recomposição da base fiscal do Estado, com medidas para elevar a arrecadação. Os resultados têm sido até aqui mais tímidos do que o inicialmente projetado pelo governo.

Em agosto, por exemplo, a arrecadação teve a terceira queda seguida na comparação com igual mês de 2022, o que acendeu um alerta na equipe econômica.

Terra

Brasil registra abertura de 2,7 mi de empresas no ano; saldo é de 1,2 milhão

O Brasil registrou a abertura de 2,7 milhões de novas empresas de janeiro a agosto deste ano. Com esse dado, o saldo de criação de firmas é positivo em 1,2 milhão, em razão do fechamento de 1,4 milhão de empresas nos primeiros oito meses de 2023.

Os dados são do Mapa de Empresas, elaborado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, em parceria com o Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados).

Segundo a pasta, com o número de janeiro a agosto, são no total 21,8 milhões de empresas ativas em todo o território nacional. Destas, 93,7% são de microempresas ou empresas de pequeno porte.

Em nota sobre os dados, o ministério informou que o Maranhão foi o estado que registrou o maior aumento proporcional no número de novas empresas, de 7,7% em relação ao primeiro quadrimestre, enquanto a Paraíba teve a maior queda proporcional.

De acordo com a pasta, apenas no segundo quadrimestre do ano foram abertas 1,38 milhão de novas empresas e fechados 738,1 mil negócios, um saldo positivo de 644,5 mil empresas abertas nos últimos quatro meses.

Segundo o Banco Central, 1.098 municípios da região Nordeste, o equivalente a 60% das cidades nordestinas, não têm agência bancária física

O Nordeste é a região brasileira que mais perdeu agências bancárias após a pandemia. De acordo com dados do Banco Central do Brasil (Bacen), um total de 1.098 municípios da região não possuíam agência financeira física em 2021, o que representa cerca de 60% das cidades nordestinas.

Em comparação ao mesmo levantamento realizado em 2016, 185 municípios do Nordeste perderam as agências físicas que possuíam ao longo de cinco anos. Esse gargalo no fornecimento de serviços financeiros à população deixa um saldo de mais de 10 milhões de nordestinos sem acesso a agências bancárias físicas. Dentre os motivos, as ações criminosas contra instituições.

De acordo com dados do Bacen de janeiro de 2019 a julho deste ano, os bancos encerraram as atividades de 491 agências no Nordeste. A saída para essa realidade tem sido as instituições financeiras cooperativas, como Sicoob, que na contramão desse movimento, ampliou as suas unidades no estado.

A abertura de novas agências físicas, enquanto complementa e amplia o leque de serviços digitais já oferecidos pela cooperativa, vai ao encontro do modelo de negócios do cooperativismo, aproximando a instituição das comunidades em que atua e promovendo uma maior bancarização da população.

Entre as iniciativas adotadas pela instituição para incentivar a inclusão financeira, destaca-se a oferta de soluções acessíveis e voltadas às necessidades dos associados, como linhas de crédito para micro e pequenos empreendedores locais, orientações financeiras e programas de capacitação.

Rombo nas contas públicas do governo federal é o 2º pior desde 1997

O governo federal fechou o mês de julho com um deficit R$ 35,9 bilhões nas contas públicas. O resultado é segundo pior para o mês desde o início da série histórica, iniciada em 1997 e fica atrás somente de julho de 2020, durante a pandemia de Covid-19.

Os dados foram divulgados na tarde desta quarta-feira (30) pelo Tesouro Nacional, órgão do Ministério da Fazenda.

Segundo o Tesouro, o rombo no mês passado é resultado de uma queda R$ 8,9 bilhões da receita do governo federal e um aumento R$ 46,8 bilhões das despesas totais.

No mesmo mês do ano passado, as contas do governo tiveram superávit de R$ 19,7 bilhões.

No acumulado dos sete primeiros meses deste ano, as contas do governo registraram deficit primário de R$ 78,24 bilhões.

Por lei, o governo está autorizado fechar 2023 com deficit primário de até R$ 231,5 bilhões. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, estima que esse valor ficará em R$ 100 bilhões.

O Antagonista

Mercado eleva previsão da inflação de 4,84% para 4,9% este ano

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – subiu de 4,84% para 4,9% neste ano. A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (21), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Para 2024, a projeção da inflação ficou em 3,86%. Para 2025 e 2026, as previsões são de 3,5% para os dois anos.

A estimativa para 2023 está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3,25% para 2023, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,75% e o superior 4,75%. Segundo o BC, no último Relatório de Inflação, a chance de a inflação oficial superar o teto da meta em 2023 é de 61%.

A projeção do mercado para a inflação de 2024 também está acima do centro da meta prevista, fixada em 3%, mas ainda dentro do intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual.

Em julho, influenciado pelo aumento da gasolina, o IPCA foi de 0,12%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa ficou acima das observadas no mês anterior (-0,08%) e em julho de 2022 (-0,68%). Com o resultado, a inflação oficial acumula 2,99% no ano. Em 12 meses, a inflação é de 3,99%, acima dos 3,16% acumulados até junho.