Dólar sobe e fecha a R$ 4,90

O dólar fechou em alta nesta sexta-feira (11). Ao final da sessão, a moeda norte-americana subiu 0,44%, cotada a R$ 4,9035, com os investidores repercutindo os números da inflação brasileira em julho. Com o resultado, a moeda passou a acumular alta de 0,59% na semana e de 3,69% no mês e recuo de 7,10% no ano.

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), principal indicador de inflação do país, subiu 0,12% no mês passado em relação a junho, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta manhã.

Os dados vieram acima das expectativas do mercado, que previam uma alta menos expressiva, entre 0,01% e 0,08%. Segundo o G1, esses números reforçam a ideia de que o Banco Central do Brasil (BC) pode levar mais tempo para reduzir a Selic, taxa básica de juros, com mais força.

Revista inglesa otimista com o Brasil, apesar do PT

A semana começa com a boa notícia divulgada pela revista britânica The Economist, uma das mais respeitadas no mundo na cobertura de temas econômicos, apontando a melhoria das perspectivas econômicas do Brasil e o otimismo de investidores em relação ao país.

O contexto internacional tem favorecido o nosso país.

A invasão da Ucrânia pela Rússia beneficiou a exportação de grãos do Brasil, já que são grandes produtores de alimentos.

A guerra reduziu a oferta de comida, no momento em que a China encerrava as restrições provocadas pela Covid-19, puxando a demanda por grãos.

O aumento interno da exportação de soja, poderá responder por um quinto do crescimento econômico neste ano, o que eleva o saldo da balança comercial brasileira e favorece a valorização do real frente ao dólar.

A redução das taxas de juros nos EUA e as tensões crescentes entre a maior economia do mundo e a China estão levando muitos investidores a procurarem outros mercados emergentes para investir, destacando-se a preferência pelo Brasil.

No ano passado, o Brasil recebeu US$ 91 bilhões em investimentos diretos do exterior.

Americanas demite 1.404 funcionários em apenas uma semana

Em meio a um impasse com os bancos credores em relação ao seu plano de recuperação judicial, a Americanas (AMER3) anunciou ter demitido 1.404 funcionários entre os dias 17 e 24 deste mês, conforme divulgado em um relatório na noite de quarta-feira (26). Essas demissões representam cerca de 4% do total de funcionários da empresa. Além disso, a varejista fechou uma loja em Campo Grande (MS).

Com essas medidas, o quadro de funcionários da Americanas foi reduzido para 35.741, e o número de lojas físicas no país agora é de 1.825.

No período entre 17 e 24 de julho, a empresa efetuou pagamentos no valor de R$ 356 milhões e recebeu R$ 344 milhões.

A Americanas encontra-se em recuperação judicial desde o início da crise desencadeada em janeiro, quando um rombo contábil bilionário foi descoberto nos balanços da companhia. A fraude contábil, estimada em R$ 25 bilhões, afetou gravemente a reputação e a situação financeira da varejista. Em meio a essa situação, a empresa agora busca negociar um plano de pagamento com seus credores.

Preço da gasolina aumenta 4,3% na primeira quinzena de julho

No período analisado, de acordo com levantamento do IPTL, o Estado que comercializou gasolina ao preço mais alto foi Roraima, Índia. 21 de maio de 2018. REUTERS/Francis Mascarenhas

O índice de preços Ticket Log (IPTL), que analisa dados de abastecimentos em 21 mil postos de combustíveis no país, apontou que o preço do litro dagasolinano Brasil foi comercializado a uma média de R$ 5,79 na primeira quinzena de julho, representando aumento de 4,3% em relação ao mesmo período no mês anterior (R$ 5,55).

A alta, na visão da Edenred Brasil, à qual a Ticket Log é vinculada, tem relação com a volta da tributação integral sobre os derivados depetróleo.

“Os aumentos expressivos identificados no preço repassado ao consumidor refletem especialmente o retorno da cobrança dos impostos sobre ocombustível“, analisa Douglas Pina, diretor-geral de Mobilidade da empresa.

No final de junho, o governo retomou a cobrança integral de tributos federais sobre gasolina e o etanol, com o fim da medida provisória (MP) Nº 1163/2023.

No período analisado, de acordo com levantamento do IPTL, o Estado que comercializou gasolina ao preço mais alto foi Roraima, com média de R$ 6,47, e o que vendeu a um preço médio mais baixo foi a Paraíba, a R$ 5,57.

No caso do etanol, a média nacional aumentou 4,5% na primeira quinzena de julho, com o litro comercializado a R$ 4,1, ante R$ 3,92 na mesma medição do mês anterior. O preço médio mais caro para julho foi registrado em Rondônia, a R$ 5,14, e o mais baixo no Mato Grosso, a R$ 3,81.

Ovo tem maior alta de preços em uma década no Brasil; Produto acumula inflação de 22,93%

Os preços da alimentação no domicílio perdem força na média do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), mas ainda há produtos específicos que pesam no bolso do brasileiro. É o caso do tradicional ovo de galinha.

No período de 12 meses até junho, o alimento acumulou inflação de 22,93% no país, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Trata-se da maior alta de preços do ovo em uma década, desde julho de 2013. À época, o avanço havia sido de 24,54%. O IPCA é considerado o índice oficial de inflação do Brasil.

Conforme André Almeida, analista da pesquisa do IBGE, a carestia pode ser associada a questões como a oferta menor provocada pelo aumento dos custos de produção.

“Além disso, o consumo de ovo cresceu no Brasil, por conta da alta de preços nas proteínas concorrentes”, afirma.

Em períodos de inflação elevada nas carnes, como ocorreu nos últimos anos, o ovo costuma ser visto como um substituto mais barato de proteínas. Quando há maior demanda pelo produto, a tendência é de pressão sobre os preços.

Considerando os 377 subitens (bens e serviços) que compõem o IPCA, o ovo de galinha acumulou a nona maior alta de preços em 12 meses até junho.

Só ficou atrás de tangerina (52,5%), inhame (46,95%), filhote de peixe (40,79%), farinha de mandioca (34,93%), banana-maçã (32,62%), batata-doce (29,6%), melancia (24,9%) e alimento infantil (23,27%).

Na média da alimentação no domicílio, a inflação desacelerou para 2,88% nos 12 meses até junho. É a menor variação desde outubro de 2019 (2,84%).

Por Folhapress

Faz o L: Pesquisa mostra que 78,5% das famílias brasileiras estão endividadas; Número é o maior da série histórica iniciada em janeiro de 2010

O percentual de famílias que relataram ter dívidas a vencer avançou 0,2 ponto percentual (pp) em junho, atingindo 78,5% das famílias no país. As que se consideram muito endividadas são 18,5% desse total. Segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que divulgou os números nesta terça-feira (11), este é o maior volume da série histórica, iniciada em janeiro de 2010. Os dados fazem parte da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), apurada mensalmente pela CNC.

De acordo com a CNC, o aumento do número de endividados interrompeu uma sequência de quatro meses de estabilidade do indicador.

Para o presidente da CNC, José Roberto Tadros, a economia brasileira passa por um cenário de endividamento e inadimplência crescente, e isso atinge a capacidade de consumo das famílias. “O equilíbrio entre os objetivos de estabilidade de preços e o crescimento econômico é um desafio a ser perseguido e que será determinante para a retomada do desenvolvimento do País”, aponta texto divulgado pela CNC sobre o resultado de junho.

‘Invasão chinesa’ faz Brasil perder espaço e deixar de exportar R$ 52 bilhões a vizinhos

Numa evidência de que o Brasil está deixando de ser competitivo até mesmo nos lugares onde tem vantagem geográfica e tarifária, o País perdeu, em uma década, participação de mercado em metade dos produtos fornecidos a países vizinhos da América do Sul.

Os concorrentes, principalmente a China, tomaram do Brasil, em média, 11% desses mercados, o equivalente a US$ 10,7 bilhões (R$ 52 bilhões) que deixaram de ser exportados à região. Se não tivesse perdido esse espaço, o Brasil poderia exportar anualmente 30% a mais aos países vizinhos.

Os números fazem parte de um estudo feito pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) em parceria com o Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), cuja motivação foi a percepção na indústria de que o comércio na região sofre uma queda estrutural. Os resultados do trabalho, foram considerados preocupantes.

Estadão Conteúdo

INSS autoriza volta do empréstimo consignado para quem recebe BPC

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) irá liberar novamente o empréstimo consignado para quem recebe o Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas), renda assistencial paga a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda. Os beneficiários poderão comprometer até 35% do benefício. O BPC é pago no valor do salário mínimo (R$ 1.320, em 2023) e, com a margem de 35%, isso representa até R$ 462 mensais.

O valor da margem para empréstimos foi reduzido para ser diferente do limite adotado para outros benefícios do INSS, como aposentadoria, de até 45%.

A Previdência Social prevê que o serviço de crédito esteja disponível no final de agosto, mas informa que ainda é necessário concluir regulamentação interna e fazer ajustes no sistema.

O órgão não informou se haverá taxa máxima de juros permitida, como ocorre com os consignados de aposentados e se já há definição dos índices.

Procurados, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Bradesco, Itaú, Santander, C6 Bank e Banco Pan informaram que irão oferecer o serviço de crédito consignado para BPC/Loas. Banrisul, Banco Daycoval, Inter e Banco Mercantil informaram que aguardam direcionamento do INSS para definir se farão oferta de crédito nesta modalidade.

Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), a concessão do crédito consignado a outros benefícios do INSS é benéfica, pois possibilita a contratação de operações com juros menores, em caso de necessidade, e a disposição de quem necessite de recursos financeiros de forma rápida e mais barata.

Em nota, a federação disse que tanto os bancos associados quanto o INSS estão aptos a possibilitar a contratação de operações de empréstimo ou de cartão consignado para os beneficiários e aposentados do INSS.

O novo percentual de desconto do crédito consignado será de 35% do valor do BPC/Loas, em que 30% são destinados a operações de empréstimos com desconto em folha de pagamento e 5% para custear despesas com cartão de crédito consignável.

O BPC/Loas é um benefício assistencial mensal no valor de um salário mínimo para idosos acima de 65 anos e pessoas com deficiência cuja renda familiar por pessoa seja de até R$ 330 e esteja cadastrada no Cadastro Único (CadÚnico), com os dados de todos os membros da família.

Hoje, mais de 5 milhões de pessoas são contempladas com o benefício e, em maio deste ano, 529.695 pessoas estavam na fila do INSS aguardando uma resposta para o pedido da renda assistencial.

Adriane Bramante, presidente do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP), considera que a liberação do consignado do BPC/Loas coloca o beneficiário em risco de uma maior vulnerabilidade por se tratar de uma renda assistencial e que deve ser renovada.

“Acaba sendo uma solução que não resolve nada para pessoa em situação de vulnerabilidade, por ser um benefício que não tem natureza previdenciária, e você aprova o empréstimo que compromete a renda da pessoa, uma parte importante do valor”, diz.

A liberação de empréstimo consignado para titulares do benefício será feita depois de o INSS interromper operações do crédito consignado do BPC/Loas pela medida provisória 1.164, do novo Bolsa Família, publicada em março deste ano.

Desde março de 2022, beneficiários do BPC estavam autorizados a comprometer até 40% do benefício com o consignado, que tem desconto direto na folha de pagamento. As mudanças faziam parte do Programa Renda e Oportunidade, pacote de medidas econômicas lançado pelo governo Bolsonaro em ano eleitoral, em busca de atrair votos ao ex-presidente. Da Folha de S.Paulo

Faz o L: Juros altos no Brasil podem custar até R$ 182 bilhões a mais por ano ao país

A manutenção da taxa básica de juros em 13,75% ao ano custa bilhões ao Brasil, que poderia utilizar o montante em setores que carecem de investimento.

Segundo dados do Banco Central (BC), a cada 1 ponto percentual na Selic mantido por 12 meses, o país gasta cerca de R$ 43 bilhões a mais com a dívida bruta — que abrange o total dos passivos de responsabilidade do governo federal, além de estados e municípios.

Por isso, caso a Selic já fosse de 9,5% ao ano, conforme prevê projeção do Boletim Focus do BC para 2024, o Brasil iria economizar cerca de R$ 182 bilhões ao ano só com o pagamento de juros da dívida, uma conta que desconsidera o impacto da inflação e câmbio.

CNN Brasil

FMI anuncia estudos para Moeda Única Global

O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou que está trabalhando em uma nova moeda digital do banco central global (CBDC), para finalmente fazer a transição do sistema de papel-moeda no que eles chamam de “uma nova visão”.

Em uma conferência em Rabat, Marrocos, na segunda-feira, autoridades do FMI disseram que querem que os bancos centrais cheguem a um acordo para uma estrutura regulatória comum para pagamentos transfronteiriços de CBDC, desbloqueando a interoperabilidade digital.

Se não for estabelecido, o grupo acredita que isso criará um vazio tomado por criptomoedas descentralizadas.

Em um discurso escrito publicado depois que ela se envolveu em um discussão aberta com o governador do Banco Al Maghrib Abdellatif Jouahri e outros em um painel, a chefe do FMI, Kristalina Georgieva, explicou que suas conversas decorreram da implementação de CBDCs e da iniciativa mais ampla do FMI.

Segundo ela, o painel “concordou com a necessidade de continuar o diálogo e compartilhar conhecimento e informações para o benefício de nossos países membros.”