Entrada “acintosa” de Socorro Pimentel é para atrapalhar Eliane Soares?

A pré-candidatura de Socorro Pimentel, a deputada federal começa a ser analisada nos bastidores da política do Araripe não apenas como um projeto pessoal, mas como parte de uma engenharia eleitoral articulada pela governadora Raquel Lyra (PSD). A leitura é que o movimento pode ter como objetivo dividir e enfraquecer a base eleitoral da ex-prefeita Eliane Soares na região.

Fontes ouvidas pelo Blog do Itamar apontam que a entrada de Socorro na disputa federal foi justamente para fragmentar votos em um território onde Eliane mantém influência, o que favoreceria uma redistribuição estratégica de forças dentro do grupo alinhado ao Palácio do Campo das Princesas.

Nos bastidores, no entanto, o projeto não foi construído sem ruídos. A pré-candidatura de Socorro gerou divergências internas no próprio grupo político da família Pimentel. O ex-prefeito Raimundo Pimentel, seu marido, teria sido surpreendido com a decisão. A adesão ao convite feito pela governadora ocorreu sem comunicação prévia ou aval político de Raimundo, o que acentuou o desgaste interno.

A situação se torna ainda mais delicada para Raimundo Pimentel no atual cenário. Após perder protagonismo político em 2024, quando não conseguiu eleger seu sucessor, o ex-prefeito agora se vê diante de um novo desafio: deverá enfrentar, na disputa para deputado estadual, o candidato apoiado pelo atual prefeito Evilásio, que conta com a força da máquina administrativa municipal.

Diferentemente de eleições anteriores, Raimundo entra no jogo sem o controle do governo local, o que reduz significativamente seu poder de articulação e mobilização. A soma desse fator com as divergências internas expõe um grupo fragilizado, tentando se reorganizar em meio a uma conjuntura adversa.

O movimento de Raquel Lyra, ao incentivar a pré-candidatura de Socorro Pimentel, amplia o palanque do PSD no Sertão, reconfigura alianças, acirra disputas e aprofunda fissuras políticas que antes eram mantidas sob controle…

Sílvio Costa Filho anuncia saída de Ministério dos Portos e Aeroportos para disputar vaga no Senado

O ministro dos Portos e Aeroportos, Sílvio Costa Filho, anunciou nesta quarta-feira (14) que deixará o governo para se candidatar a uma vaga no Senado nas eleições de 2026 pelo Republicanos (PE). A saída deve ocorrer até abril, em observância às regras eleitorais.

O ministro afirmou que já tem um nome em mente para sucedê-lo e, no momento certo, será apresentado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que é quem dará a palavra final.

“Nós vamos conversar com o partido e com presidente Lula sobre o nome que nós vamos sugerir para compor o Ministério. Naturalmente, quem indica ministro é o presidente da República”, explicou.

Leia mais

Pedro Jorge confirma pré-candidatura a deputado estadual pelo Avante

A confirmação do nome do vereador de Escada, Pedro Jorge, como pré-candidato a deputado estadual fortalece o projeto político do Avante para as eleições de 2026. Exercendo seu segundo mandato na Câmara Municipal, ele se consolidou como a principal liderança da oposição à atual gestão municipal, exercendo um mandato firme, combativo e voltado à defesa dos interesses da população.

Sua atuação tem como marca a luta em favor da educação, da valorização dos professores e da representação dos servidores públicos municipais, além de pautas nas áreas de saúde, cultura e causa animal.

Reconhecido como um dos vereadores mais atuantes de Escada, Pedro Jorge ganhou projeção política nos últimos anos pela postura coerente e pela presença constante nos debates legislativos, sempre defendendo transparência, justiça social e políticas públicas eficazes.

Leia mais

Joel da Harpa nega fechamento do Hospital da Polícia Militar

O deputado estadual Joel da Harpa (PL) divulgou, hoje, um vídeo nas redes sociais para rebater acusações sobre um suposto fechamento do Hospital da Polícia Militar de Pernambuco e do Sistema de Saúde dos Militares (Sismepe), após a repercussão de críticas..

Ao lado do coronel Renato Pinto Aragão, ex-diretor da Diretoria de Apoio Administrativo ao Sistema de Saúde (DASIS), o parlamentar afirmou que as portarias publicadas no fim de 2024 não interromperam serviços e tiveram como objetivo “uma questão de segurança jurídica”, negando qualquer interferência da governadora. “De forma nenhuma. Essa portaria foi publicada por mim por uma questão de segurança jurídica”, afirmou o coronel.

Leia mais

Sebastião Oliveira projeta fortalecimento do Avante nas urnas em Pernambuco e no Brasil

De passagem pelo município de Goiana, neste sábado (10), onde foi recepcionado pelo presidente da Câmara de Vereadores, Eduardo Batista, e por diversas lideranças políticas e amigos, o presidente estadual do Avante, Sebastião Oliveira, cravou que partido sairá fortalecido das eleições de outubro, tanto em Pernambuco quanto no cenário nacional.

De acordo com Sebastião, que estava ao lado deputado federal Waldemar Oliveira e do vereador do Recife, Alcides Teixeira Neto, a legenda mantém uma trajetória de crescimento, citando as eleições de 2022, quando esteve entre os 13 partidos que alcançaram a cláusula de barreira e consolidou sua relevância no Congresso Nacional.

Sebastião Oliveira destacou que, neste momento, a prioridade do Avante Pernambuco é a consolidação de chapas competitivas, para ampliar a representação do partido na Câmara dos Deputados e ocupar espaço na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Ele citou Eduardo Batista como uma peça importante do Avante, que poderá ter seu nome lançado para disputar vaga numa da Casas. Durante o encontro, ainda foram debatidas pautas ligadas ao desenvolvimento de Goiana.

Leia mais

Quando a base se divide, a oposição agradece

No jogo político, a oposição nem sempre avança por mérito próprio. Em muitos casos, ela cresce quando a base governista se fragmenta. É exatamente esse movimento que começa a ganhar contornos mais visíveis no Sertão do Pajeú, especialmente em Afogados da Ingazeira, onde disputas internas envolvendo quadros ligados à Casa Civil do Governo de Pernambuco têm provocado desgaste no campo alinhado à governadora Raquel Lyra.

Esse cenário chama atenção porque atinge diretamente um dos nomes que mais têm contribuído para fortalecer o governo no interior do Estado. Marconi Santana, que declarou apoio a Raquel Lyra ainda no segundo turno da eleição de 2022, tornou-se desde então uma das principais pontes políticas entre o Palácio do Campo das Princesas e o Sertão. Sua atuação constante, marcada por diálogo e presença, ajudou a ampliar a base do governo e a consolidar apoios estratégicos na região.

O ponto central da crítica não está na existência de divergências naturais dentro de qualquer campo político. O problema surge quando passam a ocorrer investidas para tensionar ou enfraquecer apoios já consolidados. Na prática, lideranças que haviam fechado posição com Marconi Santana, nome da situação e amplamente reconhecido por sua capacidade de articulação, começaram a ser abordadas para rever compromissos, gerando ruído e instabilidade dentro da própria base governista.

Os apoios construídos por Marconi não surgiram por acaso. Eles são fruto de uma trajetória política consistente, marcada pela capacidade de aglutinar prefeitos, ex-prefeitos, vereadores e lideranças comunitárias em torno de um projeto comum. Seu crescimento no Pajeú reflete exatamente essa habilidade de unir, somar forças e ampliar convergências, algo cada vez mais raro na política contemporânea.

Quando esse conjunto de alianças passa a ser questionado ou tensionado por setores do próprio campo governista, o efeito é imediato. A base perde coesão, o discurso se fragiliza e a oposição passa a ocupar espaços que antes estavam consolidados. Não se trata de afirmar que haja uma ação deliberada em favor da oposição, mas o método adotado produz esse resultado de forma inevitável.

Leia mais

Anderson Ferreira sinaliza disputa ao Senado e aposta em cenário nacional

O ex-prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Anderson Ferreira (PL), afirmou que pode disputar uma vaga no Senado nas eleições de 2026. A declaração insere mais um nome no cenário da disputa. Após concorrer ao Governo do Estado na eleição passada, Anderson avalia que o ambiente político atual é distinto e que a corrida ao Senado tende a ser influenciada, sobretudo, pelo cenário nacional.

Na sua leitura, o desempenho dos candidatos em 2022 reforça esse diagnóstico: Teresa Leitão foi eleita com forte associação ao presidente Lula, enquanto Gilson Machado obteve votação expressiva impulsionado pela ligação com o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Para o ex-prefeito, esse histórico indica que o fator presidencial tem se sobreposto ao peso dos palanques estaduais na definição do voto para senador em Pernambuco. A estratégia, portanto, passa por uma leitura mais nacionalizada do eleitorado, em um contexto de polarização política.

Impeachment de João Campos gera questionamentos sobre impacto eleitoral e estratégia da oposição

O prefeito do Recife, João Campos (PSB), passou a enfrentar um novo foco de desgaste político após o vereador Eduardo Moura (Novo) protocolar um pedido de impeachment na Câmara Municipal. A iniciativa tem como base a alteração no resultado de um concurso público para procurador do município, episódio que ganhou ampla repercussão nas últimas semanas.

O caso envolve a reclassificação de um candidato inicialmente inscrito na ampla concorrência para a cota de pessoas com deficiência (PCD), dois anos após a homologação do certame, o que resultou na sua nomeação em detrimento do candidato originalmente aprovado na vaga reservada. Diante das críticas, de pareceres técnicos contrários e da pressão de entidades de classe, a Prefeitura voltou atrás e deu posse ao primeiro colocado.

A gestão municipal sustenta que se trata de uma controvérsia estritamente jurídica e rejeita o que chama de exploração política do episódio. Ainda assim, o tema entrou no debate público e passou a ser incorporado ao discurso de adversários do prefeito, sobretudo em um contexto pré-eleitoral.

O pedido de impeachment ainda precisa ser analisado pela Câmara e não há, até o momento, definição sobre sua admissibilidade. Nos bastidores, a avaliação é que o processo tem poucas chances de avançar, mas pode ser utilizado como instrumento político para questionar a condução administrativa do prefeito e reforçar críticas relacionadas à impessoalidade e à transparência no governo.

A partir de agora, a expectativa é observar se o episódio ficará restrito ao campo jurídico-administrativo ou se será explorado de forma mais intensa na campanha eleitoral, somando-se a outras denúncias e questionamentos já feitos à gestão municipal. Resta saber se o caso terá fôlego para provocar desgaste efetivo na imagem de João Campos ou se será diluído diante de sua base política e dos resultados apresentados pela administração.

Raquel e e seu digital atuante

A governadora Raquel Lyra (PSD) conta com uma militância muito atuante nas redes sociais, especialmente no Instagram, onde comentários organizados tentam impor a narrativa da reeleição como algo já definido. A movimentação é intensa e segue um padrão repetitivo.

O alvo principal das críticas é o PSB e, mais recentemente, a gestão de João Campos, com temas explorados politicamente mesmo quando não avançam no mundo real. Apesar do barulho virtual, o jogo político segue acontecendo fora das telas, em um ritmo bem diferente.

O barulho virtual, esse movimento pode até influenciar, ainda que de forma limitada, o jogo político fora das telas…

No compasso da espera…

O destino político de Marília Arraes (SD) segue indefinido. Após disputar cargos majoritários e acumular experiências eleitorais importantes, ela se vê novamente diante de uma encruzilhada, sem clareza sobre qual caminho seguirá nas próximas eleições. Mesmo aparecendo como opção em cenários para o Senado, não há garantia de candidatura.

O fato de estar politicamente alinhada a João Campos (PSB), que dispõe de outros nomes no mesmo campo, aumenta a incerteza. A indefinição, inclusive, já provoca movimentos paralelos, como a possibilidade de Maria Arraes buscar espaço na Alepe. No jogo político, Marília permanece em compasso de espera.

Resta saber se terá vez no próximo tabuleiro ou se, mais uma vez, ficará à margem das principais decisões…