Instagram e Facebook terão versão paga para usuários que não querem publicidade

A Meta anunciou nesta sexta-feira (26) que o Instagram e o Facebook vão ganhar versões pagas no Reino Unido. Elas serão lançadas nas próximas semanas como uma opção para usuários que não querem ver publicidade nas redes sociais. A informação é do G1.

A assinatura custará 2,99 libras esterlinas por mês (R$ 21,50) a versão web ou 3,99 libras esterlinas por mês (R$ 28,50) na versão para Android e iOS. Este será o valor cobrado apenas na conta principal do usuário, seja Instagram ou Facebook.

Para tirar anúncios em outros perfis vinculados na Central de Contas, há outra taxa com um pequeno desconto: 2 libras esterlinas por mês (R$ 14,30) na web ou 3 libras esterlinas por mês (R$ 21,50) no Android e iOS.

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Inteligência Artificial supera Medicina e se torna o curso mais disputado

A graduação em Inteligência Artificial (IA) teve a maior nota de corte da Universidade Federal de Goiás (UFG), conforme o resultado do SISU 2025, divulgado na segunda-feira (27). O curso ultrapassou Medicina, que ficou em terceiro lugar, atrás de Engenharia de Software. No ano passado, a nota de corte de IA foi de 795 pontos, enquanto Medicina registrou 805 pontos.

Em 2025, os candidatos ao curso de IA precisaram atingir no mínimo 811 pontos. Em segundo lugar ficou Engenharia de Software, com 799 pontos, e Medicina ocupou a terceira posição, com 798 pontos.

Em entrevista ao G1, o diretor do Instituto de Informática da UFG, Eliomar Araújo, afirmou que essa mudança reflete o cenário atual da indústria e do setor produtivo. “Cada vez mais o mercado busca profissionais altamente capacitados”, destacou.

IA na Universidade

A graduação em Inteligência Artificial oferece disciplinas teóricas e práticas, abordando temas nas áreas de Tecnologia da Informação e Computação. O curso inclui também matérias de matemática e raciocínio lógico, mas especialistas afirmam que mesmo aqueles que não têm afinidade com esses tópicos podem se destacar.

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A grade curricular geralmente inclui as seguintes disciplinas:

Algoritmos e Linguagem de Programação
Introdução à Computação
Sistemas de Informação
Cálculo Computacional
Programação
Mineração de Dados
Análise e Qualidade de Dados
Redes de Computadores
Estatística
Business Intelligence

Empregos ligados à tecnologia cresceram 95% em 10 anos, diz pesquisa

Estudo produzido pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) mostra que o número de empregos de profissões ligadas à tecnologia aumentou 95% em dez anos, de 2012 a 2022. A maior variação foi para engenheiro de sistemas operacionais em computação, que apresentou elevação de 741,2% na quantidade de vínculos de emprego no período.

A pesquisa foi feita com base nos dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho e Emprego, e analisou 30 ocupações ligadas à tecnologia que avançaram no mercado de trabalho brasileiro.

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Senado deve votar projeto que regulamenta Inteligência Artificial nesta semana

Após a chegada das novas tecnologias de inteligência artificial (IA), muita gente tem observado essa inovação com admiração e preocupação. No caso do Brasil, metade dos brasileiros tem receio de perder o emprego para a IA. É o que revela a terceira edição da pesquisa “Monitor de Inteligência Artificial 2024”, do instituto Ipsos, publicada no começo de junho.

O levantamento analisou as percepções sobre a tecnologia em 32 países para criar uma média global das preocupações com a IA.

Para entender a dimensão da preocupação, o Brasil está entre os 10 países mais preocupados com a IA, com a média global acima de 36%, sendo a geração Z (nascidos a partir de 1995) e os millennials (nascidos entre 1980 e 1995) entre os grupos mais temerosos.

Na lista global, Indonésia (87%) e Tailândia (81%) lideram as preocupações sobre a tecnologia.

Confira alguns números sobre o Brasil:

50% acreditam que pode ser substituído por uma IA no trabalho nos próximos cinco anos;
67% dos brasileiros dizem que sabem o que é IA;
26% dizem não ter domínio para definir a tecnologia;
57% dizem que conhecem os produtos que usam a tecnologia;
47% dos produtos de IA os deixam nervosos;
56% dos brasileiros dizem que os produtos de IA os deixam empolgados e trazem mais benefícios do que desvantagens;
67% dos entrevistados no país acreditam que a IA mudará a atual profissão no futuro;
37% acreditam que a IA pode piorar a desinformação e 30% já pensa que a IA pode ajudar a combater a desinformação.
No país, o Ipsos entrevistou mil brasileiros, com idades entre 18 e 74 anos, nos dias 19 de abril e 3 de maio.

SBT News

Apple anuncia hoje iPhone turbinado com inteligência artificial; veja novidades

Quase dois anos após o início do frenesi da inteligência artificial (IA) generativa, a Apple finalmente vai investir pesado na tecnologia. A IA será a estrela do evento da conferência anual para desenvolvedores, onde a empresa apresentará seus planos para integrar a inteligência artificial em seus aplicativos e funcionalidades. O novo “Apple Intelligence” estará presente nas novas versões dos sistemas operacionais de iPhone, iPad e Mac, e contará com um chatbot semelhante ao ChatGPT, em parceria com a OpenAI.

Entre as novas funcionalidades destacam-se a criação de memes por IA, edição avançada de fotos, e comandos precisos para a Siri. Usuários poderão criar emojis personalizados, aprimorar imagens e utilizar a Siri para executar ações específicas em aplicativos. Além disso, a atualização do sistema operacional iOS 18 permitirá maior personalização dos ícones na tela inicial e uma interface atualizada para a Central de Controle, incluindo novos widgets e opções de personalização.

A IA também trará melhorias significativas em áreas como transcrição de gravações e sumário de conteúdos, permitindo que os usuários resumam rapidamente artigos, mensagens e e-mails. O aplicativo Mail terá uma atualização que categoriza automaticamente as mensagens, e o Voice Memos ganhará transcrição automática. O aplicativo de mensagens também receberá melhorias, como novos efeitos visuais e a capacidade de agendar o envio de mensagens.

O Globo

Inteligência artificial prevê data da morte com 74% de precisão

Pesquisadores da Universidade Técnica da Dinamarca, em parceria outras instituições, uniram o aprendizado de máquina às ciências sociais para fazer um algoritmo que prevê suas chances de morrer prematuramente, ou que diz quanto dinheiro você irá juntar ao longo de toda a vida.

Chamado Life2Vec, esse é a inteligência artificial (IA) mais precisa já desenvolvida com esse objetivo. Já existem IAs que preveem o risco de doenças baseando-se apenas em dados de saúde, como o histórico médico do paciente e da família.

Eles são capazes de detectar, por exemplo, uma futura parada cardíaca ou efeitos colaterais de medicamentos.

No entanto, poucos modelos vão além dos dados de saúde – é aí que está o diferencial do estudo dinamarquês. Os resultados do Life2Vec foram publicados esta semana no periódico especializado Nature Computational Science.

O algoritmo foi treinado com uma ampla base de dados sobre os 6 milhões de habitantes da Dinamarca, que contém informações sobre níveis de escolaridade, emprego e renda, frequência e natureza de visitas a médicos e hospitais, diagnósticos passados etc.

Os dados abrangiam, ao todo, o período entre 2008 a 2020. No entanto, a IA foi treinada apenas com os oito primeiros anos desse espaço amostral. Os quatro últimos – de 2016 a 2020 – serviram de parâmetro, para verificar se o modelo realmente conseguiu acertar o que aconteceu com cada pessoa depois.

Como o algoritmo funciona? Grosso modo, IAs do tipo transformer como o ChatGPT são treinadas da seguinte forma: elas recebem um corpus de textos (como, digamos, tudo que já foi publicado na internet) e transformam esses textos em números. Cada número representa uma palavra ou um pedaço de palavra.

Então, o software vê coisas do tipo: “olha só, a palavra 49 aparece 85% das vezes em que as palavras 32 e 563 aparecem antes”.

É óbvio que o GPT não está pensando nada disso conscientemente. Ele só está mapeando essas relações; descobrindo quais termos costumam aparecer na companhia de outros termos.

Depois, quando você pergunta algo ao GPT, ele vai juntando, um após o outro, um montão de números que estatisticamente têm uma chance altíssima de aparecerem juntos, em uma determinada sequência. Aí, é só traduzir esse código em palavras. Bingo: surge uma resposta perfeitamente verossímil.

A mesma lógica foi usada no Life2Vec. O modelo analisa uma série de eventos da vida de uma pessoa – visitas ao hospital, promoção no emprego, acesso a benefícios sociais etc. –, e determina o que é mais provável que ocorra em seguida.

Isso só é possível porque a base de dados da Dinamarca é bastante completa e detalhada. Dá-lhe sistema de saúde pública de qualidade.

Por exemplo: os pesquisadores selecionaram dados de um grupo de pessoas entre 35 e 65 anos – das quais metade havia morrido entre 2016 e 2020.

Então pediram para o algoritmo prever quem tinha mais chances de ter morrido e quem havia continuado vivo com base nos dados dos oito anos anteriores. O resultado foi 11% mais preciso do que os modelos de IA atuais.

No geral, as previsões do modelo estavam corretas 78% das vezes. Isso porque o risco de morte está associado não só ao histórico de saúde, mas também à baixa renda, diagnóstico psiquiátrico e sexo do indivíduo. A ordem em que os eventos acontecem também influencia no resultado.

O algoritmo funcionou muito bem para a população dinamarquesa, mas não necessariamente seria adequado a outros países: nem todos têm informações tão detalhadas sobre seus próprios cidadãos, compiladas em uma única base de dados.

O principal foco do estudo foi antecipar o risco de morte, mas o algoritmo também se mostrou capaz de prever outros aspectos da vida – se um indivíduo é mais ou menos extrovertido, por exemplo.

Os riscos de uso por empresas
Empresas de seguros de saúde e de vida já fazem previsões para determinar o valor de apólice do seguro. Mas segundo o pesquisador Sune Lehmann Jørgensen, autor do estudo, um modelo preciso como esse poderia trazer más consequências se usado para esse fim.

“Claramente, nosso modelo não deve ser usado por seguradoras. Toda a ideia do seguro é que, compartilhando a falta de conhecimento de quem será a pessoa azarada que sofrerá algum acidente, morte ou furto, nós possamos dividir esse prejuízo”, diz Jørgensen.

Via Isto É

Engenharia e matemática estão entre as profissões menos impactadas pela IA até 2032, revela estudo

Apesar do grande impacto que a Inteligência Artificial (IA) generativa — o tipo que cria conteúdos a partir de dados já existentes — tem sobre os trabalhos administrativos e de gerenciamento, atividades que demandam cálculos matemáticos ou alta capacidade de análise crítica serão as menos afetadas pela tecnologia nos próximos dez anos.

É isso o que revela a pesquisa “Skills Outlook: Gen AI Proof Jobs (Trabalhos à prova da IA generativa, em tradução livre)”, da empresa de educação Pearson.

O motivo, segundo o estudo, é que a IA generativa ainda é muito imprecisa no que diz respeito a cálculos, além de ser incapaz de substituir habilidades humanas de criatividade, comunicação e liderança.

No Brasil, a ponta do ranking de empregos que estão mais “à prova” da tecnologia está a cargo de técnicos e engenheiros, seguido de altos executivos, agentes de saúde pública e advogados.

Por outro lado, no contexto global, trabalhos administrativos ou de gerenciamento estão sob maior ameaça da IA do que os manuais e operacionais, à medida que a tecnologia ganha força na economia mundial, revela o estudo.

Nesse contexto, atividades que envolvem tarefas técnicas e repetitivas — como agendar compromissos e atender e direcionar chamadas, por exemplo — já podem ser substituídas pela IA generativa.

A IA generativa perde espaço para profissionais que têm habilidades humanas bem desenvolvidas. Entre as principais, estão: criatividade, comunicação e liderança, revela a pesquisa.

Por CNN

Maioria dos brasileiros acredita que Inteligência Artificial irá substituir a sua profissão, aponta estudo

A maioria dos brasileiros (57%) acredita que a Inteligência Artificial irá substituir e acabar com a sua atual profissão. O país aparece em quarto lugar do ranking, atrás de Tailândia (69%), Malásia (62%) e Indonésia (62%). Com a média global em 36%, os países que menos creem no impacto da Inteligência Artificial em suas profissões são Alemanha (19%), Hungria (19%) e Suécia (17%).

Os dados foram apurados por meio da pesquisa “Global Views On A.I. 2023”, realizada pela Ipsos em 31 países, entre o período de 26 de maio a 9 de junho de 2023.

Trabalho

Ainda sobre o trabalho, para 73% dos brasileiros, a Inteligência Artificial mudará o seu jeito como trabalham nos próximos anos. O Brasil está bem acima da média global, de 57%. Além disso, o país está no top 5 do ranking mundial, atrás apenas da Indonésia (87%), Malásia (81%) e Tailândia (78%).

Cotidiano

7 em cada 10 brasileiros afirmam que produtos e serviços que utilizam I.A. mudaram profundamente sua vida cotidiana nos últimos 3 a 5 anos. Sobre os próximos 3 ou 5 anos, 70% dos brasileiros creem que haverá ainda mais mudanças significativas no seu dia a dia.

Sobre a pesquisa

A pesquisa “Global Views On A.I. 2023” foi realizada pela Ipsos em 31 países, com 22.816 entrevistados, sendo aproximadamente mil entrevistados no Brasil, entre 26 de maio a 9 de junho de 2023. A margem de erro para o Brasil é de 3,5 pontos percentuais.

O futuro chegou: primeiro carro voador elétrico recebe permissão para testes do governo dos EUA

Se você sempre esperou por um futuro com carros voadores, ele acaba de ficar mais próximo. A startup Alef Aeronautics recebeu um certificado da FAA (Administração Federal de Aviação, do governo dos EUA) para testar de forma limitada o Modelo A, um veículo da empresa capaz de voar.

O veículo é totalmente elétrico, decola e aterrissa na vertical e tem autonomia de 320 km em estradas e 180 km nos céus. Com o Certificação Especial de Aeronavegabilidade da agência, a empresa poderá também exibir o carro em eventos, fazer mais voos limitados de testes e desenvolver a tecnologia de navegação.

O carro está em pré-venda e será comercializado por 300 mil dólares (R$ 1,4 milhão, no câmbio atual). A Alef espera começar as entregas no fim de 2025.

Como o registro é de “veículo de baixa velocidade”, é quase certo que o Modelo A trafegue a cerca de 40 km/h em estradas bem pavimentadas. “A suposição é que, se um motorista precisar de uma rota mais rápida, ele usará os recursos de voo de Alef”, esclarece o site da empresa.

O veículo está em desenvolvimento desde 2015 e, segundo a empresa, se diferencia de outros carros com capacidade de voo também certificada pela FAA por parecer um carro normal, não ter asas fixas e estacionar em qualquer vaga.

Além de aprovação da FAA, o Modelo A precisa de certificação da Administração Nacional de Segurança no Tráfego Rodoviário, o que a Alef espera conseguir em breve.

Robô vai substituir professor e médico, diz manifesto de CEO por trás de ChatGPT

O CEO da OpenAI, Sam Altman, diz acreditar que a inteligência artificial geral, capaz de superar humanos em habilidade cognitiva, vai revolucionar a sociedade. A substituição de homens por computadores tornaria possível baratear serviços de educação e saúde, cada vez mais caros nos Estados Unidos, no Brasil e em outros países.

Altman lidera a startup que desenvolveu o ChatGPT, chatbot que responde a perguntas diversas e e já tem mais de 100 milhões de usuários. A inteligência artificial seria a responsável pelo próximo grande boom de desenvolvimento, de acordo com essa personalidade do Vale do Silício. Esse movimento iria requerer uma resposta política drástica para distribuir riqueza.

O executivo levanta esses argumentos no manifesto Moore’s Law for Everything (Lei de Moore para Tudo, em tradução livre), publicado em 2021, antes do estardalhaço do robô inteligente. Esse axioma do Vale do Silício vaticina que o avanço tecnológico barateia produtos de forma contínua -a premissa é que a cada dois anos os chips dobram sua potência se mantendo com o mesmo preço.

“Nos últimos 20 anos, os preços nos Estados Unidos de televisões, computadores e entretenimento baixaram. Mas outros custos com habitação, saúde e educação superior subiram significativamente”, escreve Altman.

A solução para habitação viria com robôs construtores, fabricados por outros robôs, segundo o CEO da OpenAi. Para educação, inteligências artificiais docentes no lugar de professores universitários com altos salários. Na saúde, médicos automatizados permitiram economia. O segredo seria dar escala ao trabalho feito exclusivamente por humanos hoje.

De acordo com Altman, é possível conseguir qualidade de vida adquirindo mais dinheiro ou com queda de preços. “Riqueza é poder de compra: o quanto podemos comprar com os recursos que temos em mãos.”

O próprio executivo reconhece, porém, que a substituição de mão de obra intelectual por máquinas seria uma nova fonte de desemprego. Parte desse problema seria superada com novos empregos -“a humanidade sempre cria novas profissões”.

Para o CEO da OpenAI, a produtividade ganha com sistemas de inteligência artificial diminuiria a carga horária e garantiria mais tempo criativo às pessoas. O economista John Maynard Keynes havia estimado, em 1930, que o homem do século 21 trabalharia 15 horas por semana, o que é realidade para muito poucos.

Os governos precisam ajudar com políticas públicas, conforme o raciocínio de Altman: deveriam mudar o foco da tributação de renda para impostos sobre ativos, como ações e terras. Isso permitiria redistribuir capital. Assim, qualquer cidadão teria capacidade de capitalização. A inspiração vem do sucesso do imposto fundiário, proposto pelo economista norte-americano Henry George.

As duas principais fontes de riqueza seriam papéis de empresas, sobretudo as de inteligência artificial, e propriedades fundiárias.
Questionado pelo colunista do New York Times Ezra Klein, em podcast gravado em 2021, sobre qual governança permitiria tantas mudanças no curto prazo, Altman respondeu que seria necessário pensar em um sistema democrático global. “Precisamos descobrir como fazer isso logo. Há muitas razões para ser pessimista.”
Altman ainda concordou com Ezra Klein que seria má ideia ter líderes radicais como o ex-presidente dos EUA Donald Trump ou autoritários como o ditador chinês Xi Jinping no comando de sistemas de inteligência artificial geral. Logo antes da entrevista, a OpenAI havia liberado acesso ao GPT-3, gerador de linguagem por trás do ChatGPT.

Baseado no sucesso da indústria da informática, o texto também desconsidera os recursos materiais necessários para construção de infraestrutura de comunicação e processamento de máquinas.

Transparência e prestação de contas em toda a cadeia produtiva da IA, desde a mineração até o funcionamento do algoritmo é um passo-chave para empregar essa tecnologia de forma responsável, segundo o pesquisador de Oxford Callum Cant. Ele lidera o projeto Fair Work for AI, que presta consultoria para big techs.

O historiador da ciência Pedro Silveira, da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), afirma que a ausência de menções ao impacto da atividade humana na Terra pode estar relacionada a fé na geoengenharia -tecnologias para compensar mudanças climáticas.

Altman, de fato, gasta para viver em futuros adversos. Em 2018, ele investiu US$ 10 mil dólares para reservar o serviço da startup Nectome, que promete digitalizar o cérebro para preservá-lo em computadores.

Silveira também critica a tese de que toda a organização social se desenvolva a partir de um nicho econômico, como a inteligência artificial. “As decisões ficariam concentradas nas mãos de norte-americanos, de maioria branca, moradores da Califórnia, com passagem pela Universidade de Stanford. A diversidade social é muito pequena”.