COLUNA DO ITAMAR FRANÇA

OU VAI OU RACHA – O debate em curso sobre a participação de candidatos com mandato nas eleições municipais deste ano dentro do Partido dos Trabalhadores (PT) de Afogados da Ingazeira continua. A presidente municipal do partido, Mônica Souto, lidera uma linha mais dura, defendendo a possibilidade de eleger um vereador ou vereadora alinhado com os princípios do PT, argumentando que isso seria mais coerente com os ideais do partido. No entanto, diante da maioria do diretório que apoia o projeto de aceitar nomes mais robustos para a disputa, Mônica reconhece que não há outra alternativa senão acatar essa decisão. A justificativa de alguns integrantes da ala menos radical é de que o partido precisa ter representatividade na Câmara Municipal e que no formato que está, o PT servirá de calda para o Partido Verde (PV) que conta com a ex-vereadora Joana Darc e a ex-conselheira tutelar Simone Xavier.

10.100+ Megafone Clipart Ilustração de stock, gráficos vetoriais e clipart royalty-free - iStockO RECADO FOI DADO… – Pré-candidatos do PT e PV deixaram um alerta claro: caso a federação PT, PV e PC-do-B seja obrigada a aceitar candidatos com mandato para a disputa proporcional, alguns dos postulantes já sinalizaram que desistirão de concorrer nas eleições municipais. Essa decisão é condicionada à permanência dos candidatos apenas se o partido não filiar políticos que possam desequilibrar o jogo político, mantendo uma competição mais justa e equilibrada.

O FANTASMA DO PSB… – O PSB de Afogados da Ingazeira conta com um grupo forte da molesta. Com quatro vereadores de mandato buscando a reeleição – Vicentinho, Raimundo do Foto, Cícero Miguel e Renaldo Lima – o partido se prepara para ampliar ainda mais a represnetatividade no legislativo municipal. Há rumores sobre o ingresso do vereador César Tenório (PDT) e outros nomes na legenda. O secretário municipal de Agricultura Rivelton Santos, que também é suplente de vereador já é filiado ao partido. A matemática é clara: apesar do bom quadro integrado ao partido, se não conseguir fazer CALDA, o partido pode perder representação na Câmara. O problema é que os cabas têm feito finca, fugido do partido como o cão foge da cruz. O time é pesado!

Crise: Compositor e cantor gospel famoso "leiloa" suas músicas nas redes sociaisQUEM SERÁ? – No final de seu segundo mandato à frente da gestão de Flores, o prefeito Marconi Santana (PSB) encara a missão de escolher seu sucessor para disputar a prefeitura. Com uma gestão avaliada como satisfatória, porém com diversos gargalos, na zona rural, o prefeito tem alguns nomes em consideração para o cargo. Entre os mais mencionados estão Jeanne Lucas, Ivan do Mercado e Giva Ribeiro, este último é irmão do saudoso radialista e vereador Alberto Ribeiro. Há uma predileção pessoal por determinado nome, mas a escolha permanece guardada a sete chaves, aguardando o momento certo para ser anunciada. Giva seria uma questão de representatividade em lembrança ao irmão, que foi amigo e aliado fiel de Marconi.  Ivan do Mercado é considerado um bom candidato, com boa aceitação na cidade e estrutura para ser indicado e Jeane Lucas, por sua vez, é vista como alguém com uma relação de aproximação e lealdade ao gestor.

FORA DO PÁREO – Com a confirmação do prefeito de Tacaratu, Washington Ângelo (MDB), de buscar a reeleição, o ex-prefeito Dadau se vê fora da disputa, a menos que venha a compor uma chapa com o pré-candidato da oposição, Gersinho, filho do ex-prefeito José Gerson (PSB). Dadau, que faz parte do grupo situacionista, tinha a expectativa de ser o candidato de Washington, que vinha enfrentando um desgaste político. Agora, a cena política local parece se encaminhar para um confronto entre as duas principais forças do município.

DECIDINDO – Por falar emn Tacaratu,, o vereador Aécio Lima (Avante) está prestes a decidir seu futuro político neste mês de março, ponderando se irá ou não lançar sua candidatura à prefeitura. Eleito no grupo do atual prefeito Washington, Aécio rompeu politicamente e agora faz uma oposição ferrenha ao gestor. Descartando a possibilidade de compor chapa como vice, ele considera concorrer à reeleição na Câmara Municipal caso não seja o candidato principal.

DEIXOU O PSB – Após sete anos à frente do diretório municipal do Partido Socialista Brasileiro (PSB) de Belo Jardim, o vereador Nilton Senhorinho anunciou sua saída da legenda. Anteriormente um crítico ferrenho, o parlamentar tornou-se um aliado próximo do prefeito Gilvandro Estrela (UB), a quem criticava veementemente na Câmara Municipal. Agora, Senhorinho planeja se filiar a um partido da base governista. A adesão do ex-socialista ao grupo governista gerou um descontentamento tremendo nos setores da oposição, já que Senhorinho descia a macaca na atual gestão.
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