VISITA POSITIVA – A governadora Raquel Lyra (PSD) aproveitou a agenda com o presidente Lula (PT) para marcar posição no tabuleiro de 2026. Mesmo vaiada por parte do público, não abriu mão de estar ao lado do maior cabo eleitoral de Pernambuco. Nos bastidores, assessores avaliam que a presença foi estratégica: ela mantém diálogo com o Palácio do Planalto e garante imagens importantes para o próximo pleito, mesmo sem declarar alinhamento direto para não perder o eleitorado mais à direita. A visita foi considerada positiva por quem articula sua movimentação para o futuro político.
VAIAS NÃO ATRAPALHARAM – Críticos tentaram transformar as vaias a Raquel Lyra em prejuízo político, mas a leitura no Governo é inversa. Deixar de comparecer ao evento com Lula seria pior. A governadora se manteve firme, discursou ao lado do presidente e saiu da agenda com capital simbólico para usar em 2026. Para o núcleo político, Raquel ganhou mais do que perdeu.
DEPUTADOS MILITARES – O enfraquecimento da direita e a falta de um nome forte no estado devem dificultar a reeleição dos deputados Joel da Harpa, Alberto Feitosa e Coronel Meira, todos do PL. Sem o empuxo de 2022 e com a base desmotivada, o trio busca reorganizar a militância para tentar preservar espaço na Alepe e na Câmara.
NÃO DEPENDE DA CASERNA – Fabrízio Ferraz mantém força mesmo sem voto da tropa. Apesar de ser militar, Fabrízio Ferraz tem reeleição encaminhada. O deputado construiu bases sólidas no interior e não depende do voto da caserna, o que o mantém competitivo mesmo com o cenário turbulento da direita.
DESAFIO – Tradicionalmente eleito com o voto da tropa, Joel da Harpa chega a 2026 com obstáculos extras: crise na direita e insatisfação entre os policiais por causa de salários, hospital da PM e convênios. O parlamentar tenta reanimar a base para evitar perda de espaço na Alepe.
FALTA REAPROXIMAÇÃO – O Coronel Meira, embora atuante na Câmara Federal, ainda não realizou visitas aos batalhões do interior e SErtão do estado — principal reduto da sua votação. Aliados avaliam que, sem ampliar o corpo-a-corpo, o deputado pode não repetir o desempenho expressivo de 2022.
RETORNO – A ida do vereador Luiz Heleno à residência de Marconi Santana, nesta quarta-feira, rendeu forte repercussão nos bastidores de Flores. Ao lado da família, de Jeane e de Lucila Santana, o parlamentar reafirmou — sem discursos ou anúncios formais — sua sintonia com o projeto político liderado por Marconi no Pajeú. O gesto, discreto mas expressivo, foi interpretado como um retorno definitivo ao grupo de Marconi e como reconhecimento da liderança que o pré-candidato à Alepe exerce no município. oni e sinaliza coesão entre as principais lideranças de Flores.
MULTADO – A Primeira Câmara do TCE julgou parcialmente cumprido o Termo de Ajuste de Gestão firmado com São José do Belmonte para melhorias no transporte escolar. O ex-prefeito Romonilson Mariano recebeu multa de R$ 8.811,08. Entre as falhas persistem veículos sem autorização do Detran, ausência de rastreamento e baixa transparência. O município tem 90 dias para corrigir pendências.
RUPTURA – Em entrevista ao ElesPod, Podcast de Júnior Campos e Marina, o vereador Onofre Souza falou abertamente sobre sua ruptura com o ex-prefeito Marconi Santana. Onofre lembrou que, à época, integrava o grupo oposicionista que trabalhava o nome de Giba para a disputa, e reafirmou que sempre manteve alinhamento com o deputado Fabrício Ferraz — algo, segundo ele, conhecido por Marconi. Onofre rebateu críticas de Marconi aos deputados votados em Flores e destacou ações e recursos viabilizados por Fabrício para o município, reforçando que sua escolha teve fundamentos políticos e administrativos.
