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COLUNA DO ITAMAR FRANÇA

ESPERANDO A SOBRA… – A governadora Raquel Lyra (PSD) observa com atenção o quebra-cabeça que o prefeito do Recife, João Campos (PSB), precisa montar para definir sua chapa ao Senado. O problema é que, do lado dele, tem gente demais querendo a vaga.

Entre os nomes que circulam estão Silvio Costa Filho, Miguel Coelho, Marília Arraes e Humberto Costa, este último com vaga garantida. Todos com peso político e capacidade de somar votos. Como só existem duas vagas, alguém vai acabar ficando de fora e é justamente essa “sobra” que pode interessar ao palanque da governadora.

Enquanto João precisa de muita habilidade para não desagradar aliados importantes, Raquel segue na espera estratégica. No meio desse jogo, o presidente Lula pode ter papel decisivo, ajudando a acomodar interesses e orientar alguns desses nomes na composição das chapas. No fim das contas, quem errar menos nessa montagem pode sair com vantagem na corrida eleitoral..O FATO NOVO – O fato novo fo início dessa semana foi o comentário de que o ministro Silvio Costa Filho (Republicanos) pode acabar no palanque da governadora Raquel. Depois de uma conversa reservada no Palácio do Campo das Princesas, o clima teria sido de entendimento político.

A avaliação que circula entre aliados é de que Silvio estaria disposto a apoiar o projeto de reeleição da governadora e, nesse cenário, seu nome poderia entrar na disputa por uma das vagas ao Senado na chapa governista. Ele deve conversar com o presidente Lula para tratar do cenário político e também de sua situação no ministério.

Enquanto isso, no meio político já se especula que a montagem da chapa de Raquel pode ganhar forma em breve. Caso o movimento se confirme, o jogo pelo Senado em Pernambuco tende a esquentar ainda mais nos próximos meses…

XADREZ ELEITORAL – Faltando menos de vinte dias para o fim do prazo da janela partidária, Pernambuco vive uma verdadeira corrida pela montagem das chapas para deputado estadual e federal. O desafio dos partidos agora é fechar nominatas competitivas capazes de garantir vagas na Assembleia e na Câmara. Siglas como PSB, PSD, PP, Avante, Republicanos, Podemos, PDT, PT, PV, PCdoB, MDB, PSOL, dentre outras estão nessa disputa silenciosa para atrair candidatos com potencial de voto.

O jogo é pesado e é preciso um grupo que some votos suficientes para alcançar o quociente. Por isso, muitos políticos andam de partido em partido avaliando onde a chance de vitória é maior. Não são poucos os exemplos de candidatos que tiveram boa votação e acabaram fora porque a chapa não alcançou o número necessário de votos. No fim das contas, essa disputa virou um verdadeiro jogo de xadrez político: quem montar o time mais competitivo, leva mais cadeiras.PEÇAS VALIOSAS – Falando nisso, com as novas regras da eleição proporcional, os partidos passaram a concentrar seus candidatos em poucas chapas realmente competitivas. Desde o fim das coligações, cada sigla precisa montar sua própria nominata e alcançar votos suficientes para garantir vagas. Por isso, candidatos com mandato ou base eleitoral forte viraram peças valiosas nesse jogo. São eles que ajudam a puxar votos e dar sustentação às chapas, num verdadeiro quebra-cabeça político para não ficar de fora da divisão das vagas.

E O MDB? – Vem tentando organizar suas peças. Para a Câmara Federal, a expectativa é de montar uma chapa boa. Já para a disputa da Alepe, o cenário não parece tão seguro. O deputado Jarbas Filho, pode acabar buscando outro partido para disputar a reeleição caso não veja força suficiente no MDB. Também existe dúvida sobre o caminho de Waldemar Borges, que avalia se permanece no partido ou se migra para o PCdoB. Diante disso, cabe a Raul Henry, correr contra o tempo para montar uma chapa que pelo menos garanta uma vaga na Alepe, algo que em outras eleições acabou escapando por falhas de articulação…

 POUCO FÔLEGO – Pesquisas que foram divulgadas  mostram uma dificuldade clara para o senador Fernando Dueire (MDB) ganhar musculatura eleitoral. Enquanto nomes como Marília Arraes aparecem com índices altos e Humberto Costa também marca presença nas intenções de voto, Dueire ainda patina em números bem modestos.

Nos bastidores, muita gente reconhece que o senador é um político correto, educado e que mantém diálogo com as bases. O problema é que, até agora, isso não tem se transformado em empolgação do eleitorado.

Também pesa o fato de que ele chegou ao Senado como suplente de Jarbas Vasconcelos, após o titular deixar o cargo por questões de saúde. Se os números não reagirem, cresce a avaliação de que sua permanência numa chapa majoritária pode ficar complicada, restando como alternativa uma disputa para deputado federal.

CONVITE OUSADO – Informações que chegaram à redação do Bloh do Itamar, dão conta de um episódio curioso nos bastidores da política do Pajeú. Durante o trajeto para o distrito de São Vicente, em Itapetim, a prefeita Aline Karina (PSB) teria recebido um convite inusitado: se filiar ao Partido Social Democrático (PSD), partido da governadora Raquel Lyra.

Segundo relatos, o convite partiu de um dos integrantes do carro que levava a governadora e sua equipe. Aline, no entanto, preferiu o silêncio. Não disse que sim, não disse que não e também não comentou se iria analisar a proposta.

O que mais chamou atenção nos bastidores não foi nem a resposta da prefeita, mas a ousadia de quem resolveu fazer o convite ali mesmo, no meio da viagem. Na política, como se sabe, tem gente que não perde a oportunidade de tentar a soma…

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