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COLUNA DO ITAMAR FRANÇA

EMBOLADO – A primeira pesquisa divulgada em Pernambuco Instituto Ipespe mostra a deputada federal, Marília Arraes (SD) liderando os números de intenção de votos, com os outros quatro pré-candidatos ao Palácio empatados tecnicamente, isso porque a margem de erro é de 3,2% para mais ou para menos. Raquel Lyra (PSDB) tem 13%, Anderson Ferreira (PL) tem 12%, Danilo Cabral (PSB) 10% e Miguel Coelho 9%. Nesse caso, o quadro está pra lá de embolado, podendo qualquer deles ir ao segundo turno. Danilo chega aos dois dígitos e pode avançar mais pela estrutura de grupo, afinal o socialista conta com o apoio do governador, do prefeito do Recife e mais de 130 prefeitos. Apesar de ser um crescimento lento, é um dos favoritos para disputar a segunda etapa do pleito.

NÃO SOMOU – A permanência do deputado federal e presidente estadual do Progressista, Eduardo da Fonte na Frente Popular de Pernambuco não somou em absolutamente nada, mas por outro lado, o PSB neutralizou a formatação de um fato novo no palanque de Marília. Da Fonte ficou sem terra nos pés e sem a liderança do grupo, ao liberar partidários para votar em pré-candidatos adversários de Danilo Cabral. Em suma, sua permanência não influenciará tanto, pelo menos em soma. Para os críticos de plantão, Dudu é só mais um político igual a muitos outros, fisiologista e só pensa no próprio umbigo, ou ‘imbigo’, como diz o matuto.

INCONSTANTE – Por falar nisso, Dudu da Fonte (PP) fez uma da gota com Marília, André e Sebastião Oliveira. O progressista assanhou a água, fez com que André e Sebá timbungasse na praia de Marília, adispois ficou adonde tava. Mas a Frente Popular não confie não, porque se ele (Dudu) assistir os números crescentes para uma eventual vitória de Marília ou quem quer que seja no segundo turno, ele pode vazar de vez e deixar o PSB a ver navios.

ATIRANDO NO PÉ – A deputada estadual e pré-candidata ao senado, Teresa Leitão (PT) anda danado atacando a ex-petista, Marília Arraes (SD) pré-candidata ao governo do estado. A estratégia da petista ao atacar a neta de Arraes, parece não ser boa, isso porque, grande parte do eleitorado de Marília tem a tendência de votar em Teresa que pode involuntariamente espantar. Pelos números das pesquisas está claro que um número significativo do eleitor de Marília tem um alinhamento maior a linha política de Teresa, tanto que a neta de Arraes não está associando seu percentual a André de Paula (PSD), aliado de primeira hora. Se continuar falando pelas ventas, Teresa vai tomar águas nos ouvidos…

CAINDO – Os números das pesquisas de intenção de votos tem demonstrado certo declínio na pré-candidatura de Miguel Coelho (UB). O fato de ter se posicionado um político ‘café com leite’, acendendo uma vela pra Lula e outra para a neutralidade, esquecendo um gesto de gratidão a Bolsonaro que o ajudou muito enquanto gestor de Petrolina, tem levado o projeto do jovem por água abaixo. Miguel é sem sombra de dúvidas, um grande quadro político e talvez o mais preparado para governar Pernambuco. Está se perdendo nos subterfúgios fadados de uma política dúbia, sem posição e sem uma identidade, mas isso se deve aos passos encaminhados pelo pai, que como falou o ex-prefeito José Patriota (PSB), “FBC é igual a Ronaldinho, difícil de marcar, porque ninguém sabe em que posição joga.”

SEGUNDO TURNO – Já foram divulgadas pelo menos seis pesquisas com os números da corrida eleitoral em Pernambuco, depois que Marília Arraes deixou o PT e lançou sua pré-candidatura ao governo. Os institutos Conectar, Opinião, Ideia, Paraná, Potencial e agora o Ipespe trouxeram resultados com diferenças pequenas, batendo no mais importante: Marília (Solidariedade) hoje tem a preferência dos pernambucanos, com mais chances de disputar o segundo turno do que seus oponentes. As pesquisas também mostram, principalmente as duas últimas, do Potencial Inteligência e Ipespe, que a segunda posição ainda não está definida. Raquel Lyra (PSDB) ainda está na vice liderança, mas ameaçada por Anderson Ferreira, que está empatado tecnicamente com a ex-prefeita de Caruaru. Todos os institutos também mostram que Danilo Cabral (PSB) vem crescendo lentamente e agora, pelo Ipespe, fica claro que a tendência do pré-candidato da Frente Popular é ultrapassar os oposicionistas, pelo menos os que estão do segundo lugar pra baixo. Quando a campanha começar pra valer, com propaganda eleitoral no rádio e televisão, Cabral, que tem mais prefeitos, vereadores e deputados lhe apoiando, pode muito bem sair dos dois dígitos a que chegou para muito mais. Pensar que o socialista chegará a 20% não é delírio, os números e os apoios do candidato do governo sinalizam pra isso. Raquel Lyra começou a ser destronada quando outra mulher entrou no páreo, agora é ameaçada por Anderson e pelo voto bolsonarista. Miguel, que só tem percentuais expressivos no Sertão, já aparece atrás de Danilo, embora empatado tecnicamente, mas se continuar caindo, qual seu poder de reação? A tendência é ficar mesmo para trás mesmo. Em Pernambuco dificilmente a eleição será definida no primeiro turno. São cinco bons candidatos, com voto, porém apenas dois vão passar para a etapa final. Levando em conta todas as pesquisas, os candidatos e os apoios que eles têm, não será nenhuma surpresa uma disputa, no segundo turno, entre Marília Arraes e Danilo Cabral. E aí o resultado será imprevisível, porque não dá pra saber com antecedência se todos os votos da oposição irão para Marília e o que fará Lula, caso este vença a eleição presidencial logo no primeiro turno. Segundo Roberto Almeida, se o petista, eleito, entrar pra valer na campanha da Frente Popular, num eventual segundo turno em Pernambuco, Marília precisará de muita habilidade para se manter na preferência do eleitor. Agora, se acontecer um desastre e Danilo não for para a segunda etapa da eleição, por ficar atrás de Raquel ou Anderson, aí Lula ficará com a neta de Miguel Arraes, que pode se beneficiar do prestígio do líder petista. E se Lula tiver que disputar um segundo turno contra Bolsonaro? Neste caso, o petista terá de se preocupar com a própria vida, deixando que os envolvidos na política de Pernambuco resolvam suas diferenças sem ajuda nacional. O certo é que ninguém está garantido. Por enquanto não há um favorito consolidado para ocupar o lugar de Paulo Câmara no Palácio das Princesas.

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