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Danilo, Marília, o eleitor volúvel e a intenção de votos…

Dentro da probabilidade do que imagina o produtor desse conteúdo, de cada 3 eleitores, pelo menos 1 é volúvel. Isto é: admite mudar seu voto. Nos últimos meses foram divulgados levantamentos técnicos de intenção de voto em Pernambuco. Marília Arraes (SD) lidera e com folga, somando até o dobro da segunda colocada, a ex-prefeita de Caruaru Raquel Lyra (PSDB).

Danilo Cabral, pré-candidato da Frente Popular aparece com apenas 5% intenções de voto. Sem ter ainda se movimentado, as projeções indicam crescimento, isso não tenha dúvida. E por que destacamos no texto, Danilo Cabral? Justamente por ser a incógnita do jogo. Como dono de instituto de pesquisa, posso afirmar que há uma tendência de oscilação na intenção de votos quando começar o Pega pra capar, expressão usada que significa “na hora do vamos ver”, “na hora H”, referindo-se a uma situação e um momento difícil.

Está em campo agremiações partidárias diferentes, propostas que serão apresentadas com as mais diversas promessas de melhorar Pernambuco. Nesse contexto, o guia eleitoral em emissoras de rádio e TV deve influenciar o eleitorado, principalmente o inseguro. Há os que estão seguros e os volúveis, que estão hoje na casa dos 40% divididos entre Marília Arraes (SD) e Danilo Cabral (PSB), basta somar a média de 32% para a neta de Arraes e 8% em média para Danilo.

A perspectiva do PSB é ampliar esse percentual com a imagem de Lula, momento aguardado para o ex-presidente anunciar que seu palanque é o da Frente Popular e seu candidato é Danilo Cabral. É justamente onde ocorrerá a oscilação desse eleitorado volúvel. Cabral não irá tirar votos de Anderson, Raquel, nem Miguel, ou seja, porque o eleitorado da Frente Popular ficou concentrado em boa parte com Marília.

Na balança do imaginário, ao passo em que Cabral subir, a tendência é que Marília caia nos números estatísticos. É possível que no primeiro turno, tenhamos três candidatos na casa de 20% das intenções de votos. Se isso vier a acontecer o jogo estará mesmo embolado. Uma coisa é certa: o PSB não vai entregar o comando do estado fácil porque o time é forte, a estrutura é pesada e há uma questão de honra de a cúpula do partido não deixar Marília suplantar o projeto que em se consolidando terá um feito inédito de mais tempo na administração do estado.

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