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Entre desatenção e descontentamento, Danilo, Edson Henrique e Zé Negão seguem com Raquel?

A recente fala do engenheiro e ex-candidato a prefeito de Afogados da Ingazeira, Danilo Simões (PSD), trouxe à tona o incômodo com a governadora Raquel Lyra (PSDB) e a forma como o Palácio tem tratado os aliados locais. Com quase 10 mil votos nas últimas eleições municipais, Danilo sente-se relegado a um segundo plano, sobretudo diante do espaço concedido a Mário Viana Filho, que sequer foi votado em Afogados, mas aparece como prioridade nas articulações do governo.

Nos bastidores, há quem interprete a declaração de Danilo como um recado velado à governadora: ou o tratamento muda, ou ele pode repensar sua permanência na base. Para alguns aliados, o ex-candidato teria dado, de maneira tácita, um prazo para uma decisão mais firme. Outros, porém, acreditam que Danilo seguirá no cargo, ainda que de forma desconfortável, numa relação em que a governadora lhe oferece pouca “migalhas de atenção”. Afinal, como lembram os observadores políticos, a eleição que se aproxima é a de Raquel, e não a dele.

O impasse não envolve apenas Danilo. Nomes como Edson Henrique e Zé Negão também aparecem nesse tabuleiro, gerando questionamentos sobre se permanecerão ou não alinhados à governadora. Até o momento, a leitura predominante é que todos continuarão no grupo de Raquel, mesmo diante da sensação de descaso.

Para muitos, o episódio evidencia uma postura de desinteresse do governo estadual em relação a Afogados da Ingazeira, onde lideranças que conquistaram votos efetivos em 2024 se queixam de falta de espaço e reconhecimento. O risco, avaliam analistas, é que essa desatenção acabe desgastando a própria governadora em uma cidade estratégica do Sertão.

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