Escolas públicas de Brasília separam meninas e meninos para ensino presencial

Duas escolas públicas de Brasília decidiram retornar ao ensino presencial dividindo as turmas por gênero. Segundo comunicado oficial do Centro Educacional do Lago Norte (Celan) e do Centro Educacional Lago Norte (Cedlan), a normativa para o ensino híbrido deve ser organizada entre “meninas/moças” e “meninos/rapazes”. Enquanto as mulheres fazem o ensino presencial, os homens se mantém nas aulas remotas e assim sucessivamente.

O plano feito por um comitê das escolas em área nobre da capital foi repudiado pelo Centro Brasiliense de Defesa dos Direitos Humanos do Distrito Federal (Centro DH), que entrou com uma representação no Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) contra as escolas.

No documento, a entidade questiona o porquê da segregação por gênero e considera um prejuízo para toda a classe escolar esse tipo de normativa.

“Nos reunimos com o MPDFT pedindo providências. Toda sociedade perde com uma medida dessa. Como será feita a convivência harmônica entre os gêneros? O respeito mútuo? e a comunidade LGBTQIA+ como fica?”, questiou o presidente da entidade, Michel Platini.

No requerimento, o Centro DH pede agendamento com as escolas para mediar uma solução para o problema; abertura de diálogo com a Secretaria de Educação, além de uma recomendação que vise a educação inclusiva no DF.

Por meio de nota, a Secretaria de Educação do DF afirmou que as unidades escolares da rede pública de ensino têm autonomia para tomada de decisões, princípio básico da gestão democrática.

“O Centro de Ensino Lago Norte (Celan), já no decorrer de setembro, mesclará os grupos. Em relação ao Centro Educacional Lago Norte (Cedlan), a escolha de separar moças e rapazes foi feita com a participação da comunidade escolar, apenas para a primeira semana de aula presencial. Os grupos já estarão compostos com os dois gêneros na próxima semana”, assegurou.

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