O último domingo, 19/7, foi histórico para a cultura de Afogados da Ingazeira: cinco curtas produzidos entre 2024 e 2025 foram exibidos na tela do Cine São Luiz, no centro do Recife.
Financiados pela Lei Paulo Gustavo de Afogados, os filmes compuseram a mostra “Olhares Afogadenses”, com produção do jornalista Leonardo Lemos.
“Foi incrível ocupar aquele Cinema histórico mas principalmente ver o nome de Afogados no letreiro. Imagine milhares de pessoas vendo o nome ‘Afogados’ na Boa Vista todos os dias… Isso tem um peso para a nossa cultura muito relevante”, reflete.
Foram exibidos “Aquilo que a Memória Amou”, de Silmara Marques, “A Ponte”, de Richard Soares, “Cicatriz”, de Luciio Vinicius, “Salan” de Bruna Tavares e “Casinha de Mureta ” de Leonardo Lemos.
Pedro Severien, curador dos Cinemas São Luiz em Recife e Guarany em Triunfo, reforçou o espaço sempre aberto dos equipamentos públicos para o audiovisual pernambucano.
Após a exibição, um debate foi promovido, com abertura pela Cineasta Uilma Queiroz, que tem uma forte produção local e também exibiu nos cinemas o longa “O Bem Virá” , que resgata histórias de mulheres grávidas nas fretes de emergência Afogadenses na década de 1980. “Com um Cine São José no nosso dia a dia, deveríamos investigar: será que ninguém fez cinema em Afogados antes de nós?”, provocou.
Lourdes Luna, da ONG Mulher Maravilha, também falou sobre o papel precursor de Afogados ao longo do tempo, principalmente com a comunicação graças à Rádio Pajeú de Educação Popular e o trabalho social e de efrentamento à ditadura liderado por Dom Francisco.
O debate ainda contou com falas de Silamara Marques sobre escolas Radiofônicas, Laís Rayane sobre seus diferentes papéis de produção em quatro dos cinco filmes, Richard Soares sobre audiovisual de resistência e Leonardo Lemos como mediador.
A mostra volta a Recife em agosto para exibição na Uninassau, e a Caruaru também em agosto, na ETE Estadual, dentro do Pernambuco Meu País. Fotos: Òrànmíyàn @oranian
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