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João Campos diz que Lula fará campanha em Pernambuco

O pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), afirmou nesta sexta-feira (31) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participará da campanha eleitoral no Estado. Segundo o socialista, o petista já sinalizou que cumprirá agenda em Pernambuco após o início oficial da campanha, a partir de 16 de agosto.

A declaração foi dada ao Jornal do Commercio após João participar da primeira sabatina promovida pelo Porto Digital com os candidatos ao Governo de Pernambuco. Na entrevista, o ex-prefeito do Recife destacou a relação política com Lula e afirmou que o presidente já confirmou presença na campanha.

“O presidente já sinalizou faz muito tempo que estará conosco na eleição. Após o dia 16 começa a campanha, vai ter agenda dele em Pernambuco”, afirmou.

João também comentou a participação na convenção nacional do PSB, realizada na quinta-feira (30), em Brasília, que homologou a candidatura à reeleição de Lula tendo o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) novamente na chapa. Segundo ele, houve conversas com o presidente durante e depois do evento.

“O presidente estava muito feliz, leve, descontraído. A gente conversou bastante ali sentado, depois ainda falei com ele no telefone. Ele me ligou para dizer que estava muito feliz, que estava animado”, relatou.

Ainda ao comentar a convenção, João destacou a aliança nacional entre PSB e PT e afirmou que Pernambuco integra um dos principais palanques da campanha presidencial.

“A gente ficou muito feliz de fazer uma convenção homologando uma candidatura de Alckmin para vice-presidente. São 13 estados do Brasil onde o PSB fez um movimento direto de construção dos palanques e, nos 27 estados do Brasil, a gente está junto, lado a lado, com o presidente Lula”, disse.

Alinhamento com Lula visando atrair investimentos para Pernambuco
Durante a sabatina promovida pelo Porto Digital, João destacou que, caso seja eleito e Lula consiga a reeleição, pode garantir a retomada da capacidade de Pernambuco de atrair grandes investimentos, com um alinhamento com o governo federal.

Ao responder perguntas sobre os impactos da reforma tributária, o pré-candidato defendeu que o Estado precisará iniciar um novo ciclo de desenvolvimento baseado em infraestrutura, inovação e qualificação profissional. Na avaliação dele, esse processo dependerá também de maior articulação política com Brasília.

“É um momento em que a gente vai ter que consolidar e maximizar os investimentos federais em cooperação com o Estado”, afirmou.

Como exemplo, João citou a Refinaria Abreu e Lima, em Suape, e a fábrica da Jeep, em Goiana, que, segundo ele, simbolizam um período em que Pernambuco conseguiu transformar influência política em grandes empreendimentos.

“Sem os dois, não teria esses dois empreendimentos. Os dois representam 25% da arrecadação estadual”, declarou, ao atribuir a chegada dos projetos à atuação do presidente Lula e do então governador Eduardo Campos.

Na mesma linha, o socialista afirmou que, se eleito, pretende solicitar ao presidente que a Ferrovia Transnordestina passe a ser executada pelo Governo de Pernambuco, em um modelo semelhante ao que vem sendo discutido para o sistema metroferroviário do Recife.

“Em janeiro do ano que vem eu vou pedir ao presidente que passe a Transnordestina para Pernambuco”, disse.

Críticas à perda de protagonismo de Pernambuco
Durante a sabatina, João também afirmou que Pernambuco perdeu protagonismo na disputa por grandes investimentos nacionais e citou projetos anunciados em estados vizinhos, como a instalação da montadora chinesa BYD na Bahia e o data center do TikTok no Ceará.

“Qual é a próxima refinaria ou uma fábrica da Jeep que vieram para Pernambuco nos últimos anos? Zero”, afirmou.

Segundo o pré-candidato, a reforma tributária exigirá uma mudança na estratégia de desenvolvimento dos estados, com investimentos em infraestrutura e formação de mão de obra para manter a competitividade.

Foi nesse contexto que João defendeu um “modelo JK” para Pernambuco, em referência ao ex-presidente Juscelino Kubitschek e ao Plano de Metas conhecido pelo lema “50 anos em 5”.

“Vai ter que ser feito um modelo JK na infraestrutura de Pernambuco para poder vencer o gargalo de competitividade que a reforma tributária vai implantar”, declarou.

O socialista ainda afirmou que Pernambuco precisará “correr mais” que os estados vizinhos para voltar a disputar novos empreendimentos e recuperar espaço na economia nacional.

*Com informações do JV Online

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