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Lula entra em campo por João, mas efeito ainda é uma incógnita

O presidente Lula (PT) resolveu entrar de vez na disputa pernambucana e declarou apoio público ao prefeito do Recife, João Campos (PSB). O vídeo divulgado nesta segunda-feira era aguardado há semanas pelo PSB, que vinha cobrando um gesto mais claro do presidente em favor do aliado.

O movimento acontece justamente num momento em que João tem enfrentado dificuldades para ampliar sua vantagem nas pesquisas. Nos últimos levantamentos divulgados, a disputa com a governadora Raquel Lyra (PSD) aparece bastante apertada, mostrando que a eleição promete ser uma das mais disputadas dos últimos anos.

Mas quem espera uma mudança imediata nos números pode precisar ter paciência. As pesquisas que devem sair ainda esta semana provavelmente não vão refletir o impacto do apoio de Lula. Isso porque a maior parte das entrevistas já havia sido realizada antes da declaração do presidente. O verdadeiro efeito desse apoio só poderá ser medido nos levantamentos das próximas semanas.

Nos bastidores, a expectativa da equipe de João é que a entrada de Lula na campanha ajude a fortalecer sua imagem principalmente entre os eleitores mais ligados ao governo federal. Já do lado de Raquel, a avaliação é diferente. Aliados da governadora lembram que, em eleições passadas, candidatos apoiados por Lula nem sempre conseguiram transformar esse apoio em votos suficientes para vencer.

Os exemplos mais citados são os de Marília Arraes e Danilo Cabral. Ambos tiveram a presença e o apoio do presidente, mas acabaram derrotados pelos adversários. Por isso, a turma de Raquel acredita que o cenário pode continuar equilibrado mesmo com Lula entrando oficialmente na disputa.

Por enquanto, o que existe é expectativa dos dois lados. João espera que o reforço de Lula impulsione sua caminhada. Raquel aposta que sua gestão continuará falando mais alto para o eleitor. Enquanto isso, resta aguardar os próximos números para saber se o apoio do presidente terá força para mexer no tabuleiro ou se a corrida continuará do jeito que está: voto a voto.

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