Jé se configura uma possível formatação da chapa da deputada federal, Marília Arraes (SD) na disputa pelo Palácio do Campo das Princesas.
A neta de Arraes encabeçará a chapa. Sebastião Oliveira (Avante) deve indicar o irmão, Waldemar Oliveira para a vice de Marília e André de Paula (PSD) deverá completar a chapa com a sua candidatura ao senado, além de contar com o apoio do deputado federal e presidente do PP, Eduardo da Fonte.
Os três ainda estão na Frente Popular, mas irão e desfalcar mais adiante, o time de Danilo Cabral.
A possível chapa de Marília lembra muito a que seu avô, Miguel Arraes, montou em 1986. Naquele ano, quatro depois de voltar de um exílio na Argélia de 16 anos e se eleger deputado federal, em 1982, o líder da esquerda concorreu ao governo pelo PMDB.
Escolheu Carlos Wilson, que tinha sido da Arena, como o seu vice. Em 86 eram duas vagas para o senado e Arraes indicou Antônio Farias (usineiro) para a disputa, juntamente com o deputado sertanejo Mansueto de Lavor.
Venceu nas urnas o candidato do PFL, José Múcio Monteiro, por pouco mais de 600 mil votos de diferença e ainda arrastou para a vitória Mansueto e Antônio Farias.
Arraes sempre defendeu alianças ao centro e com a direita e argumentava que o importante era manter a hegemonia do campo progressista.
Marília, que lidera as pesquisas em Pernambuco, repete a estratégia do avô e será uma forte concorrente à sucessão estadual.
Mas a disputa não será fácil. Outros bons pré-candidatos estarão na disputa.
Danilo Cabral, do PSB, tem a missão de dar continuidade à gestão de Paulo Câmara. Apesar das deserções, ainda tem o apoio da maioria dos prefeitos e deputados pernambucanos.
Raquel Lyra (PSDB) renunciou a prefeitura de Caruaru para disputar o governo. Está em segundo lugar nas pesquisas, com menos da metade de intenções de voto da representante do Solidariedade.
Outro ex-prefeito que está no páreo é Anderson Ferreira (PL), que governou Jaboatão dos Guararapes. É o representante de Bolsonaro em Pernambuco e aposta na vinculação com o presidente para chegar ao segundo turno.
Miguel Coelho (União Brasil) deixou a prefeitura de Petrolina para tentar o governo de Pernambuco. Gestor bem avaliado no Sertão, é filho do senador Fernando Bezerra Coelho.
Na última pesquisa, Anderson ficou um pouco à frente e Miguel. Por conta da margem de erro, os dois estão tecnicamente empatados, próximos de Raquel.
