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O MDB vai marchar com João ou com Raquel?

O partido se vê dividido entre o projeto do prefeito do Recife, João Campos, e a possibilidade de composição com a governadora Raquel Lyra, cenário que transformou o debate interno em um verdadeiro embróglio político.

Apesar de recente conversa entre Raquel e o presidente nacional do partido, Baleia Rossi, interlocutores da sigla afirmam que, nos bastidores, o apoio a João Campos para o Governo do Estado é tratado como tendência consolidada. O argumento central é estratégico: o MDB quer estruturar uma chapa competitiva para deputado federal e avalia que o prefeito teria maior capacidade de contribuir nesse processo de montagem e fortalecimento eleitoral.

A meta é eleger pelo menos dois parlamentares federais, contando com a reeleição de Iza Arruda. As conversas para atrair novos quadros já estariam em curso, dentro de uma lógica de fortalecimento da bancada na Câmara.

Entretanto, o quadro se complica com a circulação do nome do senador Fernando Dueire como possível vice na chapa de Raquel Lyra. A hipótese coloca o partido em posição delicada, já que significaria alinhamento direto com o Palácio do Campo das Princesas.

Na Assembleia Legislativa, a instabilidade também é evidente. Jarbas Filho pode deixar a legenda e migrar para o grupo da governadora. Já Waldemar Borges avalia alternativas caso o MDB não consiga montar uma chapa competitiva para deputado estadual.

No fim das contas, o MDB parece já ter lado no discurso, mas ainda precisa resolver suas próprias divisões internas. Porque, antes de escolher entre João ou Raquel, o partido precisa decidir se consegue caminhar unido.

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