Dólar fecha em alta pelo segundo dia consecutivo após falas de Lula

O dólar comercial fechou em alta pelo segundo dia seguido nesta quinta-feira, 19. No pregão da Bolsa de Valores do Brasil (B3) de hoje, a moeda norte-americana encerrou valendo R$ 5,17 — alta de 0,16%.

Ainda assim, a cotação final do dólar ficou abaixo da máxima do dia: R$ 5,25. Ao mesmo tempo, o Ibovespa terminou o pregão em alta, cotado a praticamente 113 mil pontos — crescimento de 0,6%.

A elevação do Ibovespa ocorre em meio a uma semana com notícias favoráveis. Entre elas, a expansão da economia chinesa e altas do petróleo. No pregão de hoje, as ações ordinárias e preferenciais da Petrobras ganharam cerca de 3%. As ordinárias da 3R Petroleum (RRRP3) subiram por volta de 2% e as da PetroRio, quase 4%.

Além disso, nessa quinta-feira, foi aprovado o pedido de recuperação judicial das Americanas. O juiz Paulo Assed Estefan, da 4ª Vara Empresarial do Rio, deu 48 horas para que a varejista apresente a lista completa de credores e os detalhes da dívida.

A empresa declarou um passivo de R$ 43 bilhões, com um total de quase 16 mil credores. Até o terceiro trimestre de 2022, data do balanço financeiro mais recente, a empresa informava ter um endividamento bruto próximo R$ 20 bilhões.

Conhecida no mercado, a Americanas é uma das maiores redes varejistas da América Latina. seus controladores são Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira, trio que comanda a Ambev.

Ibovespa tem 3ª queda consecutiva; Petrobras segue caindo

O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores de São Paulo, a B3, fechou em baixa nesta segunda-feira (16), marcando o 3º dia consecutivo de queda em uma sessão de baixa liquidez por conta do feriado do Dia de Martin Luther King Jr. nos Estados Unidos, que deixou os mercados fechados por lá.

O movimento de queda do Ibovespa foi puxado pela queda nos preços do petróleo e do minério de ferro no exterior e também refletiu o tom mais negativo dos papéis do setor financeiro, que tem grande participação no índice. Ao final da sessão, por exemplo, as ações da Vale e da Petrobras encerraram com perdas de mais de 2%, assim como Bradesco, que recuou 2,52% (ordinárias, sem direito a voto) e 3,27% (preferenciais) e Santander, que caiu mais de 4%.

Além disso, investidores ainda repercutiram a divulgação de mais uma edição do Boletim Focus do Banco Central, que elevou as projeções para inflação deste ano pela 5ª semana consecutiva, e continuaram de olho no caso Americanas, que na última semana anunciou um rombo de cerca de R$ 20 bilhões. Os papéis da varejista foram a piora perda do Ibovespa nesta segunda-feira. Ao final da sessão, o índice recuou 1,54%, aos 109.212 pontos.

Efeito Bolsonaro: Balança comercial tem superávit de US$ 61,8 bilhões em 2022

O valor total exportado pelo Brasil em 2022 cresceu 19,1% e o valor importado foi 24,3% maior do que o registrado em 2021. Assim, o superávit na balança comercial do país fechou o ano em US$ 61,8 bilhões, um pouco superior aos US$ 61,4 bilhões de 2021.

Os dados foram divulgados hoje (16), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre), no Indicador de Comércio Externo (Icomex).

Segundo a instituição, o saldo em novembro e em dezembro surpreendeu com a melhora das vendas para a China, com destaque para a agropecuária. O superávit do setor extrativo caiu e o déficit da indústria de transformação aumentou.

“As restrições da oferta agrícola associadas à guerra na Ucrânia e questões climáticas elevaram os preços agrícolas, pois o aumento no volume exportado foi 2,6% menor do que o da indústria de transformação. Na extrativa, preços e volume das exportações recuaram com o desempenho do minério de ferro desfavorável. O déficit na indústria de transformação é recorrente na balança comercial do Brasil desde 2009”, informou a FGV/Ibre.

Cenário mundial

Para este ano, o instituto projeta um menor crescimento da economia mundial, com taxa de expansão do Brasil abaixo de 1% e redução tanto nas exportações como nas importações.

No cenário internacional, o crescimento mundial pode ser afetado positivamente pelo relaxamento da política de covid zero na China, que projeta crescimento de 5% em 2023. Na União Europeia, a crise energética pode levar a um menor crescimento.

“O preço do petróleo irá continuar sendo afetado pelas questões geopolíticas e a recuperação das exportações da extrativa depende também da recuperação das vendas de minério de ferro para a China. No caso das manufaturas, a crise da Argentina não favorece o aumento das exportações de maior valor adicionado do setor automotivo. Numa primeira leitura, o saldo comercial de 2023 deverá ser menor que o de 2022”, destacou a FGV/Ibre.

Resultados

A principal contribuição para o aumento nos valores do comércio exterior foi a variação dos preços, com aumento de 13,7% para as exportações e de 21% nas importações na comparação de 2022 em relação a 2021. Em volume, a exportação cresceu 4,4% e a importação subiu 2,7%.

A participação das commodities (mercadorias) exportadas permaneceu a mesma com 68% do valor total e aumento de 13,9% dos preços e de 4,4% do volume. As não commodities variaram 13,5% em valores e 4,7% no volume.

O índice de preços ficou em 130,2, queda de 6,7% em relação a 2011. Já o índice do volume exportado das commodities alcançou o pico em 2022, com aumento de 2,4% em relação ao maior nível anterior registrado em 2020: 180,2.

Nas importações, as commodities passaram de 8,5% para 11,7% na participação do valor, com o crescimento dos preços de 47,9% entre 2021 e 2022. Em volume, a variação foi de 15,3%. Para as não commodities, as variações foram de 18,3% nos preços e 1,4% no volume.

Segundo o instituto, o aumento de preços das importações de commodities foi o maior registrado na série histórica, iniciada em 2008.

“A guerra na Ucrânia, os efeitos climáticos nas lavouras e os gargalos herdados e ainda não totalmente superados da covid 19 explicam o aumento nos preços das importações, o que impactou na inflação mundial e do Brasil”, explicou a FGV/Ibre.

Setores

Na avaliação da fundação, o valor adicionado da agropecuária deve diminuir no ano, afetando o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB – a soma de todos os produtos e serviços finais produzidos no país). Mas, segundo o instituto, o setor contribuiu positivamente para a balança comercial, com o saldo do setor passando de US$ 46,5 bilhões para US$ 65,8 bilhões entre 2021 e 2022.

Na indústria extrativa, houve queda do superávit, que passou de US$ 63 bilhões em 2021 para US$ 45,5 bilhões em 2022. O setor foi o responsável por 22,8% das exportações do país. A indústria de transformação ampliou o déficit de US$ 45,3 bilhões para US$ 48,5 bilhões, respondendo por 55,7% das exportações brasileiras. A agropecuária correspondeu a 21,3%.

Por setor, a agropecuária teve variação de 34% nos preços e o volume cresceu 2,6%. Na indústria de transformação, os preços subiram 15,7% e o volume, 8%. Na indústria extrativa, a queda registrada foi de 3,6% no preço e de 0,4% no volume.

A soja permanece como o principal produto exportado, seguido do petróleo bruto e o minério de ferro, apesar das vendas terem recuado em 35,3% com queda no preço e no volume.

Importação

No ano, a indústria de transformação foi responsável por 86% das importações brasileiras, seguida da extrativa (11,3%) e da agropecuária (2%). A extrativa teve alta de 79,6% em relação a 2021, com o aumento nos preços de 75,1% e de 3,8% no volume.

O FGV/Ibre aponta que o resultado se deve à compra de óleos brutos de petróleo, que tiveram aumento de 148,2% no valor, devido ao aumento nos preços de 47,5%.

A importação de bens de capital na agropecuária subiu 54,2% em volume, indicando que o setor espera um melhor resultado para 2023 na safra. Já na indústria de transformação, o volume de bens intermediários importados desacelerou diante de uma expectativa de menor crescimento da demanda.

Mercados

Com relação a mercados com os quais o Brasil mantém relações comerciais, o superávit com a China teve queda de US$ 11,3 bilhões na comparação com o ano anterior. O déficit com os Estados Unidos aumentou em US$ 5,7 bilhões. Com isso, esses dois países contribuíram para uma queda de US$ 17 bilhões no saldo comercial de um ano passa o outro.

Houve aumento de volume exportado para todos os mercados, exceto a China, que anotou queda de 2,8%, afetada pela diminuição no minério de ferro. Já a carne bovina teve aumento de 81% nas exportações para a China.

Com relação à Argentina, o agravamento da crise no país e as restrições cambiais levaram a uma redução de 22,1%. Já para a União Europeia, houve crescimento das exportações de 15,8% na comparação anual.

Pelo volume importado, a China teve alta de 12,6% e União Europeia subiu 3,8%. Quanto a preços de importações, os Estados Unidos subiram 33,1%, União Europeia, 19,6%, Argentina, 16,9% e China teve alta de 13,6%.

Agência Brasil

Presidente da Caixa anuncia suspensão do consignado do Auxílio Brasil

A nova presidente da Caixa Econômica Federal, Rita Serrano, disse nesta quinta-feira (12.jan.2023) que o banco suspenderá o crédito consignado para beneficiários do Auxílio Brasil. A justificativa dada é a de que haverá revisão dos contratos pelo Ministério do Desenvolvimento Social e que os juros são altos.

“Nós estamos suspendendo o consignado do Auxílio Brasil por duas razões: a 1ª é que o Ministério do Desenvolvimento Social vai revisar o cadastro. Não é de bom tom que a gente mantenha, porque não sabemos quem ficará nesse cadastro. E a outra razão é que os juros consignados para essa modalidade são muito altos”, disse em entrevista a jornalistas.

Rita Serrano, 53 anos, tomou posse como presidente da Caixa na noite desta quinta-feira. Ela também afirmou que tentará baixar os juros cobrados na modalidade de crédito.

Na prática, os valores são descontados automaticamente da conta do beneficiário. O empréstimo pode ser dividido em até 24 vezes e o limite de juros é de até 3,5% ao mês.

Sobre perdão aos devedores, Serrano disse que a Caixa “não trabalha com essa perspectiva”. Afirmou que todos os programas de cunho público estão sendo reavaliados, bem como a concessão de microcrédito.

Poder360

Faz o “L”: Valor de mercado de estatais cai R$ 179,2 bilhões no pós-Lula

As empresas estatais listadas na bolsa de valores fecharam o ano de 2022 valendo R$ 547,7 bilhões. Esse valor representa uma queda de R$ 179,2 bilhões (ou 25%) em relação ao consolidado de 21 de outubro – quando atingiu o recorde. Os dados são de levantamento da Economatica.

O período de queda coincide com a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no 2º turno das eleições, em 30 de outubro de 2022. No dia seguinte ao pleito, 31 de outubro, só a Petrobras perdeu R$ 34 bilhões. Promessas como a mudança na política de preços e a distribuição de dividendos assustaram o mercado.

Em 21 de outubro, a Petrobras atingiu seu maior valor de mercado, de R$ 520,6 bilhões. Desvalorizou 34% até 31 de dezembro, encerrando 2022 em R$ 345,9 bilhões.

No recorte de 2021 a 2022, o valor de mercado das 7 estatais na B3 recuou 2,8%, sendo a maior queda a da Telebras (-60%), agora avaliada em R$ 1 bilhão. A Caixa Seguridade perdeu 0,1% do valor de mercado.

Banco do Brasil (+20%), BB Seguridade (+16%), Banco do Nordeste (+3%) e Banco da Amazônia (+129%) cresceram ao longo do ano encerrado no sábado (31.dez.2022). A desidratação de 11% da Petrobras, porém, puxou o consolidado para baixo.

2023 ABRE EM QUEDA

Na segunda-feira (2.jan.2023), a Petrobras sofreu um novo tombo – perdeu R$ 22,8 bilhões no 1º dia útil da nova gestão de Lula. Outras estatais também caíram no pregão inaugural de 2023: o Banco do Brasil desvalorizou R$ 4,3 bilhões, e a Caixa Seguridade, R$ 690 milhões.

A contabilização de 2023 já começou. As estatais federais abrem nesta terça-feira (3.jan.2023) com valor de mercado R$ 31,8 bilhões menor em relação ao fim de 2022.

Poder360

Agronegócio brasileiro exportou 148 bilhões de dólares em 2022

O agronegócio brasileiro exportou, segundo os últimos dados do Ministério da Agricultura, US$ 148 bilhões, em 2022 e, segundo o chefe da assessoria especial de assuntos estratégicos da pasta, Guilherme Bastos é exportado aquilo que não é consumido no Brasil. Bastos foi entrevistado nesta sexta-feira (23) no programa A Voz do Brasil.

“Se há um problema de gente ainda com insegurança alimentar, é um problema de uma composição de uma malha de programas sociais que devem acessar essas pessoas, mas em termos de produção nós produzimos o suficiente para abastecer o mercado interno e também exportar. E se exportamos, é por alguma questão. Tem preço competitivo, que atrai o mercado internacional para comprar os nossos produtos, qualidade no produto, e com isso nós continuamos acessando e abrindo cada vez mais mercados”, disse Bastos.

A China é o principal mercado dos produtos agropecuários brasileiros, respondendo por 1/3 das exportações, e, segundo Bastos, foram abertos mais de 200 mercados em mais de 50 países.

Bastos também comentou sobre a questão da sustentabilidade na agricultura brasileria. “O ministério tem trabalhado as ferramentas para que você possa promover essa rastreabilidade dentro das cadeias produtivas, estamos trabalhando também com indicadores socioambientais, para disponibilizar isso para a sociedade, para que as certificações possam ser facilitadas e habilitadas. Esse não é um processo… O pessoal esquece da dimensão continental não só do Brasil, como da nossa agropecuária, então é um processo que tem uma cadência.”

Ele destacou também o plano safra de R$ 340 bilhões que foi colocado à disposição da agropecuária brasileira, sendo 70% destinado para a agricultura familiar. “Isso é muito mal interpretado, [com as pessoas] achando que é recurso público. Desse volume, o que você tem de recurso público efetivamente colocado são R$ 12,4 bilhões, que é exatamente o volume de recurso que vai para pagar a diferença da taxa de juros do mercado com a taxa de juros acordada no Plano Safra”.

Efeito Lula: Com receio do novo governo Lula, empresários do agronegócio investem em Portugal

Companhias especializadas em investimentos na área imobiliária em Portugal registraram aumento no interesse de empresários do agronegócio em migrar para o país europeu após a vitória de Lula.

A CEO da empresa Vou Mudar Para Portugal, Patricia Lemos, afirma que os investimentos em empreendimentos turísticos são os mais buscados nesse período. Na última semana, a companhia vendeu cinco cotas de participação em um hotel português, avaliadas em 280.000 euros cada.

A maioria das solicitações para transferir dinheiro do Brasil para Portugal parte da Região Centro-Oeste, onde o bolsonarismo é predominante, e está voltada para negócios que permitam aplicação do Golden Visa.

Metrópoles

Bolsa despenca com incertezas sobre medidas fiscais de Lula

O principal índice da bolsa de valores brasileira (B3) abriu a sessão em queda e manteve as perdas, chegando ao seu menor patamar desde agosto, com receios sobre o futuro político e das medidas fiscais. Às 12h44, o Ibovespa despencava 2,66%. Já o dólar, opera com ganhos. No mesmo horário, a moeda norte-americana subia 2,11%, cotado a R$ 5,3500.

Apenas oito ações registram alta no pregão pela manhã, entre as maiores, os papéis da Cielo, Alpargatas e Minerva.

Do outro lado, os destaques negativos estão as ações Méliuz,BRF SA e CSN Mineração.

Na sessão desta segunda, o mercado repercute a Lei das Estatais, assim como a possibilidade do ex-ministro Aloizio Mercadante assumir o comando do BNDES ou da Petrobras, assustaram investidores, a votação da PEC da Transição e a reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA).

No exterior, as bolsas em Wall Street operam em alta, enquanto os investidores aguardam as próximas decisões de bancos centrais: nos EUA (quarta-feira), BCE (quinta) e Banco da Inglaterra (quinta). O Dow Jones tem leve alta de 0,55%, já o S&P 500 sobe 0,29% e o Nasdaq virou os ganhos com queda de 0,02%.

Economia reage à acusação do PT de que Bolsonaro ‘quebrou o Brasil’

Depois de o coordenador da equipe de transição de Lula, Aloizio Mercadante (PT), acusar o governo Jair Bolsonaro de “quebrar o Brasil”, o Ministério da Economia reagiu com uma nota. Segundo o documento do Executivo, o país está em melhores condições do que há quatro anos.

A pasta destacou que a dívida bruta do governo vai terminar o ano representando 75% do Produto Interno Bruto (PIB) e o superávit primário será de R$ 25 bilhões, o primeiro desde 2013, durante a gestão de Dilma Rousseff (PT).

“Será o primeiro governo que encerra o mandato com endividamento em queda: em 2018, a relação dívida/PIB chegou a 75,3%”, observou a Economia. “Demais países emergentes e desenvolvidos têm projeções de crescimento de dívida entre 10,6 pontos e 8,5 pontos porcentuais, respectivamente, em comparação com as taxas observadas antes da pandemia. Governos anteriores ampliaram a relação dívida/PIB em quase 20 pontos do PIB sem enfrentar pandemias nem guerras, como a vista no Leste Europeu, sem que esses recursos se traduzissem em efetiva melhora na qualidade de vida da população.”

O Ministério da Economia observou ainda que, graças à ajuda do governo durante a pandemia de covid-19, Estados e municípios conseguiram recuperar-se rapidamente, depois do fim dos isolamentos sociais.

“Estados e municípios registrarão o segundo ano consecutivo de superávit primário em 2022”, salientou o governo Bolsonaro. “Ainda na relação com os entes federados, as transferências por repartição de receita chegaram a 4,8% do PIB em 2022 (aproximadamente R$ 480 bilhões), maior patamar da série histórica iniciada em 1997.”

Caixa libera novas contratações de empréstimo consignado a beneficiários do Auxílio Brasil

A Caixa Econômica Federal retomou a contratação do empréstimo consignado aos beneficiários do Auxílio Brasil desde as 7h desta segunda-feira, 14. A medida encontrava-se suspensa desde o dia 1º de novembro após falhas na liberação do serviço pelos aplicativos do banco estatal, atrasos no pagamento e na falta de divulgação de taxas extras.

Em 24 de outubro, o Tribunal de Contas da União (TCU) orientou pelo congelamento dos empréstimos consignados e cobrou explicações sobre a modalidade ofertada aos beneficiários do Auxílio. Na recomendação do órgão, o ministro Aroldo Cedraz argumentou que a Caixa suspendesse a liberação de novos empréstimos “como medida de zelo com o interesse público, até que este Tribunal examine a documentação a ser encaminhada e a entenda apta a demonstrar não estarem presentes as graves irregularidades sugeridas na representação”. Na modalidade do consignado, o desconto das parcelas são realizadas diretamente na fonte, ou seja, no valor mensal do benefício. Segundo normas estabelecidas pelo governo federal, a concessão do empréstimo esta limitada a 40% do valor mensal do Auxílio Brasil. Para um benefício de R$ 400, o valor da parcela será de, no máximo, R$ 160. O juros estabelecidos pelo Ministério da Cidadania é de 3,5% ao mês, no entanto, cada instituição financeira pode exercer uma taxa diferente de maneira que o teto imposto seja respeitado. De acordo com a pasta, há 14 instituições financeiras habilitadas a ofertarem o consignado aos beneficiários do Auxílio Brasil. Na Caixa, os juros são de 3,45% ao mês e, caso o benefício seja cancelado sem que o empréstimo tenha sido quitado, será necessário realizar o pagamento das parcelas diretamente ao banco.