Nova etapa do Pix vai permitir pagamento por aproximação; entenda como funciona

O Pix por aproximação está previsto para fevereiro de 2025. A partir dessa data, todas as instituições financeiras credenciadas ao BC deverão oferecer o serviço por meio das iniciadores de pagamento credenciadas.

Segundo o regulador, as pessoas só vão precisar cadastrar uma chave Pix em uma carteira digital habilitada —como Google Pay ou PicPay—, que permita fazer o pagamentos pelo celular ou relógio digital. A partir desse momento, será possível pagar em lojas físicas com o Pix por aproximação como se faz hoje com o cartão.

“É importante que a disponibilidade dessa nova forma de utilização do Pix se dê por meio da abertura do mercado à participação de diferentes players, estimulando a competição e ampliando o acesso das pessoas à funcionalidade”, diz Fernanda Garibaldi, diretora-executiva da Zetta, uma entidade fundada pelo Nubank e pelo Google para tratar de pagamentos online.

A entidade pleiteia que essa abertura deve estar prevista na regulação para que os impactos positivos esperados sejam de fato atingidos.

Dólar sobe 1,4% e chega a R$ 5,73, maior valor em mais de dois anos

O dólar à vista subiu fortemente frente ao real nesta quinta-feira (1°), ampliando os ganhos da véspera e na contramão dos pares emergentes, enquanto investidores repercutem as decisões de política monetária e cenário geopolítico. A alta foi de 1,43% e levou o câmbio a maior cotação desde dezembro de 2021, a R$ 5,73.

Segundo informações do portal InfoMoney, analistas afirmam que uma combinação de fatores resultou na “tempestade perfeita” que fez o dólar disparar. “A valorização do iene, que leva a uma saída de capital de outras moedas emergentes; dados econômicos fracos dos EUA fortalecem o dólar como ativo de refúgio; a decisão do Copom de manter juros estáveis torna o real menos atraente; e o risco do conflito entre Israel e Palestina de alastrar no Oriente Médio”, disse Volnei Eyng, CEO da gestora Multiplike.

Qual a cotação do dólar hoje?

O dólar comercial subiu 1,43%, a R$ 5,734 na compra e a R$ 5,735 na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento (DOLc1) subia no mesmo nível, a 5.755 pontos.

Esta é a maior cotação de fechamento desde 21 de dezembro de 2021, no terceiro ano do governo de Jair Bolsonaro, quando a cotação da moeda norte-americana encerrou a R$ 5,7394.

Na véspera, o dólar fechou em alta de 0,64%, a R$ 5,6558. Em 2024, o dólar acumula valorização de 18,24%.

Haddad anuncia corte de R$ 15 bi no Orçamento de 2024

O ministros da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou nesta quinta-feira (18/7), após reunião da Junta de Execução Orçamentária (JEO), uma contenção de R$ 15 bilhões no Orçamento de 2024 para cumprimento do arcabouço fiscal, a nova regra de controle dos gastos públicos.

“Nós vamos ter que fazer uma contenção de R$ 15 bilhões para manter o ritmo de cumprimento do arcabouço fiscal até o final do ano, consistindo em R$ 11,2 bilhões de bloqueio, em virtude de um excesso de dispêndio acima dos 2,5% previstos no arcabouço fiscal, e de R$ 3,8 bilhões de contingenciamento, em virtude da receita, particularmente em função do fato de que ainda não foram resolvidos os problemas pendentes [sobre compensação da desoneração]”, explicou o ministro.

Ele se reuniu, nesta tarde, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ministros da equipe econômica para bater o martelo sobre contingenciamentos e bloqueios no Orçamento.

Também estavam presentes na agenda, no Palácio do Planalto, as ministras do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, e da Gestão, Esther Dweck, e o ministro da Casa Civil, Rui Costa.

As áreas em que os cortes serão feitos ainda serão anunciadas na próxima segunda-feira (22/7), quando será divulgado o Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias (RARDP) do 3º bimestre.

Segundo Haddad, o número de R$ 15 bilhões foi calculado após “um grande apanhado” do que aconteceu nos seis primeiros meses na arrecadação, feito pela Receita, e nas despesas, feito pelo Planejamento.

Corte de R$ 25,9 bilhões

No início do mês o presidente da República autorizou um corte de R$ 25,9 bilhões em despesas obrigatórias para cumprir o arcabouço fiscal no próximo ano. A tesoura será passada por meio de um “pente-fino” em benefícios sociais.

Metrópoles

Contas atrasadas da população fazem de Pernambuco o estado mais inadimplente do Nordeste, revela pesquisa

Quase metade da população adulta de Pernambuco está com contas atrasadas, o que torna o Estado o mais inadimplente da região Nordeste. É o que mostra pesquisa divulgada pelo Serasa.

De acordo com um levantamento divulgado pelo Serasa, 46,4% da população penambucana não estava com as contas em dia em maio deste ano. Em todo o País, são 72,5 milhões de pessoas com o nome sujo.

No ranking regional, completam o pódio nordestino Ceará (45,76%) e Rio Grande do Norte (43,98%). O estado com maior parcela de inadimplentes do Brasil é o Rio de Janeiro (54,16%), seguido do Distrito Federal (52,74%) e do Mato Grosso (52,51%). As menores taxas nacionais estão em Santa Catarina (37,33%), Rio Grande do Sul (36,98%) e Piauí (35,90%).

O Serasa diz que os brasileiros com idades entre 41 e 60 anos representam a maior fatia da população com nome restrito, com 35,2%. Na sequência, estão as faixas etárias de 26 a 40 anos (34,2%), acima de 60 anos (18,9%) e os jovens entre 18 e 25 anos (11,8%).

Ter o nome sujo significa enfrentar uma série de obstáculos junto às instituições financeiras, como dificuldade para obter empréstimos, financiamento e acesso a linhas de crédito. Muitos bancos também não aceitam abrir conta corrente para quem é endividado. (Portal Folha de Pernambuco)

Juros futuros sobem após série de quedas

Após caírem em sete de nove primeiras sessões de julho, as taxas dos DIs fecharam nesta sexta-feira (12) em alta no Brasil, em especial entre os contratos mais curtos, com parte dos investidores ajustando posições e realizando lucros, em um dia marcado por nova defesa do ajuste fiscal pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e pela consolidação no exterior das apostas de corte de juros em setembro pelo Federal Reserve, de acordo com informações do portal InfoMoney.

No fim da tarde, a taxa do Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2025 — que reflete a política monetária no curtíssimo prazo — estava em 10,585%, ante 10,544% do ajuste anterior. Já a taxa do DI para janeiro de 2026 estava em 11,125%, ante 11,07% do ajuste anterior, enquanto a taxa para janeiro de 2027 estava em 11,335%, ante 12,284%.

Entre os contratos mais longos, a taxa para janeiro de 2031 estava em 11,74%, ante 11,71%, e o contrato para janeiro de 2033 tinha taxa de 11,75%, ante 11,731%.

Apesar do avanço no dia, as taxas longas terminaram a semana abaixo do nível de 12% — algo que não ocorria desde a semana de encerrada em 31 de maio.

As taxas dos DIs subiram desde o início do dia, embora no exterior os rendimentos dos Treasuries demonstrassem certa acomodação, com os yields longos muito próximos da estabilidade.

Em meio à participação de Haddad em evento em São Paulo, a taxa do DI para janeiro de 2026 — um dos mais líquidos — atingiu a máxima de 11,21%, em alta de 14 pontos-base ante o ajuste da véspera. O pico da taxa ocorreu em sintonia com a renovação de máximas do dólar ante o real, a despeito de no exterior a moeda norte-americana estar em queda.

Haddad defendeu que a expansão fiscal neste momento não é boa para o Brasil e afirmou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cortará gastos primários para ajustar as contas públicas se for necessário.

“Estamos desde 2014 ou 2015 produzindo déficit pesado”, disse Haddad em sua fala. “Isso melhorou a vida de alguém?”, questionou durante sabatina em Congresso da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji).

O ministro também negou ter convencido Lula a baixar a tensão com o Banco Central (BC), mas afirmou que o presidente teve “certa razão” de ficar insatisfeito com atitudes da autarquia.

Apesar de o discurso do ministro estar em linha com o que demanda o mercado, profissionais ouvidos pela Reuters pontuaram que Haddad ainda não apresentou medidas concretas — algo que tem incomodado os investidores nas últimas semanas.

No decorrer da sessão, porém, as taxas futuras perderam força, ainda que tenham encerrado em alta, elevando um pouco as apostas — ainda que minoritárias — de que o Banco Central poderá elevar a taxa básica Selic em sua reunião de política monetária desde mês.

Perto do fechamento a curva a termo precificava 84% de chances de manutenção da taxa Selic em 10,50% ao ano no fim deste mês e 16% de possibilidade de alta de 25 pontos-base. Na véspera os percentuais eram de 92% e 8%, respectivamente.

No campo político, os desencontros entre governo e Congresso continuaram. Após Haddad afirmar pela manhã que as medidas apresentadas pelo Senado não compensam a desoneração da folha de pagamentos de setores específicos, à tarde o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), acusou o ministério da Fazenda de desconsiderar as sugestões.

Também durante o evento da Abraji em São Paulo, Pacheco classificou a negociação entre Executivo e Legislativo sobre o tema como uma “novela”.

Desastre: Em uma semana, dólar sobe 3 vezes com falas de Lula

O dólar comercial passou por uma trajetória turbulenta nos últimos dias depois de falas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)questionando a necessidade de corte de gastos e com críticas à autonomia do BC (Banco Central). A moeda norte-americana passou de R$ 5,60 por causa das declarações, que mexeram com o humor de agentes do mercado financeiro.

A cotação do dólar fechouem R$ 5,52 em 26 de junho, quando o petista fez as primeiras declarações pondo em xeque a revisão de despesas. O patamar elevado seguiu nos últimos dias.

O ápice foi na terça-feira (2.jul), quando chegou a R$ 5,67 –maior valor para a moeda desde janeiro de 2022. O aumento se deu depois que Lula disse ser preciso agir contra a “especulação” da moeda.

Eis a trajetória do dólar de 3 de junho a 5 de julho e as falas controversas de Lula:

Produção industrial cai 0,9% em maio, diz IBGE

A produção industrial brasileira caiu 0,9% em maio em relação a abril. É o segundo recuo consecutivo, apontando retração de 1,7% no período. Com o resultado, o setor perdeu o ganho acumulado entre fevereiro e março deste ano (1,1%).

No acumulado nos últimos 12 meses, houve crescimento de 1,3%, o que acabou por reduzir a intensidade no ritmo de evolução se comparado ao resultado do mês anterior. Os dados foram anunciados nesta quarta-feira (3), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),

Os números fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada nesta quarta-feira (3) pelo órgão, que mostrou ainda avanço de 2,5% no acumulado dos cinco primeiros meses de 2024, se comparado ao mesmo período do ano anterior.

Em 30 anos, um real se transformou em 8 centavos; entenda como o Brasil mudou

Quando aplicado o fator de correção, R$ 1 de 2024 equivale a apenas R$ 0,08 de 1994, ano em que foi implementado o Plano Real no Brasil. A correção foi feita utilizando a calculadora do Cidadão do Banco Central e indica uma perda de valor da moeda nacional no período de 30 anos. Entretanto, esse é um processo natural, como explica Carla Beni, economista e professora de MBAs da FGV (Fundação Getúlio Vargas) ouvida pelo R7.

Em todo esse tempo, o Brasil também mudou. A população saltou de 146,8 milhões de pessoas, de acordo com o Anuário Estatístico do Brasil, 1994, divulgado pelo IBGE, para 203 milhões, segundo o Censo de 2022. Em termos de alfabetização, o país chegou a 93% de letrados saindo de 81,6% nos anos 1990. A esperança de vida ao nascer também foi ampliada: de 69 para 75,5 anos. Já a taxa de mortalidade infantil caiu de 69,1 para 12,9 para cada mil nascidos vivos.

Todas essas mudanças ocorreram após um contexto de estabilização da moeda e contenção da inflação, como explica Beni. Em quatro perguntas, a especialista contextualizou ao R7 a importância de se ter um Real com valor estável para a resiliência econômica do país.

R7

Arrecadação federal cresce 10,46% e chega a R$ 202,98 bilhões em maio

A arrecadação da União com impostos e outras receitas teve recorde para o mês de maio, alcançando R$ 202,98 bilhões, segundo dados divulgados nesta terça-feira (25) pela Receita Federal. O resultado representa aumento real de 10,46%, ou seja, descontada a inflação, em valores corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em comparação com maio de 2023.

É o maior valor para meses de maio desde 1995, início da série histórica. Também é o melhor desempenho arrecadatório para o acumulado de janeiro a maio de 2024. No período, a arrecadação alcançou o valor de R$ 1,09 trilhão, representando um acréscimo pelo IPCA de 8,72%.

Os dados sobre a arrecadação estão disponíveis no site da Receita Federal. Quanto às receitas administradas pelo órgão, o valor arrecadado no mês passado ficou em R$ 196,68 bilhões, representando acréscimo real de 10,4%.

Os resultados foram influenciados positivamente pelas variáveis macroeconômicas, resultado do comportamento da atividade produtiva e, de forma atípica, pela tributação dos fundos exclusivos, atualização de bens e direitos no exterior e pelo retorno da tributação do Programa de Integração Social/Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (PIS/Cofins) sobre combustíveis.

Por outro lado, houve perda de arrecadação no mês de maio em razão da situação de calamidade ocorrida no Rio Grande do Sul. O estado enfrenta o pior desastre climático da sua história e vem trabalhando na recuperação de estruturas após enchentes nos meses de abril e maio que impactou famílias e empresas. Dos 497 municípios gaúchos, 478 foram afetados, uma população de mais de 2,4 milhões.

“Sem considerar os pagamentos atípicos, haveria um crescimento real de 5,71% na arrecadação do período acumulado e de 7,14% na arrecadação do mês de maio”, informou a Receita Federal.

Calamidade no RS

O chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, Claudemir Malaquias, explicou que alguns fatores não são possíveis medir, mas há estimativas como sobre o diferimento de tributos federais em razão dos decretos de calamidade pública dos municípios. Com isso, a perda de arrecadação em maio chegou a R$ 4,4 bilhões.

“Parte dos tributos em relação àqueles 499 municípios, que foram decretados a situação de emergência, tiveram a prorrogação por dois meses. Em relação aos contribuintes do Simples [Nacional], a prorrogação foi de um mês só, em relação a esses municípios. E depois nós temos o efeito da calamidade, ou seja, houve quebra de estrutura da atividade produtiva, você teve ali nitidamente a interrupção da geração de renda. Então, você teve também a queda da arrecadação por esses fatores”, disse Claudemir Malaquias durante coletiva de imprensa para apresentar os resultados da receita.

“Quando a gente está estimando R$ 4,4 bilhões é em relação à arrecadação do ano anterior. É claro que a gente não consegue isolar os efeitos, uma vez que há um concurso de fatores que vão interferir no resultado final. Parte desses tributos poderá ser recuperada após o término do prazo de diferimento, mas parte certamente não virá em razão da interrupção ou da perda realmente de receitas decorrente da atividade que foi obstruída pelo efeito [das enchentes]”, acrescentou.
Contribuindo para melhorar a arrecadação, em maio, houve recolhimento extra de R$ 820 milhões do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) – Rendimentos de Capital, referente à tributação de fundos exclusivos, o que não ocorreu no mesmo mês de 2023. A lei que muda o Imposto de Renda incidente sobre fundos de investimentos fechados e sobre a renda obtida no exterior por meio de offshores foi sancionada em dezembro do ano passado.

No total, a arrecadação do IRRF-Rendimento de Capital teve alta de 6,46% em relação a maio de 2023, alcançando R$ 8,22 bilhões. No acumulado do ano, a arrecadação com esse item chega a R$ 52.85 milhões, crescimento real de 25,08%, sendo R$ 12,1 bilhões decorrentes da tributação dos fundos exclusivos.

Com base na mesma lei das offshores, as pessoas físicas que moram no Brasil e mantêm aplicações financeiras, lucros e dividendos de empresas controladas no exterior tiveram até 31 de maio para atualizar seus bens e direitos no exterior. Com isso, em maio, o Imposto de Renda Pessoa Física apresentou uma arrecadação de R$ 23,02 bilhões, com crescimento real de 44,82%. Só com a regularização, foram arrecadados R$ 7,26 bilhões.

Já a reoneração das alíquotas do PIS/Pasep (Programa de Integração Social/Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público) sobre combustíveis contribuiu para evitar a perda de arrecadação. Em maio de 2023, a desoneração com esses tributos havia sido de R$ 3 bilhões.

Outros destaques

Também foram destaque da arrecadação de maio o PIS/Pasep e a Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), que apresentaram, no conjunto, uma arrecadação de R$ 40,52 bilhões no mês passado, representando crescimento real de 11,74%. No acumulado do ano, o PIS/Pasep e a Cofins arrecadaram R$ 210,61 bilhões. O desempenho é explicado, entre outros aspectos, pelo retorno da tributação incidente sobre os combustíveis e pela atividade produtiva, com aumento na venda de bens e serviços.

O Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) – Trabalho apresentou uma arrecadação de R$ 16,81 bilhões, crescimento real de 12,58%, em função do crescimento da massa salarial. De janeiro a maio, a arrecadação desse item chega a R$ 94,63 bilhões, alta de 6,56%.

Considerando o acumulado do ano, a Receita Previdenciária totalizou uma arrecadação de R$ 263,97 bilhões, com crescimento real de 5,92%. Esse resultado também se deve à alta real de 6,76% da massa salarial. Além disso, houve crescimento de 15% no montante das compensações tributárias com débitos de receita previdenciária, no período de janeiro a maio de 2024 em relação ao mesmo período do ano anterior.

Apenas em maio, a Receita Previdenciária teve aumento real de 2,74%, chegando a R$ 51,67 bilhões.

Indicadores macroeconômicos

A Receita Federal apresentou os principais indicadores macroeconômicos que ajudam a explicar o desempenho da arrecadação no mês. Entre eles, estão o crescimento da venda de bens e serviços, respectivamente, em 4,9% e 5,6% em abril (fator gerador da arrecadação de maio) e alta de 3,6% e 1,51% entre dezembro de 2023 e em abril de 2024 (fator gerador da arrecadação do período acumulado).

A produção industrial também subiu 10,27% em abril passado e 2,47% no período acumulado. O valor em dólar das importações, vinculado ao desempenho industrial, teve alta de 0,37% em abril de 2024 e de 0,98% entre dezembro de 2023 e abril de 2024.

Também houve crescimento de 16,02% da massa salarial em abril e de 11,3% no acumulado encerrado no mês.

“Todos os indicadores positivos sinalizam uma explicação para o crescimento da arrecadação na comparação com o ano passado. A trajetória de crescimento está na casa 8% em termos reais e 12% em termos nominais. Isso tudo está sendo explicado pela ativação da atividade econômica. Uma atração maior na atividade econômica, no consumo, a gente vai ter um desempenho melhor dos tributos vinculados ao faturamento das empresas. E também a massa salarial, como já vem sido destaque desde meados do ano passado, a trajetória crescente da redução do nível de desemprego está sendo responsável pelo crescimento do Imposto de Renda na fonte, sobre o trabalho e também da Previdência”, explicou Claudemir Malaquias.

Agência Brasil

Mercado eleva previsão da inflação de 3,96% para 3,98% em 2024

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – teve elevação, passando de 3,96% para 3,98% este ano. A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (24), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC), com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Para 2025, a projeção da inflação também subiu de 3,8% para 3,85%. Para 2026 e 2027, as previsões são de 3,6% e 3,5% para os dois anos.

A estimativa para 2024 está dentro do intervalo da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é 3% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%. Para 2025 e 2026, as metas de inflação estão fixadas em 3%, com a mesma tolerância.

Em maio, pressionada pelos preços de alimentos e bebidas, a inflação do país foi 0,46%, após ter registrado 0,38% em abril. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas, em 12 meses, o IPCA acumula 3,93%.