Pernambuco perde posição e é superado pelo Piauí na educação

Após 12 anos no topo da educação pública no Nordeste, Pernambuco perdeu a liderança do ensino médio entre os estados da região.

O Piauí passou a ocupar o primeiro lugar regional, ampliando o desempenho de 4,3 para 4,9 e ultrapassando Pernambuco.

Esta é a segunda queda consecutiva do estado no ranking do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).

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Escola Cônego João Leite passa a ter todas as salas de aula 100% climatizadas em Afogados da Ingazeira

A comunidade escolar da EREM Cônego João Leite Gonçalves de Andrade, em Afogados da Ingazeira, recebeu uma importante melhoria na infraestrutura da unidade. A subestação de energia da escola foi oficialmente energizada e entrou em operação, garantindo a capacidade elétrica necessária para o funcionamento de todos os equipamentos de climatização.

Com a conclusão do serviço, as sete salas de aula e todos os ambientes administrativos da escola estão 100% climatizados e em pleno funcionamento, proporcionando mais conforto para estudantes, professores e demais servidores.

A ligação da nova estrutura elétrica foi realizada com sucesso, conforme vistoria técnica que atestou o pleno funcionamento da subestação. A modernização representa um avanço para a unidade de ensino, especialmente diante das altas temperaturas registradas na região, oferecendo melhores condições para o aprendizado e para o desenvolvimento das atividades pedagógicas.

Com a nova estrutura em operação, a EREM Cônego João Leite passa a oferecer um ambiente escolar mais moderno, seguro e adequado às necessidades da comunidade estudantil.

Mais de 1,5 milhão de alunos faltam à escola por medo da violência, aponta IBGE

Mais de 1,5 milhão de estudantes brasileiros deixaram de ir à escola por medo da violência no trajeto entre casa e sala de aula, segundo dados da Pense (Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar) 2024, divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em parceria com o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação nesta quarta-feira (25).

De acordo com o levantamento, 12,5% dos alunos de 13 a 17 anos relataram ter faltado às aulas nos 30 dias anteriores à pesquisa por falta de segurança no percurso.

O problema atinge de forma mais intensa estudantes da rede pública, onde o índice chega a 13,8%, mais que o dobro do registrado na rede privada, 5,4%.

O estudo também revela que, em 2024, 18,5% dos estudantes afirmaram já ter sofrido algum tipo de violência sexual ao longo da vida, como toques ou exposição corporal sem consentimento.

A incidência é significativamente maior entre meninas, atingindo 26%, contra 10,9% entre meninos. Em comparação com 2019, houve aumento de 3,8 pontos percentuais nesse tipo de violência, com crescimento mais acentuado entre alunas e estudantes da rede pública.

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Cortes, silêncio e conveniência

Sobre os cortes nas verbas das universidades federais e dos institutos federais, a matemática do governo Lula parece ser simples e funcional para evitar greves. Ajusta-se o salário de professores e diretores — em sua maioria alinhados ideologicamente ao governo — e pronto. Quanto aos estudantes, que enfrentam falta de recursos, bolsas reduzidas e estruturas precárias, que se virem. Dinheiro some, mas o silêncio permanece.

O curioso é que não há protestos, ocupações ou palavras de ordem contra o Planalto. Por quê? Porque, no fim das contas, professores, gestores e alunos fazem vista grossa. A narrativa política fala mais alto que a realidade orçamentária. Mesmo prejudicados, os estudantes fecham os olhos, afinal, também fazem parte do mesmo campo ideológico. Tudo farinha do mesmo saco.

Assim, o governo corta, o campus aperta o cinto, ninguém reclama e Lula agradece. A conta não fecha na educação, mas fecha politicamente.

Universidades federais enfrentam corte histórico de verbas em 2026; veja impactos

O Congresso Nacional aprovou um corte de quase R$ 500 milhões no orçamento destinado às universidades federais para 2026. A redução consta no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), aprovado na sexta-feira (19), e foi detalhada pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).

Segundo a entidade, o corte totaliza R$ 488 milhões e representa uma diminuição de 7,05% nos recursos discricionários das 69 universidades federais do país. Esse tipo de verba é utilizado para despesas essenciais ao funcionamento das instituições, como pagamento de contas de água e energia, manutenção predial, bolsas acadêmicas, compra de equipamentos e insumos para pesquisa.

A proposta orçamentária original previa R$ 6,89 bilhões para as universidades em 2026. Com a redução aprovada pelo Congresso, o valor caiu para cerca de R$ 6,43 bilhões.

Em nota, a Andifes afirmou que os cortes atingem “todas as ações orçamentárias essenciais ao funcionamento da rede federal de ensino superior” e agravam um cenário já considerado crítico pelas reitorias.

Curso de medicina com nota baixa pode ter corte de vaga ou extinção; estudante do 4° ano da graduação será avaliado a partir de 2026

Os ministérios da Educação (MEC) e da Saúde anunciaram, em agosto, que os cursos de medicina que tiverem desempenho abaixo do esperado no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) poderão ter reduzido o número de vagas de ingresso; a suspensão do vestibular e até extinção do curso.

A medida faz parte de um pacote, chamado pelo governo federal, de “supervisão estratégica” das instituições de ensino superior com curso de medicina com notas 1 e 2 no Enamed, em uma escala de 1 a 5 do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes).

“Nós estamos tratando da formação de profissionais que cuidam da vida das pessoas e dos brasileiros. Por isso, queremos garantir qualidade e excelência na formação de médicos. Esse é o objetivo de todas as ações que nós estamos tomando aqui, conjuntamente com o Ministério da Saúde”, destacou o ministro da Educação, Camilo Santana, em encontro com jornalistas.

O ministro esclareceu que as medidas começarão a ser aplicadas para os cursos de medicina em atividade no Brasil, a partir das notas obtidas no Enamed 2025, que serão divulgadas em dezembro.

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Brasil avança, mas ainda tem 4,2 milhões em atraso escolar

Em todo o país, 4,2 milhões de estudantes estão dois anos ou mais atrasados na escola. Eles representam 12,5% de todas as matrículas no Brasil. As informações são do Censo Escolar 2024, analisadas pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

Apesar de ainda representarem uma importante parcela dos estudantes, os dados mostram que ao longo dos anos a distorção da relação idade-série vem diminuindo. Em 2023, eram 13,4% em atraso escolar.

A análise divulgada nesta quinta-feira (25) mostra que, apesar da melhora geral, o país ainda tem desafios no enfrentamento do atraso escolar. O Unicef aponta desigualdades principalmente quando se leva em consideração a raça/cor e gênero dos estudantes.

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Inteligência artificial ameaça aprendizado da escrita, alerta autor

Um romance, a redação de escola, uma poesia, uma carta de amor, um aviso simples deixado na porta da geladeira. Estariam todos esses textos ameaçados pelas ferramentas de inteligência artificial (IA)? Na avaliação do escritor Sérgio Rodrigues, jornalista e romancista, a perda da prática pode resultar em um retrocesso imensurável para a sociedade.

No seu mais recente livro, “Escrever é humano: como dar vida à sua escrita em tempo de robôs”, o autor defende a necessidade de atenção e estímulo à prática. Rodrigues, que lança a obra em Brasília na próxima quinta-feira (18), defende que os robôs não conseguem se igualar às características humanas, embora haja o perigoso aprimoramento permanente das tecnologias generativas.

Ele diz que a IA ameaça atividades profissionais, mas o alerta está também em outra esfera de atenção. “Mais do que pelo mercado de trabalho, eu temo um retrocesso civilizatório e intelectual”.

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Município de Águas Belas ganhará nova escola indígena

Os estudantes da aldeia Fulni-ô em Águas Belas, no Agreste de Pernambuco, serão contemplados com a construção de uma nova escola indígena.

O aviso de abertura de licitação para a obra foi publicado neste início de semana, no Diário Oficial do Estado. O valor máximo estimado para a obra é de R$ 16,3 milhões.

A escola terá capacidade para atender aproximadamente 400 estudantes, com turmas do ensino fundamental anos iniciais até o ensino médio.

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Alunos do Fies devem R$ 17,9 bilhões em 2025

A dívida dos estudantes do Fies (Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior) em atraso há mais de 90 dias chegou a R$ 17,9 bilhões em 2025.

A alta foi de mais de R$ 2 bilhões em relação ao ano anterior e é o maior valor registrado desde a criação do programa federal de financiamento estudantil.

Dados do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) obtidos via LAI (Lei de Acesso à Informação) mostram que cada aluno inadimplente deve, em média, R$ 46.000.

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