A 100 dias das eleições, o governo do presidente Jair Bolsonaro (PL) deu aval para que o Auxílio Brasil, programa social criado em substituição ao Bolsa Família, tenha um acréscimo de R$ 200.
Atualmente, o valor máximo do benefício é de R$ 400. Se o aumento for definido pelo Congresso, chegará aos R$ 600. O governo quer que o novo valor vigore a partir de julho e siga até dezembro deste ano. O “boom” no benefício deve custar R$ 21 bilhões aos cofres públicos.
O valor, no entanto, deve ser proveniente da PEC dos Combustíveis, que tinha como objetivo compensar os estados que reduzissem o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre diesel e gás de cozinha. O governo deve abandonar a ideia de compensar os governos estaduais e usar os recursos da PEC – em torno de R$ 30 bilhões – para benefícios sociais.
O martelo, no entanto, ainda não foi batido. O assunto deve ser definido na semana que vem, após reunião entre integrantes do Palácio do Planalto e lideranças do Congresso Nacional.
Outra proposta que recebeu sinal verde do governo foi um “voucher caminhoneiro” de R$ 1 mil para a categoria. De acordo com a equipe econômica, a medida deve beneficiar 800 mil caminhoneiros e custar R$ 4,8 bilhões.
Jair Bolsonaro, atual presidente do Brasil para o mandato de 2018 a 2022. Ele tem cabelos curtos, pretos e usa terno e gravata – Metrópoles
De olho na reeleição em 2022, Bolsonaro se filiou ao Partido Liberal (PL). O vice de sua chapa nas eleições deste ano deverá ser o general Walter Braga NettoIgo Estrela/Metrópoles
Jair Messias Bolsonaro, nascido em 1955, é um capitão reformado do Exército e político brasileiro. Natural de Glicério, em São Paulo, foi eleito 38º presidente do Brasil para o mandato de 2018 a 2022
